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Quem ansiar por uma tranquila noite de sono depois de tirar o disquinho da bandeja deve passar longe desta (outra) obra seminal perpetrada por Coppola nos arrojados anos 70 – a última instância de um paraíso aparentemente extinto onde era a regra as atenções estarem voltadas para produções de estúdio feitas com gente grande em mente. Metódico como o espião particular Harry Caul (um introvertido Hackman), o diretor-roteirista-produtor inspeciona os fantasmas do passado carregados pelo protagonista, cujo trabalho provoca consequências que assombram sua consciência. Eletrizante, apesar de lento e ilustrativo do estado de incerteza a rondar a vigilância na era Watergate, embora se constitua como estudo aprofundado de um único personagem, é um thriller de mistério que nos expõe à apreensão gerada pelo pressentimento de que uma tragédia inexorável está na iminência de se concretizar.
Adicionado em 25 de jan de 2011 às 22h56 Denunciar um abuso
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