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    O Nascimento de uma Nação
    Média
    3,2
    22 notas e 4 críticas
    distribuição de 4 críticas por nota
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    4 críticas do leitor

    Fernando M.
    Fernando M.

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    2,5
    Enviada em 21 de setembro de 2015
    Após cem anos, clássico mudo continua um deleite para os olhos e afronta para o cérebro Em 3 de março de 1915, em plena Primeira Guerra Mundial, acontecia em Nova York a première do (talvez) mais popular e controverso filme mudo de todos os tempos. O Nascimento de uma Nação é a obra mais conhecida do diretor David Wark Griffith (1875-1948), um dos pais de Hollywood. A razão de O Nascimento de uma Nação ser um filme indigesto é que ele é explicitamente racista. E não é só isso. O filme é do começo ao fim uma espécie de panfleto da Ku Klux Klan, a famigerada seita segregacionista. Embora haja relatos que Griffith estava mais encantado com as possibilidades cinematográficas que com o conteúdo duvidoso da obra, é realmente difícil defendê-lo. No ponto de vista absurdo de sua obra, os negros jamais poderiam viver em pé de igualdade com os brancos. O filme começa com uma frase que estabelece o tom da história: The bringing of the African to America planted the first seed of desunion (A vinda dos africanos para a América plantou a primeira semente de desunião). Para provar essa lógica, os negros no filme são reduzidos aos mais ultrajantes estereótipos, como preguiçosos, corruptos, sexualmente agressivos, violentos, manipuladores... até mesmo nas cenas em que se pretende fazer algum humor, o discurso racista é mantido. O que piora de figura com o uso da black face, que é o uso de tinta escura no rosto de atores brancos. A cumplicidade de Griffith nisso tudo se mostra até no corpo de atores. Há de fato atores afro-americanos no elenco, mas eles nunca interagem com os brancos, nem sequer fazem alguma atuação. Só os atores brancos, utilizando o recurso da black face, é que fazem os papeis dos personagens negros que interagem com os da “raça ariana”. Fora que, os negros no filme não são personagens. São rasos, unidimensionais, caricatos, sem personalidade, sem subjetividade, apenas uma ideia no filme a ser martelada do começo ao fim. Não há um personagem negro que seja interessante ou que sirva de contraponto – para o filme, talvez quem mereça simpatia na história toda seja a negra gorda, que ajuda a libertar o seu senhor, o velho Cameron das garras dos negros fardados do exército rival. Quer dizer, só merece “simpatia” a negra que é obediente e dócil aos seus senhores, que não aceitou a abolição. Desprezível. O maniqueísmo – “assimétrico” diga-se de passagem – se constrói com um didatismo irritante. Dixon escreveu seu livro e sua peça para fazer catecismo, coisa que Griffith não conseguiu se livrar. Há uma cena, por exemplo, em que, enquanto o “mulato” Silas Lynch maltrata um cão de um modo meramente gratuito, do outro lado o casal de namorados Ben e Elsie está beijando e acariciando uma pomba. Ora, se no plano técnico isso mostra o uso da “ação paralela”, para obter efeitos de comparação, recurso inovador até então, no plano narrativo bate na tecla bisonha que questões de índole também são questões de raça. O filme defende a existência da KKK, como a força “justa” e capaz de afastar do Sul a “anarquia negra”, conforme é dito em um de seus intertítulos. No subtexto, parece sugerir que a abolição da escravatura foi um erro crasso, que a Reconstrução foi um desastre, e que os negros aproveitaram a liberdade para agirem com revanchismo. E não para por aí. De modo manipulativo, o filme transforma Ben Cameron, o líder da seita, numa espécie de mocinho com ares nobres. De um modo quase obsceno, Griffith abusa das panorâmicas, mantém pulso firme no ritmo, no aproveitamento do espaço e do corpo de atores e figurantes, levando a ação do longa ao ápice... justo na cena em que cavaleiros brancos da KKK massacram os soldados negros que cercaram a paupérrima choupana... Ele quer que você torça pela KKK. Se no aspecto ideológico é um filme odioso, no aspecto técnico, conforme nós já sinalizamos, o filme incorporou vários elementos que se tornaram o bê-á-bá da linguagem cinematográfica. Closes dramáticos, traveling (deslocamento de câmera), ação paralela, alternância de sequências, flashbacks, fades (gradativa aparição ou escurecimento da imagem), trilha sonora própria, bem como o uso de cores nas tonalidades, carregando no vermelho em cenas com fogos e explosões, no amarelo quando externas, azul quando mostra rios e mares... Há em Griffith uma percepção para o espetáculo, pontuando o filme com romance, comédia, drama, tensão e cenas de ação que se tornaram hoje elementos quase que obrigatórios para se fazer um “grande filme”.
    Thicc B
    Thicc B

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    5,0
    Enviada em 22 de março de 2019
    No film do dia a função de um filme é para fazer você sentir emoções , derivadas de arte e entreterimento talvez , mas nunca a ponto na historia da cultura um filme sozinho conseguiu influenciar uma geração inteira de pessoas , á ponto de ressucitar o kkk e manter mentalidades racistas até hoje , porém o filme sendo tão controversio em 1915 quanto hoje e puro racismo sempre existindo com ou sem este filme. Ainda é algo interessante á ver , como um só filme , influenciou não só tantas técnicas de cinema , mas funções. a propaganda que ensina uma mentalidade , a mentalidade da intolerancia e medo , medo que causa morte e polemica até hoje. uma polemica criada de um filme que porém não o melhor de Griffith , definitivamente o mais inovador , seu classico uso de "a cavalaria de resgate" agora realizada no seu potencial depois de anos de produzir filmes , Griffith sabia a fragilidade da humanidade , e ele envoca tais emoções no sofrimento do povo que perdeu a guerra , porém escolha de inimigos e antagonistas um tanto mal interpretada , ainda sim demonstrada de uma maneira que seria copiada no futuro para vilões mais apropriados................e reais. Birth of a Nation é o tipo de filme que milhões de estudantes de cinema são forçados á assistir inteiro numa sala de aula com os bicos fechados e olhos lacrimejantes. mas assistindo sozinho , sabendo os tipos de filmes Griffith fazia antes de Birth , a os filmes que ele iria criar em reposta á Birth Se realiza a sensação de que D.W.Griffith não era um racista consciente ,mas era um racista inconsciente e ingênuo , que decidiu adaptar um livro feito por um homem realmente racista simplesmente porque queria puxar a capacidade do cinema ao limite. Longa metragens com milhões de figurantes e momentos de batalha bombasticos são os progenitores do Modern Blockbuster , porem inesquecivel é o sofrimento , mais inesquecivel é este filme. Em uma época onde vilania é fetish-zada e protagonizada , eis um filme antigo que falhou em sua mensagem mas conseguiu a máxima apreciação do povo do cinema com sua habilidade, para ser mais sabiamente utilizada pra outras formas. o Close-Up , o efeito Kuleshov , o tamanho do Budget , o controle artistico do diretor, todas estas coisas devem ser apreciadas e entendidas neste filme , para perceber porque temos o cinema hoje. Pois o método que este filme uniu tantas formas diferentes de cinema em uma storia só , e utilizou-as ao maximo que se espalhou na mente mundial a ponto de que qualquer filme desde sempre já utiliza uma decada de evolução que nem precisa se ensinar do zero , pois este filme já fez sua lição de casa para sempre.
    Lucas d.
    Lucas d.

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    4,0
    Enviada em 24 de dezembro de 2016
    o primeiro ato do filme é incrivel se perde bastante no segundo .mais ainda é um marco na historia do cinema como um dos filmes mais inovadores e grandiosos.
    Vinícius de Carvalho ..
    Vinícius de Carvalho ..

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    2,5
    Enviada em 14 de agosto de 2018
    Fora toda a propaganda racista que o filme passa, além de incomodo e obsoleto, não se pode negar que foi uma produção muito poderosa para a época. O filme em si é um pouco cansativo e ao meu ver, mal narrado. É uma super produção mas não chega aos pés de "Intolerância". Aliás, os dois únicos filmes do Griffith que me agrada são "Intolerância" e "Lírio Partido". Esses sim, valem a pena assistir!
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