SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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1.5 - Ruim
Se existe um cineasta que domina totalmente a linguagem de sua arte, ele atende pelo nome de Brian de Palma. Autor de filmes maravilhosos como "VESTIDA PARA MATAR", "UM TIRO NA NOITE", "DUBLÊ DE CORPO", "O PAGAMENTO FINAL" E "OLHOS DE SERPENTE", confesso e óbvio fã de carteirinha de Hitchcock, o cineasta Brian de Palma continua com o pleno domínio de sua arte neste "DÁLIA NEGRA": mostra a Los Angeles dos anos 40 do século passado através dos olhos de dois policiais que após uma luta de boxe para aumentar o prestígio da corporação tornam-se amigos. Bucky Bleichert (Josh Hartnett) e Lee Blanchard (Aaron Eckhart) passam a formar uma dupla de policiais e um triângulo amoroso com a namorada do segundo, a estonteante Scarlett Johanson na pele de Kay Lake. O título do filme que foi baseado no romance homônimo de James Ellroy, faz referência a um assassinato a uma moçoila aspirante a atriz na glamurosa indústria cinematográfica de Hollywood, que vestia roupas negras. No decorrer das investigações, Bucky descobre que a assassinada havia feitos filmes pornográficos patrocinados por um milionário, além de ter um envolvimento sexual com Madeleine Linscott (Hilary Swank, cuja sensualidade nunca havia sido tão bem explorada). Bucky percorre a vida noturna de Los Angeles, vai a clubes gays, assiste a um show da cantora homossexual K.D. Lang, que canta "Love for sale", enfim, dão o clima do que eram os anos 40 na visão da dupla Elroy/De Palma. O travelling que vai da rua em que a dupla de policiais procura um criminoso, com a câmera subindo, passando sobre o prédio, descendo na rua seguinte até atingir a face da dália negra, cujo corpo está estirado no chão, é maravilhoso. O problema do filme é o roteiro. Assassinatos dentro de assassinatos; referências dentro de referência; em outras palavras, metalinguagem. Chega numa determinada hora que a cabeça do espectador fica perdida. Com o roteiro mais simplificado, "DÁLIA NEGRA" poderia ser um filme belíssimo. Com a confusão criada pelo excesso de tramas policialescas, o filme perdeu força. Não posso deixar de mencionar a trilha sonora do trumpetista Mark Isham, que sublinha o clima noir dos personagens e da cidade.
Adicionado em 04 de jan de 2006 às 00h00
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