Jornada da Alma
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Média:   3,1 por 47 notas das quais 5 críticas  | 
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roberto mauro zebral da silva
roberto mauro zebral da silva

| Ler suas 23 críticas |

  5 - Excelente

O cineasta Roberto Faenza não é um dos mais conhecidos, mas ele conseguiu fazer um grande filme. Trata-se sem dúvida de um dos épicos sobre a psicanálise. Sobre o filme, ele nos mostra o quanto a ciência psicanalítica fez pela jovem Sabina. Mostra-nos também o relacionamento amoroso entre Jung e a sua paciente Sabina. E mostra-nos também o retrato de um Jung perturbado, incapaz de assumir suas emoções, além de estar casado com uma mulher dominadora (a sua esposa Emma Jung). Excelente filme. Imperdível.

Adicionado em 20 de abr de 2011 às 12h42
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Robson
Robson

| Ler suas 23 críticas |

  2.5 - Regular

Um filme maravilhoso. Sou estudante de Terapia Ocupacional, adoro psicologia, os trabalhos de Freud e Jung e o filme nos leva a visitar estes paradoxos: Uma mulher apaixonada e preterida busca na medicina a paz necessária e acaba por criar uma nova possibilidade para tantos seres humanos como o garoto debaixo da mesa. Curioso pensar que, se o seu amor fosse correpondido integralmente, nós não teríamos, em tese, a Sabrina doutora e nem a casa branca e nem eu estaria teclando agora falando do bem que este filme me fez. Estou atualmente com o Curso de TO trancado, sou Radialista, mas depois de ver o filme deu uma grande vontade de voltar para a sala de aula.

Adicionado em 15 de jan de 2003 às 00h00
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Eduardo
Eduardo

| Ler suas 74 críticas |

  2.5 - Regular

Olha, desculpe-me os críticos de plantão que deram notas baixas para este filme. Merece nota 10 e se não aprofundou talvez seja porque não fosse este seu propósito. Este filme tem tiradas fantásticas e ao mesmo tempo sutis que passam despercebidas aos menos atentos ou menos sensíveis ao tema.

Adicionado em 10 de jan de 2003 às 00h00
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

| Ler suas 293 críticas |

  1.5 - Ruim

O diretor italiano aborda um tema dos mais interessantes: a relação médico-paciente se excedendo por completo seus limites. O quadro ganha interesse quando o médico em cena é Carl Gustav Jung, psiquiatria, criador da Psicologia Analítica, em quem Sigmund Freud depositava todas as esperanças de ser o seu sucessor na disseminação do pensamento psicanalítico pelo mundo. Na época em que Jung era discípulo de Freud, a psicanálise estava restrita á cidade de Viena e a seguidores de origem judaica. Nesse sentido, Jung poderia levar a psicanálise para fora do "gueto" judaico, além de ser uma mente fulgurosa, que em muito iria robustecer a teoria freudiana. O início do trabalho de Jung se deu numa clínica psiquiátrica na cidade de Zurique, Suiça. Criou o teste de associação de palavras, através do qual media as reações dos pacientes quando determinados vocábulos eram ditos. Era a aurora da formulação do sua teoria. Uma de suas pacientes era a bela jovem russa Sabina Spielrein (Emilia Fox, em excelente atuação), portadora de um quadro de histeria. Os dois se apaixonam e têm um caso amoroso após o tratamento. Jung era tão preocupado com a paciente que chegou a levá-la a uma doceria de Zurique, pois ela não estava se alimentando. Também sabia de que seus sonhos eram preditores do que acontecia com as pessoas à sua volta, e tal é o caso de Sabina (ele vai ao quarto de Sabina no Hospital no meio da noite, pois havia sonhado que a mesma tinha fugido). A vida sexual de Jung com a sua esposa Emma não parecia ser das mais atraentes. Por outro lado, Sabina trazia uma sensualidade que o psiquiatra, filho de um pastor luterano, que o envolveu por inteiro. Pelo menos por um período pequeno de tempo. Jung chegou a escrever para Freud, seu pai espiritual naquele período, pedindo que o aconselhasse. É claro que Freud sugeriu que o relacionamento de Jung com Sabina terminasse imediatamente. Era tamanha a paixão de Sabina por Jung que ela cursou a faculdade de medicina em Zurique e se especializou em psicoterapia infantil. Este é o ponto fraco do filme, quando Sabina retorna para a Rússia, no período imediato após a revolução de 1917, e passa a dirigir uma escola para crianças, onde implanta suas concepções teóricas. O diretor Roberto Faenza, então, cai na armadilha da adulação gratuita, tornando a personagem uma espécie de deusa. Toda a trama é conduzida por dois personagens no tempo atual, Maria (Caroline Ducey) e Fraser (Craig Fergusson) que vão até a Rússia descobrir os últimos vestígios da escola que Sabina dirigiu 80 atrás. Essa espécie de "história oficial" não interessa. O filme seria muito melhor se o seu foco principal fosse centrado exclusivamente na relação JUNG-SABINA.

Adicionado em 06 de jan de 2003 às 00h00
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Francisco Russo
Francisco Russo

| Ler suas 890 críticas |

  1.5 - Ruim

Tenho um certo problema com cinebiografias que tenham como intenção endeusar seu protagonista. Acho falso, exagerado, uma tentativa de santificar alguém que também teve seus problemas e que não é perfeito, como muitas vezes filmes do tipo mostram. É justamente o que ocorre neste "Jornada da Alma", especialmente em sua 2ª metade. O filme traz a vida de Sabina Spielrein, que esteve internada em sua adolescência em um sanatório e foi tratada pelo Dr. Jung, que aplicava os métodos ainda não tão conhecidos da psicanálise de Freud. Enquanto o filme focaliza o relacionamento entre Jung e Sabina ele é bastante interessante, por tratar dos limites no relacionamento médico-paciente e também por mostrar as diferenças entre o método de Freud e o antigo método de tratamento usado em sanatórios. Porém, quando Sabina passa a ter vida própria, o filme se torna justamente esta tentativa de endeusamento, mostrando seus esforços em se formar como médica e seu trabalho ao abrir uma creche que usava psicanálise com crianças. Ou seja, se torna totalmente previsível e bastante tedioso. Mediano apenas.

Adicionado em 02 de jan de 2003 às 00h00
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