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    Deus e o Diabo na Terra do Sol
    Média
    3,8
    50 notas e 8 críticas
    distribuição de 8 críticas por nota
    2 críticas
    3 críticas
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    8 críticas do leitor

    Rafael V
    Rafael V

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    2,5
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    Deus e o diabo na terra do sol: Aqui Glauber Rocha mostra todas as situações típicas do sertão nordestino, numa abordagem meio que mítica/lendária; um camponês ingênuo e humilde, junto com a esposa, acaba matando um poderoso fazendeiro do sertão, que era dono das terras nas quais viviam, para não serem mortos, eles fogem e se juntam a seguidores de místico visionário, uma coisa típica do sertão nordestino, as seitas messiânicas, é mostrado e abordado por Glauber nessa passagem do filme, depois o casal de camponeses se juntam a um grupo de cangaceiros, também característica típica do sertão nordestino, liderados por Corisco; por está do lado de um grupo de cangaceiros, o casal de camponeses tem que tomar cuidado com o matador de cangaceiros, Antônio das Mortes; Glauber mostra muito bem como os cangaceiros agiam, faziam justiça com as próprias mãos, na medida que combatiam e matavam os poderosos latinfundiários, políticos e pessoas influentes do sertão nrodestino; temos uma cena antológico nesse filme que é a seguinte: ao final do filme, o casal de camponeses empreende uma corrida desesperada para chegar ao mar/praia próximo de onde estão, para fugir da seca e das condições miseráveis de pobreza e de sobrevivência, a que estavam submetidos no sertão, o filme termina com a renovação da esperança num futuro melhor; a frase dita por Othon Bastos, antes de morrer, é lapidar: "mas fortes serão as vontades do povo!", frase que serve para fazer referência e crítica à falta de liberdade, daqueles idos no Brasil, que vivia a Ditadura Militar; "Deus e o Diabo na Terra do Sol" significa a representação do Bem e do Mal coexistindo no sertão nordestino; com apenas 24 anos de idade, Glauber Rocha, impressionava e encantava o mundo com esse belíssimo filme, que ganhou, inclusive, Cannes, depois ele ganharia mais duas vezes prêmios em cannes, com "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" e com o curta-documentário, proibido de ser exibido até hoje no Brasil, "Di Calvacanti"; e para sempre vamos viver e ouvir falar e se possível ver os filmes desse genial cineasta que foi/é Glauber Rocha, que em todos os seus filmes, os diálogos eram recheados do seu ideário revolucionário e de poesia; no filme, ainda temos atuações inesqüecíveis de Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos e Maurício do Valle; um filme belíssimo e que se tornou clássico não só do cinema brasileiro, mas do cinema mundial! Nota: 10.
    Ricardo L.
    Ricardo L.

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    5,0
    Enviada em 26 de agosto de 2020
    Uma das obras primas do cinema nacional! Gláuber Rocha tem aqui seu melhor trabalho, com uma direção eficiente, apesar das dificuldades da época e falta de dinheiro pra financiar obras cinematográficas no Brasil, aqui temos uma obra linda, com um roteiro incrível, elenco totalmente entregue aos personagens. Filme indicado ao festival de Cannes e com muita força lá chegou. Um filme inesquecível!!
    Tarcísio Braga
    Tarcísio Braga

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    4,5
    Enviada em 29 de fevereiro de 2020
    Deus E O Diabo Na Terra Do Sol (1963) – Dia assistido 27/02/2020 – Excelente 9,0/10 – Direção: Glauber Rocha - Gênero: Drama/Aventura/Crime/Faroeste – Um filme que foi lançado um ano antes da fatídica ditadura militar se tornou um clássico que rompeu barreiras, o diretor Glauber Rocha aqui não conta uma história, nesse filme o saudoso diretor faz história dura e crua. É mostrando no filme um vaqueiro de nome Manuel que juntamente com a sua esposa Rosa lutam para ter o que comer, enquanto reviravoltas acontecem Manuel se junta ao Beato Sebastião que promete tempos maravilhosos, porém a partir dai se inicia uma guerra sem fim. Talvez Glauber Rocha seja o brasileiro que mais entendeu de Brasil naquele momento, o clima do país estava tenso e ele com a sua arte mostrou os perigos de uma radicalização, sem leis como era o sertão. Pessoas não matam só pelo prazer, elas matam pelo poder e pela honra por mais imaginaria que seja ela, a incapacidade das mulheres daquele período em determinar os rumos da relação são mostradas a sangue frio, o homem determinava tudo porém Rocha usa isso até o certo tempo, ele inverte essa lógica para época e a história sofre a principal mudança nas mãos de uma mulher sinto que ele já enxergava esses novos tempos. A guerra por latifúndios é tensa e no Brasil de 2020 ela continua e Glauber mostrou o horror disso em 63, a relação forte da Igreja Católica com as pessoas e a fé era sim o único bastião daqueles que não tinham mais como sobreviver, a Igreja determinava quem morria ou quem viva, quem ficava rico e podre, Rocha acerta mais uma vez aqui no Brasil atual, a religião mudou porém o raciocínio segue a mesma base. O filme é clássico porque é contemporâneo foi feito para ser eterno no tempo e independente do ano, não se assuste com a minha nota a qualidade técnica do filme não é boa, porém isso é o de menos. A trilha sonora é espetacular, o diretor sabe o que está fazendo quando coloca músicas que contam a própria história do filme e isso é fantástico, melhor ainda isso é Brasil, ele não tem pudor nos diálogos, ele não tem pudor no sangue e nas cenas violentas, pois a morte ela não tem pudor, Glauber aqui ele ensina em cada detalhe como se fazer um bom filme. Vale o destaque para as boas atuações, são marcantes e os atores sabe bem trabalhar com o texto e tempo de tela, a fotografia é espetacular é o sertão de Lampião sendo retratado da sua melhor forma. O filme é um retrato do que é o Brasil, Glauber Rocha marcou a história da arte para sempre, é um prazer visualizar um pouco dessa arte. A minha nota pessoal para essa representação legitima da sétima arte é ESPETACULAR 9,0/10 e nota em sites específicos é 4,5/5. Crítica feita e revisada por Tarcísio Braga Se gostou ou tem alguma sugestão me siga no Instagram(tarcisiobbraga), Snapchat(tarcisiomix) e Twitter(tarcisiobraga13) acompanhe nos sites AdoroCinema, Filmow e TV Time com os mesmos nomes das redes sociais! Agradeço a leitura e espero o seu comentário com críticas ou elogios.
    Evelyn S.
    Evelyn S.

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    0,5
    Enviada em 22 de julho de 2013
    Um filme chato, velho, ridículo e desinteressante. Uma MERD*!!!
    felipe
    felipe

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    2,5
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    não há nada a acrescentar ao que o Rafael disse, a não ser isso: obra-prima.
    Tarik M.
    Tarik M.

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    4,5
    Enviada em 17 de setembro de 2014
    Achei um ótimo filme,estreou 2 semana antes do golpe militar de 1964,faz uma critica ferrenha ao militarismo e a alienação da igreja,quem não gostar do filme é porque não entendeu o recado que ele quis passar.Um filme de 1964 que se faz tão atual não pode ser esquecido.
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