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    Adorável Julia
    Média
    3,2
    8 notas e 3 críticas
    distribuição de 3 críticas por nota
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    3 críticas do leitor

    Kamila A.
    Kamila A.

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    3,5
    Enviada em 8 de abril de 2013
    Apesar da tradução para o nome do filme em português ser “Adorável Julia”, a atriz de teatro Julia Lambert (Annette Bening) não tem nada de adorável. Julia é uma diva na maior acepção da palavra: gosta de ser mimada e trata a todos de maneira péssima. Mesmo assim, a atriz é aclamada pela crítica e admirada pelo público, que a trata como uma verdadeira representante da finesse do teatro. “Adorável Julia”, um filme do diretor István Szábo e do roteirista Ronald Harwood (de “O Pianista”), se passa no ano de 1936, quando, apesar da já existência do sistema clássico de produção de cinema em Hollywood, o teatro ainda era uma arte prestigiada e suas atrizes eram as grandes superestrelas. Para se ter uma idéia, a personagem título do filme tinha o seu próprio teatro e fazia as peças que queria, uma liberdade que pode ser invejada por muitas atrizes da atualidade. O filme retrata um determinado período de crise na vida de Julia. Com mais uma peça de teatro bem-sucedida e um casamento sólido (com o produtor Michael, interpretado por Jeremy Irons), Julia se vê em uma encruzilhada: o que mais ela pode conquistar?. Para a atriz são sugeridas diversas opções, como tirar férias e viajar, mas Julia segue o contrário e recupera a vitalidade tendo um caso com o jovem Tom, o que atesta para a atriz que ela ainda tem o poder de fascinar e de causar desejo nos homens. No entanto, quando Tom a troca pela aspirante a atriz Avice Crichton, a quem Julia dará um papel em sua nova peça, a diva teatral enfrenta uma outra crise: a da atriz jovem e bela tomando o lugar da atriz mais velha. Mas Julia não está disposta a ceder seu lugar tão facilmente e provará para Avice que ela é a verdadeira dona dos palcos londrinos. Entretanto, a revelação mais importante que nos é feita durante “Adorável Julia” – através da personagem de Sir Michael Gambon – é a de que a realidade na qual Julia vive é a do teatro; a vida real, como nós a conhecemos, para a atriz, é uma farsa. Ou seja, Julia não sabe aonde o palco termina e a vida começa; ela atua a maior parte do tempo a ponto de seu próprio filho Roger dizer para ela que acredita que nunca a viu fora de uma personagem. “Adorável Julia” se apóia basicamente na excelente performance de Annette Bening, que foi merecidamente indicada ao Oscar 2005 de Melhor Atriz e está em quase todas as cenas do filme. Também não poderíamos deixar de citar o excelente trabalho de István Szábo e sua equipe de direção de arte, que recriaram com perfeição o clima da época. “Adorável Julia” certamente será um daqueles filmes atemporais e que nunca perderão os seus significados, afinal as Julias estão presentes aos montes não são na arte, mas, principalmente, na vida real.
    SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
    SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

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    2,0
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    Baseado no romance "Teatro", do dramaturgo Somerset Maugham, "ADORÁVEL JULIA" conta a trajetória de uma famosa atriz londrina do final dos anos 30, Julia (Annette Benning). Ela tem aproximadamente 50 anos. É casada com o ex-ator e atual responsável pelos seus negócios, Michael (Jeremy Irons). Eles têm um filho de 20 anos, Roger (Tom Sturridge). O casamento vive apenas da antiga amizade e dos negócios. Cada um é livre para viver suas paixões. Inicialmente Julia está exaurida e quer a todo custo que a temporada de sua peça, "Farewell my love", seja interrompida, e, dessa forma, ela possa ter umas férias. O cansaço de Julia desaparece quando um jovem da idade do seu filho, Tom (Shaun Evans), se aproxima dela primeiramente na condição de fã, e, posteriormente na de amante. A vida de Julia é revigorada no todo, dentro e fora do teatro. Tom é um americano com aspirações esnobes, o que o torna uma pessoa que se encontra no país correto, como o próprio revela num de seus momentos de auto-reflexão. A paixão de Julia por Tom está fadada a não dar certo. Todo mundo com um certo bom senso e com uma certa experiência de vida sabe bem disso. Este é o tema principal tratado no filme, o envelhecimento, enfim o sentimento de que a chance de amar e ser amada pode ter se perdido no passado. Para apreciar esse tipo de filme há a necessidade de se ter uma certa idade, ao menos 30 ou 40 anos. Não foi à toa que a média de idade das pessoas que estavam na mesma sessão que eu era de uns 60 anos. Tom se apaixona pela bela e jovem atriz, Avice Crichton (Lucy Punch), que vê na "amizade" de Tom e Julia a possiblidade de ganhar um papel na nova peça desta última. Todos estão representando dentro e fora do teatro. Julia chora e representa 95% do tempo. O próprio de Julia dá um exemplo desse comportamento enraizado em Julia: ainda pequeno ele se lembra de um diálogo entre ele e sua mãe no qual ela só fez repetir o texto da peça que ela estava encenando. Nesse mundo totalmente distante da realidade da maioria das pessoas, Julia fica "fula" da vida ao saber que Avice mantinha um caso com o seu marido e com Tom. Tudo com a finalidade de conseguir um papel na nova peça. E Júlia destila na cena final da peça, de forma improvisada a sua vingança contra Avice. E se sai divinamente ao revelar de maneira oblíqua o que Avice havia feito para conseguir "subir" no palco. Uma performance brilhante de Annette Benning, digna da indicação ao Oscar que teve. E mais corajoso ainda foi deixar-se filmar em closes que desnudaram as suas rugas faciais. Mas como reza o ditado, quanto mais velho melhor o vinho.
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