SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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1 - Muito ruim
A namoradinha da América, Sandra Bullock, está de volta num dos papéis que mais lhe rendeu dólares e respeito dos executivos de hollywood: Gracie, uma agente do FBI. Pelo fato de ter se tornado famosa em todo país quando salvou a Miss America (Heather Burns), o seu trabalho no FBI ficou inviável. Qualquer ladrão a reconheceria a longa distância. Eis que o FBI descobre uma outra função para Gracie, a de ser uma espécie de embaixadora dos aspectos positivos que a agência desejava que a população tivesse a seu respeito. Então, ela sai em turnê de entrevistas em talk shows e dando autógrafos de seu livro por todo o país. Gracie, que outrora era desajeitada, vestia-se de maneira "rampeira", ao rir roncava, tem a sua imagem trabalhada para ser a face da celebridade do FBI. As coisas tomam um rumo diferente quando a Miss America e Stan (William Shatner, o ex-comandante da Enterprise, da série Jornada nas estrelas) foram seqüestrados em Las Vegas. Lá vão em direção à capital do estado de Nevada, Gracie e sua escudeira não tão fiel assim, pelo menos no princípio, Sam (Regina Fuller), uma policial negra que tem problemas em controlar a sua agressividade. Uma das poucas cenas em que conseguem arrancar alguns risos da platéia ocorre num clube de travestis em que Sam tem de fazer um número imitando Tina Turner cantando "Proud Mary". A forma que o seqüestro é resolvido é digna de uma mente (a do roteirista Marc Lawrence), cujo QI não ultrapassa 70. Pífio, previsível e lamentável. Certamente Sandra Bullock, produtora do filme, almejava aumentar a sua conta bancária quando levou adiante este projeto. Mas, não havia necessidade de que abrisse mão do mínimo de qualidade. A melhor coisa do filme é quando Gracie abandona o visual celebridade e vai a luta para resgatar a Miss America ao som de "Fire", do grupo Ohio Players.
Adicionado em 23 de jan de 2005 às 00h00
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