SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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2 - Fraco
A versatilidade de Ridley Scott é incomparável. Seus filmes vão desde a ficção ("BLADE RUNNER - O CAÇADOR DE ANDRÓIDES", "ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO), a aventura feminista ("THELMA & LOUISE"), o realismo ("FALCÃO NEGRO EM PERIGO"), a comédia ("OS VIGARISTAS"), o policial ("CHUVA NEGRA"), o histórico ("1492 - A CONQUISTA DA AMÉRICA", "O GLADIADOR" e "A CRUZADA") e a comédia dramática neste "UM BOM ANO". É sinal que o sujeito é muito bom na sua arte. Ridley Scott é um dos meus diretores prediletos. Max Skinner (Russell Crowe) é um workaholic de uma empresa que investe na bolsa de Londres. Seu nome é trabalho e seu sobrenome é hora extra. Adora vencer os seus adversários (que são muitos, por sinal) e é um apaixonado pelo poder que o dinheiro traz. Será que Max Skinner nasceu deste jeito? Não. Ele foi criado pelo seu tio (Albert Finney) numa mansão no interior da França, onde viveu uma época gloriosa de sua vida. Experimentou o amor do seu tio (os pais de Max havia falecido), o bom humor e o prazer dos sentidos. Seu tutor foi o seu tio. Com o falecimento deste, Max se tornou o seu herdeiro. Max viaja para a França, coisa que ele não fazia desde a adolescência, com o objetivo de vender a propriedade que agora era sua. Uma série de acontecimentos vão fazer com que Max rememore várias de suas passagens do seu período de infância na companhia do seu tio, modificando a sua "tendência genética" de ganhar dinheiro a todo custo e, desta forma, apreciar mais as pequenas grandes coisas da vida: ele se apaixona pela dona de um restaurante da região onde o seu tio residia (que ele conheceu quando era criança), um bom vinho, uma paisagem exuberante. Um roteiro relativamente simples levado pelas mãos de artesão de Ridley Scott conseguem fazer com que o espectador se projete na pele de Max e traga á memória acontecimentos da infância. O filme fez com que a minha vontade de largar tudo em termos de trabalho só aumentasse. Um bom filme para vocês.
Adicionado em 12 de jan de 2006 às 00h00
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