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Flores Partidas
Média
3,5
31 notas e 5 críticas
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5 críticas do leitor

cinetenisverde
cinetenisverde

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5,0
Enviada em 16/01/17
Don Johnston (Bill Murray, impagável) tem seu nome frequentemente confundido com seu quasi-homônimo Don Johnson ("o meu é com T"). No entanto, o que intimamente gostaria de ser é seu outro homônimo, Don Juan, conquistador inveterado de corações femininos. Um belo dia recebe uma carta rosa que menciona a existência de um filho já crescido, fruto de uma de suas inúmeras amantes. Crente de ter as qualidades de um verdadeiro conquistador, Don parte em uma jornada pelo país para verificar qual das quatro mulheres que consegue se lembrar de seu passado possuem vínculo com a suposta carta.
Miguel Neto
Miguel Neto

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2,5
Enviada em 19/09/14
Não é comédia!!! O ritmo do filme é lento e sem emoção, um drama sobre a solidão de um homem em confronto com o estilo de vida que decidiu levar. Talvez esse filme agrade um publico mais intimista, eu achei muito chato!
Senhor Ivan
Senhor Ivan

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3,0
Enviada em 17/07/14
A nós que estávamos acostumados a presenciar trabalhos que trazia Bill Murray,no passado,como comédias bem hilárias,ou até mesmo ação,irá assistir a um bom trabalho dele no drama.Não estou dizendo que esse seja o seu primeiro,mas muito intenso e bem verdadeiro.A solidão em foco de seu personagem,desperta um certo tipo de curiosidade da vida real.A mensagem é bem passada,com uma boa história,e bons personagens dividido para um elenco grandioso e com muita experiência no assunto.
Tiago Luiz Bubniak
Tiago Luiz Bubniak

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3,5
Enviada em 31/07/12
Don Juan em crise Flores Partidas é um belo e simpático road movie no qual o supérfluo inexiste Personagem nascido na Espanha há cerca de quatrocentos anos e tido como símbolo da sedução e da libertinagem, Don Juan vem atravessando os séculos como fonte inspiradora de obras literárias, pinturas, músicas, filmes. Em Flores Partidas, de Jim Jarmusch, o mito está mais uma vez presente. Mas, agora, na forma de alguém em profunda crise, corroído pelo tédio e que, de repente, acha-se na obrigação de mergulhar no próprio passado para recuperar algo importante. Ou para encontrar a si mesmo. Don Johnston (a suave referência ao folclórico personagem espanhol já começa no nome do protagonista) é interpretado por Bill Murray. Apático ao extremo, ele acaba abandonado por sua mais nova conquista. A angústia do rompimento sai de cena quando Johnston recebe a notícia de que é pai de um rapaz de 19 anos. O comunicado chega através de uma carta anônima enviada em um envelope rosa por uma de suas antigas namoradas. Seu vizinho e melhor amigo, o etíope Winston (Jeffrey Wright), logo se excita para incentivar Johnston a desvendar o mistério. Detalhe: Winston simplesmente tem obsessão por histórias policiais. Estamos, então, diante daquilo que os manuais básicos de roteiro definem como primeiro ponto de virada, passagem da introdução para o desenvolvimento da história. A partir desse momento passamos a participar do processo do protagonista de sair em busca do passado que renasce. Ele, no entanto, faz o possível para demonstrar desinteresse em aprofundar-se na questão. Pelo menos de início. Afinal, tédio e apatia são, definitivamente, a marca de Johnston. A repetição dessas palavras neste texto deixa de ser defeito e passa a ser reforço daquilo que o próprio filme frisa. Murray, considerado um mestre do minimalismo, está perfeito para atender àquilo que o personagem exige. O arrogante desprezo com o qual Johnston responde às motivações de Winston para buscar mais detalhes sobre a carta revela-se falso e é elegantemente desfeito pelo roteiro. É agradável acompanhar suas negações aos pedidos de Winston e, logo depois, vê-lo fazendo exatamente aquilo que negou. Dessa forma, o personagem central vai aos poucos mergulhando (e a nós todos, por extensão) na ideia de conhecer seu filho e descobrir qual das ex-conquistas é a autora da carta. E esse mergulho é cada vez mais profundo. Na trajetória pelos Estados Unidos à procura das antigas namoradas, Johnston encontra exemplos de famílias atípicas. Pelo menos para aquele modelo tradicionalmente construído onde há pai, mãe e filhos. Vemos, então, que não é só esse “Don Juan” personificado em Bill Murray que está em crise, mas a própria família norteamericana de classe média. Há, por exemplo, a viúva com a filha Lolita (cujo nome está totalmente relacionado à personagem, uma adolescente que chega a desfilar despreocupadamente nua na frente de Johnston enquanto fala ao telefone); e o casal que vive bem financeiramente, mas não tem filhos. A única família estruturada é a de Winston, justamente um estrangeiro e paradoxo completo de Johnston. Atenção especial para o segundo encontro na viagem do protagonista. O constrangimento chega a vazar da tela. O que parece exagero de escriba poderá ser facilmente comprovado pelo espectador. Acompanhamos o personagem de Bill Murray com satisfação nesse road movie (ou falso road movie, como defendem alguns, já que não há uma transformação significativa do protagonista no decorrer do percurso). A câmera subjetiva nas cenas de viagem de carro, aquela em que vemos exatamente o que o personagem vê, nos ajuda nesse sentido. Outro forte aliado nesse passeio é o CD gravado por Winston especialmente para a viagem peculiar do amigo. Flores Partidas revela-se um belo e simpático filme no qual nada é gratuito, nada é por acaso e cada cena tem sua razão de estar onde está. Apesar de isso parecer algo básico, convenhamos, nem sempre acontece. Em Flores Partidas o supérfluo não existe: o encadeamento das imagens é cuidadosamente construído para nos conduzir com o protagonista. E ele nos leva para um final que, certamente, ficará em nossa memória. Seja porque odiamos, seja porque achamos ser o recurso perfeito no momento ideal. Tiago Luiz Bubniak
felipe
felipe

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2,0
Enviada em 14/02/10

Jarmusch mais uma vez mostrando a solidão do ser humano, mas esse vai um pouco alem, ele mostra - mesmo que indiretamente - a ascenção e a queda, a vida passando, mostrando como a vida muda e não há nada que possamos fazer. Jarmusch é fera demais.

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