Título original: (Trois Couleurs: Rouge)
Lançamento: 1994 (França)
Direção: Krzysztof Kieslowski
Atores: Irene Jacob, Jean-Louis Trintignant, Zbigniew Zamachowski, Jean-Pierre Lorit.
Duração: 99 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Uma modelo (Irène Jacob) atropela o cão de um juiz aposentado (Jean-Louis Trintignant), que tem o estranho hábito de ouvir as conversas telefônicas de outras pessoas. Este fato será o ponto de partida para uma singular amizade.
lilinhamortensen em 07/06/2010Nota: 5
Filme sublime! Na verdadeira concepção da palavra. Nunca um filme me intrigou tanto. Lembro a primeira vez que o assistir, aos 15 anos, no dia seguinte não conseguia tirá-lo da cabeça, todas as interpretações possiveis vinham a mim. Desde então já revisitei-o inúmeras vezes e como da primeira vez surge enes interpretações, principalmente entre os personagens de Trintignant e Lorit. Durante toda a relação dele (o juíz) com a jovem Valentine, parece conduzi-la ao encontro com Auguste, sendo este ele próprio. A cena em que o juíz vai assistir o desfile e diz a Valentine que queria tê-la conhecido no passado sugere isto e a foto dela que Auguste ver na rua se torna a mesma que o jurista mais velho aprecia pela tv no final do filme com um sorrisso de missão cumprida. Com este filme com certeza Krzysztof cumpriu a sua: o melhor fime!
André Morais em 03/01/2001Nota: 5
Belíssimo filme. A fraternidade humana posta a prova, os ideais franceses todos questionados numa trilogia genial. E a fraternidade é vermelha é o melhor dos três, com um final mítico e uma relação entra duas gerações, um velho juiz melancolico que vive de escutar conversas de seus vizinhos no telefone e uma jovem modelo burguesa. A fraternidade é o sentimento de elo entre ela para ele, mas questionada como um setnimento de conforto de si próprio e não de ajuda ao próximo, e o vermelho nas telas dá um certo tom soberbo. Kielowski é genial.
Denise Batista de Liraa em 04/01/2001Nota: 5
O melhor dos três filmes. Simplesmente emocionante, interessante e envolvente.Além de passar uma perfeita lição de vida; acredite nas pessoas, olhe para o que elas têm de especial, ignore os seus defeitos. Não poderia haver um filme mais bem produzido para encerrar a trilogia. Imperdível.
Henrique Miura em 02/01/2001Nota: 5
Krzysztof Kielowski e Krzysztof Piesiewicz são dois brilhantes criadores de excepcionais finais, que ficam palpitando na mente do espectador mesmo após os créditos terem terminado de subir. Cheguei a esta conclusão após terminar de ver esta terceira e última parte da saga criada por Kielowski sobre os ideais da Revolução Francesa. Além de criarem grandes situações e armarem diálogos fascinantes durante o decorrer do filme, o final é que deixa a marca no espectador. Neste "A Fraternidade É Vermelha" o final tem a mesma genialidade que os dos outros dois filmes da trilogia. Porém, arrisco dizer que este é melhor filme no geral.A lindíssima e talentosa francesa Irène Jacob interpreta Valentine, uma modelo que por desatenção atropela uma cadela. Sem saber o que fazer, ela vai até a casa do dono do animal. O dono da cadela é um ex-juiz (Jean-Louis Trintignant), que parece não dar muita atenção para o ocorrido. Valentine, depois de socorrer o animal, volta para a casa do ex-juiz para devolvê-lo. Lá ele descobre que ele tem um rádio que capta a ligação dos vizinhos. Esse é o ponto que altera a vida dos personagens, uma forte amizade começa.Diferente de "Igualdade" e "Liberdade", aqui temos uma breve introdução antes de acorrer o grande fato. Tipo: no primeiro íamos direto ao acidente de carro; no segundo direto ao divórcio; mas aqui no terceiro o fato acontece com a personagem já apresentada. Claro, funciona perfeitamente. E na evolução da história "Fraternidade" talvez ganhe dos outros. A personagem passa a sofrer pressão do namorado e os personagens começam a expressar seus sentimentos. E, como já disse, o final desse filme é espetacular. Para quem já viu os outros dois filmes ver um final como este não pode ser outra coisa a não ser conquistador. E, obviamente, aqui temos a fraternidade sendo tratada. Assim como nos outros, a forma é implícita e sincera.O elenco brilha mais uma vez nas mãos de Kielowski. A francesa Irène Jacob, além de lindíssima, é muito talentosa. Expressiva, carismática, cativante e muitíssimo esforçada. Além de ter sido belamente fotografada. Jean-Louis Trintignant também aparece muito bem em cena, mas seu maior mérito é conseguir transmitir com perfeição exatamente aquilo que o filme pretende. E mais, sua química com a companheira de cena é simplesmente perfeita, em extrema sintonia e ritmo. "A Fraternidade É Vermelha" repetiu o feito de "A Liberdade é Azul" no Oscar e conseguiu três indicações, sendo elas Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Fotografia. Infelizmente pegou uma concorrência pesada e perdeu de diretor para Robert Zemeckis e seu "Forrest Gump" e o de Roteiro Original para "Pulp Fiction". Porém, sua derrota de fotografia para "Lendas da Paixão" é bastante questionável. O trabalho de Piotr Sobocinski é primoroso. "A Fraternidade É Vermelha" encerra a trilogia brilhante feita por Kielowski com estilo e sabedoria. O diretor estava preparando outra trilogia quando acabou morrendo precocemente, porém deixou o roteiro pronto e o primeiro filme já foi rodado pelo mesmo diretor de "Corra, Lola, Corra", tendo no elenco Cate Blanchett. Expectativas para ver se o trabalho ficou à altura da genialidade de Kielowski e torcer para que um dos roteiros não caia nas mãos de Wim Wenders, já que ele está sendo muito cotado para assumir a direção de um dos roteiros. Krzysztof Kielowski se foi, mas seus filmes fazem sucesso até hoje. Ele deixou sua marca na década de 90.
Sensacional!!! Amo esse gênero e a década de 1980 é recheada de ótimos filmes policiais ...
por Renan, 13/02/2012 às 15:38
...bom filme ...só o final que é frako..a forma que o comandante frost se entrega e morre ...
por Pipoka, 13/02/2012 às 15:38
Demos = Depois* rsrsrs
por Renan, 13/02/2012 às 15:36
Excelente! Demos que o vi, passei a gostar de filmes "western" esse com certeza é...
por Renan, 13/02/2012 às 15:35