Eduardo Santos
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1.5 - Ruim
Esse filme é esquisito. Nada demais, tendo em vista que a direção é do original e pouco ortodoxo Spike Jonze, responsável por filmes não menos esquisitos como o ótimo Quero Ser John Malkovich e o ruim Adaptação. Esse filme, para mim, fica no meio termo. Não se enganem pela aparência. Não se trata de um filme infantil. Mesmo sendo baseado num livro para crianças, o filme é tão infantil quanto O Labirinto do Fauno. Comparar os dois filmes é um erro, mas por se tratar de uma temática que lida com o imaginário infantil e um mundo de fantasia, o filme pode ser confundido com algo que não é. Trata-se de um filme mágico e de aventura, com altos tons de non-sense e imaginação fértil. Max (Max Records), é um garoto sensível mas ao mesmo tempo mimado e que precisa de atenção da mãe (a ótima Catherine Keener). Depois de uma malcriação, ele foge de casa e acaba parando numa ilha onde ele encontra várias criaturas imensas, que são ao mesmo tempo simpáticos e aterrorizantes. Max, com sua criatividade, acaba sendo denominado rei e vive várias situações inusitadas. Bem, os monstros são um atrativo a parte. Carol (voz de James Gandolfini), é o alter ego de Max: temperamental, impulsivo e com dificuldade de lidar com seus sentimentos contraditórios. Há outros monstros bem bacanas com vozes de gente gabaritada como Forest Whitaker, Lauren Ambrose, Paul Dano, Catherine O'Hara e Chris Cooper. É um mix de fantasia dura, cheio de simbolismos e situações onde os personagens enfrentam situações limite no que diz respeito às contradições humanas. É um filme difícil de se assistir, e que na verdade deve ser assustador para crianças, mas que encanta pela evocação de sentimentos puros e debate sobre temas pertinentes e reflexivos. O roteiro não é perfeito mas só pelas criaturas já valeria a pena ver o filme.
Adicionado em 21 de jul de 2010 às 21h14
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