O Fim e o Princípio

O Fim e o Princípio 2010-05-22 Francisco

Título original: (O Fim e o Princípio)

Lançamento: 2005 (Brasil)

Direção: Eduardo Coutinho

Atores: Rosilene Batista de Souza, Antônia Basília da Conceição, Basilissa Amador, Francisca Batista de Sousa.

Duração: 110 min

Gênero: Documentário

Status: Arquivado

5           10 7 5

(7 votos)

                   

Sinopse

Sem pesquisa prévia, sem personagens, locações nem temas definidos, uma equipe de cinema chega ao sertão da Paraíba em busca de pessoas que tenham histórias para contar. No município de São João do Rio do Peixe a equipe descobre o Sítio Araçás, uma comunidade rural onde vivem 86 famílias, a maioria ligada por laços de parentesco. Graças à mediação de uma jovem de Araçás, os moradores - na maioria idosos - contam sua vida, marcada pelo catolicismo popular, pela hierarquia, pelo senso de família e de honra.

 

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Elenco

  • Rosilene Batista de Souza
  • Antônia Basília da Conceição
  • Basilissa Amador
  • Francisca Batista de Sousa
  • Francisca Geralda de Abreu
  • Francisco Alves Batista
  • Francisco das Chagas Dantas
  • Geraldo Raimundo do Nascimento
  • Geraldo Timóteo

Comentários

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Maurí Luiz Bessegattoa em 05/01/2005Nota: 5     

Este último filme de Eduardo Coutinho é, em especial, fundamental para reflexões acadêmicas das Ciências Humanas, (historiadores, antropólogos, cintistas sociais...) onde os pesquisadores fazem uso da metodologia da História Oral/Oralidade. É uma pena que ainda não esta disponível em DVD e no circuito comercial passou "invísivel".

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Robledo Milani em 04/01/2005Nota: 3     

Eduardo Coutinho é um dos maiores cineastas brasileiros vivos da atualidade. Apesar de só dirigir documentários há mais de 20 anos, ele transcende qualquer definição. Já trabalhou na televisão (esteve à frente do Globo Repórter , da Rede Globo, por anos) e foi premiado em praticamente todos os festivais que importam no meio cinematográfico nacional, desde Gramado, Recife, São Paulo, Brasília, Grande Prêmio Cinema Brasil e até em Berlim (Alemanha). E como fez de tudo, sua natureza inquieta o leva constantemente a procurar algo novo. O problema é que não basta vontade, é preciso às vezes um material que justifique um maior interesse. Mesmo para alguém com uma visão tão especial quanto Coutinho. Essa sua última experiência por trás das câmeras, O FIM E O PRINCÍPIO, foi uma aposta arriscada. O diretor simplesmente abriu um mapa, e com os olhos fechados apontou para um lugar ao léu. Resultado: ele e sua equipe de mandaram para o sertão paraibano, mais precisamente para a vila de São João do Rio do Peixe, e lá resolveram ouvir o que os moradores tinham a dizer sobre a vida. Exatamente isso: bem amplo, nada específico. Graças à ajuda de uma jovem da comunidade, eles começam a entrevistar algumas das figuras mais pitorescas dentre os 86 habitantes do local, que deixaram registrados na tela suas impressões sobre a velhice, o passado, o futuro, esperanças e tristezas. Como a maioria dos depoimentos são de idosos os jovens foram embora há muito tempo em busca de melhores oportunidades o que vemos é um conjunto pouco disforme sobre temas universais, como religião, amor, família e honra. O maior problema de O FIM E O PRINCÍPIO é também seu maior mérito: a falta de uma base mais forte que aproxime a obra do espectador. Claro que é impossível não se identificar com alguns dos personagens enfocados, da mesma forma que estes podem parecer muito distantes e distintos, como se fizessem parte de um mundo particular, que até possui um significado relevante, oferecendo uma oportunidade de análise distanciada, porém vazia de uma análise mais aprofundadas. No final o que se têm é um retrato curioso e dispensável, desprovido do carisma de um EDIFÍCIO MASTER, da polêmica de um CABRA MARCADO PARA MORRER ou da transcendência de um SANTO FORTE. A única pedra no sapato de Coutinho é o próprio Coutinho, tudo o que é e o que já fez. E desta vez ele ficou aquém de suas possibilidades.

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Luiz Carlos da Silva Gomes em 02/01/2005Nota: 5     

O filme expõe com fidelidade o sertanejo do Nordeste, mas teria outra conotação se o diretor não houvesse encontrado Rosa e os araçaseiros(nascidos no Araçás). Conheço os personagens,pois alí ajudei a criar uma ONG e faço trabalhovoluntário junto aos agric.familiares, sendo compadre de Nato e Chico de Moisés. O diretor E.Coutinho realizou um trabalho belíssimo.

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Nivaldo Amador de Sousa em 07/01/2005Nota: 4.5     

O filme retrata a singularidade do homo sapiens, onde na vida bucólica seus persogens legítimos falam da realidade nua-e-crua de um sertão de coisas e bichos. Muito mais deveria ser explorado, se tivesse existido uma busca e orientação melhor, sobre aquele povo de Araçás, que na história de sua genealogia,foi um dos primeiros habitantes do lugarejo que deu origem aquela comunidade. Trata-se de Manuel Ribeiro da Silva advindo da Bahia com o sertanista Francisco Dias Dávila, em 1700 e tanto, passando pelo estado de Alagoas conhece Ana Tavares da Motta, onde contrai núpcias e desce o Rio do Peixe até o lugarejo denominado de Araçás - município de São João do Rio do Peixe - Paraíba, e lá fixa-se residencia, sendo o responsável pela grande origem desses familiares da comunidade.

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Ângelo Costa em 08/01/2005Nota: 5     

O filme é exemplar, Digno de estudo para as mais diversas áreas do conhecimento. Este documentário nos traz uma reflexão antropologica da sociedade sertaneja e nos faz viajar no tempo da razão e da serenidade.

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Isabel Peixinhoa em 06/01/2005Nota: 5     

Tive a oportunidade de conhecer Eduardo Coutinho no dia do jonalista, em um evento que aconteceu no Pestana Bahia em Salvador. Ele como sempre deu um show... e para finalizar exibiu o seu documentario (O Fim e o Princípio). Nunca vi um documentário tão cheio de vida, ele tem uma mistura dos does lados do setão; a pobreza x a alegria de um povo sofrido. Ele soube mostrar a realidade de forma bem natural, de modo que quando acaba a apresentalção do doc. você tem a impressão que esteve e viveu todos aqueles momento. Enfim, perfeito, amei e é mais um pra ter em casa, porque Edífio Master já faz parte de minha coleção. Vale a pena assistir!

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Rosilene Batistaa em 03/01/2005Nota: 5     

Realmente gostei do filme primeiro porque retrata a realidade sertaneja especialmente da minha localidade e depois porque eu mesma trabalhei diretamente com a equipe de Eduardo Coutinho e confesso que aprendi muito com eles, a forma de falar com as personagens, o respeito à cultura de cada pessoa e comigo também.Tudo isto considero positivo.

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