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    Piratas do Caribe - No Fim do Mundo
    Críticas AdoroCinema
    3,5
    Bom
    Piratas do Caribe - No Fim do Mundo

    ONDE ESTÁ SPARROW?

    por Roberto Cunha

    Com uma abertura pesada (seqüência de enforcamentos, incluindo uma criança?!), a nova aventura de Jack Sparrow não começa. Isso mesmo. Pode até parecer estranho para você, mas a verdade é que o filme (agora parte de uma trilogia), que botou muito dinheiro no bolso de Johnny Depp quase não tem Sparrow. E quando tem, tratam de compensar a presença do anti-herói trapalhão com clones e mais clones. Isso ajudou? Nem um pouco.

    A surpresa maior é quando você descobre que, neste filme, Davy Jones (Bill Nighy) é o cara. E que cara. Líder de uma trupe de tipos - todos do mar - pra lá de bizarros, Jones ganha corpo e alma. Só falta o coração. Chato é descobrir que Sparrow é mero coadjuvante. Essa é a nova aventura, e é do Caribe. Com direito a inúmeras cenas bobinhas e forçadas como o casório em plena batalha.

    Piratas do Caribe - No Fim do Mundo diverte mesmo assim por uma característica que está no DNA dos primeiros filmes: a diversão trash. Ainda é engraçado, por exemplo, ver o anão dar um tiro com um trabuco e voar para trás. E a dupla Pintel (Lee Arenberg) e Ragetti (Mackenzie Crook), juntos com o mico Jack, continuam impagáveis, mas podiam ter sido melhor aproveitados. As piadinhas de Barbossa (Geoffrey Rush) e Sparrow ainda rendem sorrisos. E ficou legal a crítica aos políticos.

    Então o filme é bom? "Massun menos". O terceiro filme da série peca pelo excesso. De tempo e de efeitos especiais. Na verdade, já que estamos falando de piratas, a verdadeira maldição neste episódio foi perder o foco no conteúdo. Até porque essa opção poderia ser uma alternativa, já que não tinha Sparrow como protagonista, mas não foi.

    Transformar a feiticeira em uma deusa do mar chamada Calipso para apresentar uma história de amor impossível com Davy Jones era até bacana. Mas os caras se perderam. Enfiaram no baú (não no do Sílvio Santos) o coração de Jones e pronto. Foi apenas mais uma oportunidade para Sparrow aparecer, e nada mais. Que pena. Amores impossíveis sempre rendem algo mais, mas sumiram com Calipso, com o romance e só ficou uma batalha alucinante de tirar o chapéu. Só sobrou o barco Flyng Dutchman e sua indefectível tripulação, agora capitaneado por Will Turner (Orlando Bloom).

    Em tempo: valeu a citação do bom e velho faroeste no encontro entre piratas no banco de areia. Sergio Leone agradece. Não é o fim do mundo.

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