Fim dos Tempos

Fim dos Tempos 2010-05-22 Francisco

Título original: (The Happening)

Lançamento: 2008 (EUA)

Direção: M. Night Shyamalan

Atores: Mark Wahlberg, Zooey Deschanel, John Leguizamo, Ashlyn Sanchez.

Duração: 91 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

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(18 votos)

                   

Sinopse

Em questão de minutos estranhas mortes ocorrem em várias das principais cidades dos Estados Unidos. Elas coincidem em dois pontos: desafiam a razão e chocam pelo inusitado com que ocorrem. Sem saber o que está ocorrendo, o professor Elliot Moore (Mark Wahlberg) apenas quer encontrar um meio de escapar do misterioso fenômeno. Apesar dele e sua esposa Alma (Zooey Deschanel) estarem em plena crise conjugal, os dois decidem partir para as fazendas da Pensilvania juntamente com Julian (John Leguizamo), um professor amigo de Elliot, e Jess (Ashlyn Sanchez), a filha dele de 8 anos. Lá eles acreditam que estarão a salvo, o que logo se mostra um equívoco.

 

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Elenco

Mark Wahlberg

(Elliot Moore)

Zooey Deschanel

(Alma Moore)

John Leguizamo

(Julian)

  • Ashlyn Sanchez (Jess)
  • Betty Buckley (Sra. Jones)
  • Spencer Breslin (Josh)
  • Jeremy Strong (Recruta Auster)
  • Alan Ruck (Diretor)
  • M. Night Shyamalan (Joey)

Comentários

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soares649 em 20/07/2011

...Não vou perder meu tempo metendo o pau nesse filme, é triste ver um elenco desse em um filme tão produzido e um desfecho resolvido as pressas.
Lamentável.

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Fabrizio em 25/05/2011

Este filme é um paradóxo, a história e o propósito é fraco demais, porém o climão e o suspense é ótimo, spoiler: a cena da casa da velha no campo é espetacular...

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Rafinha em 10/05/2011Nota: 1     

é quem estava esperando por um filme no estilo "sexto sentido" ou "Sinais" ficou lambendo o dedo
o filme tinha tudo para dar certo, atores bons, Mark Wahlberg, Zooey Deschanel mas ficamos a "ver navios "

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aynnak em 10/05/2011Nota: 1     

Pessimo filme, um suspense nada inteligente. Nao surpreende, nao anima, um drama sem logica, atores com interpretacao ruim, enfim, nao esperava um bom filme, mas surpreendeu de tao ruim.

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wesleyaxe em 16/03/2011Nota: 5     

Um filme com ótimos efeitos especiais e bom de se ver, não é um dos melhores do gênero e longe da melhor performance de Mark Wahlberg mas bastante interessante!

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Wilken em 07/12/2010Nota: 6     

O FILME É INTERRESANTE DA PRA ASSISTIR, APESAR DE SEU ROTEIRO SER UM POUCU RUIM É BEM MELHOR QUA A DAMA NA AGUA

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Senhor Ivan em 25/08/2010Nota: 1.5     

Fraquissímo!Por ser um filme de SHYAMALAN.Já vi filmes melhores dele,e não podendo esquecer que MARK também não está no seu melhor momento nesse filme,sua atuação está fraquissíma.Partes sem explicações maraca esse filme.NÃO ASSISTA.

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Dyggoh em 05/08/2010Nota: 2.5     

Fica óbvio que não é o melhor filme de Shyamalan, devido ao roteiro fraco, e à má atuação tanto do Mark quanto da Zooey. Mas temos que dar créditos ao excelente nível de suspense e tensão. Resumindo, um filme infinitamente inferior a "O Sexto Sentido" e "Sinais", porém bem melhor que "A Dama na Água".

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Sidney em 16/07/2010Nota: 3     

O filme é bacana nada de espetacular.

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Homero B. S. Filho em 23/06/2010

Não é de se surpreender com essa quantidade absurda de filmes sobre o fim do mundo, numa época onde o Homem começa a encarar a banalidade de tanto progresso em contraste com as séríssimas desigualdades sociais. Porém, mesmo com a queda expressiva de um diretor que nos presenteou com O Sexto Sentido, havia uma certa esperança depositada num filme de enredo promissor como Fim dos Tempos, mesmo porquê, é bem óbvio que um filme sobre apocalipse de Michael Bay, terá pouca coisa em comum com um filme sobre apocalipse de M. Night Shyamalan.

Durante a sessão deste último - talvez por causa de noites mal-dormidas ou nervosismo - refleti na idéia de que adultos apenas têm mais habilidade de controlar seu medo do que uma criança. Fim dos Tempos, o filme em questão de M. Night Shyamalan, solta uma premissa bem original sobre a perdição da Humanidade. Nele, não criamos uma máquina e somos dominados por ela, não aquecemos o planeta e morremos, e nem sucumbimos em nosso próprio gênio estúpido (pelo menos não diretamente); aqui, sendo um sistema tão harmônico, a Natureza ganha vida e inteligência próprias tão subjetivos quanto sua beleza e graça. O elemento realista e intrigante de Fim dos Tempos também não deixa de ser uma crítica: a natureza se volta contra o Homem. Porém, esse 'acerto de contas' acontece de uma forma tão severa e gráfica que fica evidente a abordagem do filme: nos tornamos nojentos e desprezíveis com a cega obssessão por progresso; é capaz que seja a idéia mais original e promissora de M. Night Shyamalan, e tinha fermento suficiente pra resultar numa massa tão nutritiva quanto saborosa.

Porém, foi com pesar que vi Fim dos Tempos ir ladeira abaixo diante dos meus olhos.

Na história, Elliot Moore é um professor de ciências de coração quente. Além de ser inteligente e dominar tanto a matéria quanto o melhor método para lecioná-la, ele tem interesse genuíno sobre a natureza. Consequentemente, surge uma ligação sublime entre Elliot e uma série de ataques graves que atingem a região Nordeste dos EUA. Considerada uma obra terrorista, as pessoas morrem por respirar uma toxina que desativa neurotransmissores de auto-preservação do cérebro humano. Ninguém sabe como a toxina é liberada, como ela é fabricada ou como se previnir de ataques que acontecem repentinamente. Assim, em poucas horas de um simples dia, massas e massas de pessoas são vistas se suicidando de forma horrenda e fria, para desespero geral. Pior do que isso, é saber que as chances de tal atrocidade ser um ataque terrorista estão diminuindo conforme o plano se revela metódico e os compostos da toxina se revelam naturais e orgânicos. Começa um fuga para Elliot e sua família em tentar escapar com vida do ataque (e engolir a realidade de que o Homem está sendo rejeitado pela natureza).

Mark Wahlberg faz um trabalho mediano. Entretanto, é a essência de Elliot que o eleva a mais do que um mero protagonista. Sua alma é um elemento-chave numa pessoa em um cenário como este, e aí está a razão de M. Night Shyamalan ter um status de inovador: ele é realista. Elliot não começa o filme como um cara inteligente e forte que entra em desespero no segundo ato apenas porque isso é conveniente diante de uma glorificada situação horrorosa. Mesmo assim, o personagem quase não fica perturbado diante das cenas mais gráficas e vira um ciumento chatinho quando sua esposa aparece em cena - essa sim uma má caracterização em potencial. De resto, os personagens são construídos mais ou menos com esse molde.

Os méritos do filme ficam no clima forte e no trabalho técnico de caras talentosos, como Tak Fujimoto na fotografia, Conrad Buff na edição e James Newton Howard na trilha-sonora. As árvores balaçando são retratadas em composições extraordinárias, e JNH cria uma melodia de terror majestosa sem diminuir o teor realista e misterioso da história. É, são poucos méritos. Mas não estou exagerando; não há nada mais além disso que seja realmente gostoso de se ver por aqui.

Apesar da história promissora, 'Fim dos Tempos' falha por causa de inúmeros clichès, atuações pobres e um roteiro inábil que transparece a ambição de um cineasta já bem-sucedido em Hollywood. Shyamalan parece ter se empolgado com o status de inovador e criativo num gênero peculiar como o suspense, e esqueceu de exercer tais qualidades num filme que tinha potencial para ser seu maior trabalho desde 'O Sexto Sentido' - isso tudo sem ter uma reviravolta surpreendente e espetacular no fim, como é de costume em seus filmes.

Quando finalmente lembrei que Mark Wahlberg tinha sido indicado a um Oscar ano passado por uma interpretação tão diferente daquela que vi, a ponto de eu demorar a projeção inteira para recordar, uma frase me veio à cabeça:

“Where's Dignam?! I told you to bring Dignam!”

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