Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    O Iluminado
    Média
    4,4
    1998 notas e 129 críticas
    distribuição de 129 críticas por nota
    47 críticas
    32 críticas
    20 críticas
    19 críticas
    6 críticas
    5 críticas
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    129 críticas do leitor

    Sílvia Cristina A.
    Sílvia Cristina A.

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    5,0
    Enviada em 31 de janeiro de 2013
    Às vezes me sinto extremamente nostálgica em relação aos filmes de terror. Gênero que sempre foi considerado menor pelo cinema e pela literatura , apresenta algumas obras que são realmente impressionantes . Atualmente o gênero está praticamente extinto , embora muitos filmes sejam classificados como de terror. Existe uma diferença fundamental entre terror e horror. O terror nos conecta com o mistério, com o sobrenatural, com tudo aquilo que não podemos entender , explicar ou comprovar . O horror é algo totalmente objetivo e físico. Basta ligarmos a TV em qualquer noticiário para vermos reportagens de horror. O horror é cotidiano , está nos semáforos , nos arrastões dos bares e restaurantes , nos incêndios a ônibus , nos sequestros relâmpago, nos abusos sexuais . O horror é sangrento, violento, embrulha o estômago , nos choca com a sua feiura , é uma “arte” completamente humana; feita por homens para destruir outros homens. Quando vejo filmes com braços e pernas decepadas , sangue jorrando, monstros esquisitos comendo a própria cabeça que se regenera posteriormente , me parece que o terror foi morto e enterrado pelo cinema contemporâneo. Tudo bem que monstros esquisitos que comem a própria cabeça não existem, mas podemos considerá-los uma variação imaginativa dos monstros da nossa sociedade. Porém, filmes que entram pelas brechas de nosso imaginário, que dão as mãos para os nossos fantasmas infantis e nos fazem congelar de medo com apenas um efeito de fotografia ou um pensamento subliminar são poucos e deixam saudade para os apreciadores do gênero e do mistério. Para quem curte este tipo de filme , vale a pena conferir "O iluminado" de Stanley Kubrick , baseado no livro de Stephen King. O autor do romance criticou a versão de Kubrick por considerá-la reducionista. O livro é mais profundo quanto à questão do drama familiar ; do alcoolismo do pai que no passado agrediu o filho pequeno. Pode-se dizer que o romance está com um pé no terror e o outro no drama. O filme se centra mais nos aspectos assustadores , mas nem por isso deixa de ser um poema visual de como se faz terror . Para Kubrick , diretor dos célebres "2001 : Uma odisseia no espaço" e "Laranja mecânica" , a arte cinematográfica consistia em uma combinação entre montagem e música. Era a sua concepção de fazer cinema. Pois bem. Ele a seguiu à risca neste filme de 1980 que ainda assusta nos dias de hoje. O filme é aberto como uma marcha fúnebre , um aviso sonoro do que aguarda os personagens e o público. As primeiras cenas parecem tranquilas , embora , por meio do menino iluminado já seja possível saber que coisas péssimas acontecerão no hotel. Porém, o terror não se desnuda completamente de cara. Ele se revela aos poucos , primeiramente se insinua , para apenas no final se apresentar totalmente, o que representa um dos pontos altos da obra. É por meio de uma cena muito simples e aparentemente inofensiva que Kubrick aplica sua maior teoria : fazer cinema consiste em combinar montagem e música. O menino ao andar pelo hotel com o seu triciclo passa por cima de tapetes e do próprio assoalho. Ao passar pelos tapetes , faz-se silêncio. Ao passar pelo piso de madeira , faz-se barulho. Temos a nítida sensação de estarmos ouvindo a uma partitura musical com seus acordes e silêncios . Não entendo bem o porquê , mas aquilo nos assusta verdadeiramente , talvez muito mais que a mulher horrenda saindo da banheira ou as meninas extremamente pálidas , com carinha de mortas. Merece destaque a cena do labirinto, em que Wendy e o menino iluminado ficam perdidos. Se eles se desesperassem com a situação , não seria uma cena tão angustiante. A falsa calma de Wendy nos deixa completamente ansiosos. O olhar transtornado de Jack ao observar a mulher e o filho brincando na neve pode fazer muitos adultos perderem uma noite de sono. O filme é um brinde a quem curte o bom e velho terror. "O iluminado" é um verdadeiro insight na filmografia do gênero. É um lembrete de como um bom filme de terror se faz com inteligência e criatividade . Os efeitos especiais são apenas mais um elemento para quem consegue ver e ouvir o terror existente no silêncio e no detalhe.
    Jonas Bittencourt Jr.
    Jonas Bittencourt Jr.

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    3,0
    Enviada em 12 de novembro de 2019
    Por algum motivo, sempre desviei deste filme, a verdade é que nunca me despertou tanto interesse assim, já vi alguns vídeos sobre e assisti uns trechos aleatórios por acaso ao longo dos anos, mas nunca tive realmente vontade de vê-lo por inteiro. E então saiu o trailer de Doutor Sono e minha curiosidade em ver este tão falado suspense dos anos 80 dirigido pelo icônico Stanley Kubrick estava renovada. O que posso afirmar de antemão é o óbvio : Se trata de um bom filme de suspense magistralmente conduzido por Kubrick e que conta com uma atuação centrada muito forte e dedicada de Jack Nicholson. É um longa de várias camadas, com muitos simbolismos políticos, sociais, e psicológicos no seu subtexto, então é bem compreensível o fascínio de muitas pessoas por este thriller barroco. Existem inclusive alguns documentários que dissecam com maior profundidade as "charadas visuais" que Kubrick plantou aqui. Então à mim não cabe fazer nenhuma análise super aprofundada sobre as várias temáticas abordadas no filme, e sim um "julgamento", por assim dizer, do trabalho aqui entregue na perspectiva cinematográfica. Dito isso, o fato é que se você for ver O Iluminado meramente como um suspense qualquer sobre a descida de um homem até a loucura, com alguns elementos sobrenaturais no pacote, certamente irá apreciar muito. Agora, como adaptação de uma obra de Stephen King, deixa bastante a desejar, não só diluindo quase que por completo toda a essência do material de origem, como também mudando drasticamente a personalidade dos personagens e alterando a conclusão da estória, uma opção no mínimo desrespeitosa para com o autor que proporcionou a existência do filme, para começo de conversa. E que fique também registrado o inacreditável cinismo de Kubrick, que se utilizou do nome do escritor para promover o filme, mas alterou completamente o material alheio sem dar nenhuma satisfação maior, apenas dizendo que pegou "Um livro de merda e o transformou num grande filme", quando na verdade o que fez foi se aproveitar da obra de outra pessoa para promover suas visões...Mas enfim, falando de forma bem simples, o que o argumento deste filme faz é pegar o miolo de uma estória já existente e usá-la como ponto de partida para montar uma grande alegoria social por baixo da superfície de thriller psicológico. O diretor aqui faz o que já havia realizado com mais sucesso em trabalhos anteriores, que é imprimir suas peculiares concepções intelectuais em uma obra aparentemente convencional em sua estrutura. E sendo mestre das rimas e ritmos visuais, o realizador entrega mais um trabalho sólido na direção, mas que acaba se sabotando pela sua própria mão pesada, com muito do suspense que é bem construído durante toda projeção acabando pelo cansaço ao final, num anti-clímax decepcionante. E embora Jack Nicholson esteja em toda sua glória insana aqui, seus tiques também vão ficando tateantes, e o personagem previsivelmente escrito não ajuda, parecendo, junto com sua coestrela Shirley Duvall um tanto forçado na tentativa de manter o terror constante. O filme teve uma duração inicial de 2h e 20 minutos, e foi editado para pouco mais de 1h e 50, mas ainda sim, a montagem espaçada não melhora as cenas desnecessariamente longas e enfadonhas. Óbvio que a pretensão era ser inquietante e provocativo, mas o resultado acaba soando um tanto indulgente demais, em uma coleção de acontecimentos quase aleatórios e com mensagens para todos os lados, não dizendo a que veio, o que quer ser. Na verdade, acho que nem Kubrick sabia direito o que realmente queria passar aqui, derivando em tamanha demasia do material de origem por pura arrogância que acabou por deixar o próprio filme tão vazio que precisou preenchê-lo de qualquer forma. O que temos por último é uma espécie de "Besta ininteligível"...Mas apesar de todos os problemas, os talentos em sintonia do diretor e ator protagonista ainda garantem um bom entretenimento sendo um filme eficiente tanto para os cinéfilos mais corriqueiros atrás de um bom suspense sobrenatural, quanto para os mais hardcore, pelas várias temáticas sociais/políticas que Kubrick joga. Obra-prima? Longe disso. Ruim? Também óbvio que não. Superestimado? Com certeza. O Iluminado é uma concha de retalhos, uma bagunça organizada interessante de se observar, senão completamente vazia de prazer. Felizmente, Doutor Sono conseguiu arrumar a zorra que esta brincadeira macabra fez na obra de King. Me julguem, mas o filme de Mike Flanagan deixa essa confusão no chinelo.
    Harisson G.
    Harisson G.

    Segui-los 55 seguidores Ler as 40 críticas deles

    1,5
    Enviada em 21 de fevereiro de 2014
    Achei apenas um filme legal, poderiam extrair muito mais da obra original de Stephen King, o filme é meio parado e não acontece muita coisa,tem bastante suspense, mas é um suspense fraco, as atuações são boas, mas o roteiro não é lá grandes coisas, se for assistir veja-o como um filme normal não como um clássico magnifico de terror-suspense.A melhor coisa desse terror psicológico é a sua capa de divulgação.
    Vinipassos
    Vinipassos

    Segui-los 92 seguidores Ler as 178 críticas deles

    3,0
    Enviada em 23 de março de 2013
    Excelente suspense, tensão do início ao fim do filme, a fotografia inicial é linda e a trilha sonora é fantástica. A atuação do Jack Nicholson foi magnífica, que show que ele deu, valeu pelo filme todo. Em contrapartida, a atuação da Shelley Duvall foi terrível, será q ninguém viu o péssimo trabalho q ela estava fazendo, torci o filme inteiro para ela morrer. A cena da capa do filme é épica e a que o sangue sai do elevador é incrível. Mas achei o final vago, o filme não dá uma explicação do porquê que o Jack está tentando matar sua família, oq aquela foto representa, que relação o garotinho tinha com aquele lugar e outras coisas, é claro que podemos tirar várias conclusões em relação a isso, mas algo mais concreto seria bem mais interessante, vai saber oq passou pela cabeça do Kubrick, talvez a intenção dele foi exatamente essa. Ótimo filme, vale muito a pena pela atuação do Nicholson, sua expressão de psicopata consegue colocar medo em qualquer um. Andei lendo a sinopse do livro de Stephen King e pude perceber que a produção do Kubrick deixa de mostrar vários aspectos essenciais para o entendimento do filme, por isso o final dele fico sem sentido.
    Sidney
    Sidney

    Segui-los 2844 seguidores Ler as 636 críticas deles

    2,5
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    Filme que tem o objetivo trabalhar com o psicológico. A história é legal, entretanto esperava muito mais do filme, não empolga, não existe tensão para deixar o filme mais apreensivo. Não gostei...
    Izadora J.
    Izadora J.

    Segui-los 25 seguidores Ler as 7 críticas deles

    1,0
    Enviada em 2 de fevereiro de 2014
    O tipo de filme que você ouve falar muito e pensa "Nossa! Não vejo a hora de assistir!", mas nos primeiros 30 minutos de duração já não aguenta mais ficar esperando as coisas acontecerem. Muita enrolação pra pouco terror. Não recomendo!
    Tchau comunistas malditos
    Tchau comunistas malditos

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    0,5
    Enviada em 20 de março de 2018
    Filme superestimado. Tem um certo terror psicológico, tal, mas é enfadonho demais. 3 horas praticamente de filme que poderiam ser condensadas em 1h 40.
    Lara
    Lara

    Segui-los 2 seguidores Ler as 23 críticas deles

    1,0
    Enviada em 5 de junho de 2012
    Odiei. Com toda a fama que tem esse filme eu realmente achei que seria maravilhoso. Não consegui ver até o final. Muito parado, não acontece praticamente NADA, fica nos enrolando pra nada. Inteiramente enjoativo.
    Roberto M.
    Roberto M.

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    4,0
    Enviada em 4 de abril de 2013
    Um filme de tirar o sono por vários dias. A mais magnífica interpretação do velho Jack Nicholson.
    Estevan Magno
    Estevan Magno

    Segui-los 1808 seguidores Ler as 490 críticas deles

    1,0
    Enviada em 11 de fevereiro de 2013
    Quando assisti este filme estava esperando uma obra prima do cinema. Bastou eu clicar no PLAY para perceber que o que me esperava era um filme sem graça, sem suspense algum, mas em compensação com um Jack Nicholson espetacular, se não fosse a atuação deste ator eu daria 0,5. Muito ruim.
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