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21 Gramas
Média
4,2
218 notas e 26 críticas
19% (5 críticas)
46% (12 críticas)
12% (3 críticas)
15% (4 críticas)
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4% (1 crítica)
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26 críticas do leitor

Kamila A.
Kamila A.

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5,0
Enviada em 26/04/13
Paul Rivers (Sean Penn, em mais uma atuação perfeita) fala, em seu leito de morte, que 21 gramas é a quantidade de peso que a alma leva quando abandona o corpo, no momento em que desencarnamos. Na verdade, 21 gramas pode muito bem também se referir à quantidade de coisas que perdemos e ganhamos durante a nossa vida, na medida em que nos deparamos com os momentos tristes e felizes que resumem a nossa existência. Portanto, de certa forma, nós morremos e renascemos várias vezes enquanto vivemos. Até que Paul chegue nesse momento crucial, muita coisa ainda irá acontecer. São estes acontecimentos que iremos acompanhar em “21 Gramas”, primeiro filme do diretor mexicano Alejandro Gonzalez-Inarritu – o mesmo de “Amores Brutos” – em língua inglesa. Ele não é o único mexicano no filme: o diretor de fotografia Rodrigo Prieto (“Frida”) e o roteirista Guillermo Arriaga, dois parceiros habituais do diretor mexicano, completam o time. Os três personagens principais de “21 Gramas” – Paul, Christina Peck e Jack Jordan – possuem um elemento em comum: todos passaram ou estão passando por uma tragédia em suas vidas. Paul está mergulhado num casamento fracassado, que só sobrevive por causa de sua doença no coração, da qual só será salvo se se submeter a um transplante. Esta situação transforma Paul num ser dependente dos cuidados e da vontade alheia. A esposa dele (Charlotte Gainsbourg), por sua vez, sofre ao ver o marido naquela situação, cuida dele, mas toca a sua vida para frente. Por isso, deseja ficar grávida de Paul, contra a vontade dele, de forma que ela possa ficar com uma espécie de lembrança dele quando Paul falecer – hipótese que, na época, parecia ser inevitável. Christina Peck (Naomi Watts, numa atuação poderosa e emocionante, a qual é uma das melhores de sua carreira, indicada ao Oscar 2004 de Melhor Atriz) é a devotada esposa de Michael (Danny Huston) e a mãe carinhosa de duas filhas, Laura e Katie. A maternidade e o apoio e amor do marido foram fundamentais para a sua decisão de largar o vício em cocaína – ela freqüenta os Narcóticos Anônimos para se manter sob controle. Porém, ela perde o sentido de viver quando Michael, Laura e Katie são mortos em decorrência de um atropelamento. Jack Jordan (Benicio Del Toro, excelente, em atuação indicada ao Oscar 2004 de Melhor Ator Coadjuvante), desde os dezesseis anos, oscila entre tempos na cadeia e tempos de liberdade. Ele casou-se com Marianne (Melissa Leo) e teve dois filhos, entretanto isto não fez com que ele se endireitasse na vida. O encontro com a religião – ele chega a ser um fanático – fez nascer um novo homem dentro dele e Jack passa a se dedicar a salvar meninos de terem o mesmo destino que o dele. Porém, o sentimento de culpa passa a lhe atormentar quando ele atropela, foge sem prestar socorro e mata a família de Christina. O ciclo de encontro entre estes personagens se fecha quando Paul recebe o coração de Michael. Em conseqüência disso, ele passa a se dedicar a encontrar a origem do homem que o salvou, o que o acaba levando diretamente para Christina. A partir daí, a platéia passa a acompanhar dois lados de uma história: como as vidas de Christina e Jack são destruídas devido ao acontecimento trágico que vivenciaram e como é o renascimento de Paul, o qual parece querer dar uma continuidade à vida de seu doador, assumindo os desejos de Michael, sem ter a mínima idéia de que o seu momento de autodestruição ainda está por vir. A linha de condução dessa história foge do convencional: a edição mistura os acontecimentos do tempo presente com aqueles que já aconteceram – efeito já utilizado em “Amnésia”, do diretor Christopher Nolan. Mas as peças do quebra-cabeça do roteiro não se confundem, afinal todos estes personagens possuem as mesmas motivações, medos e angústias. A fotografia frenética nos dá a idéia de autodestruição que perdura em todo o filme e as atuações do trio central de atores e do elenco de apoio chegam a ser impressionantes de tão reais. No final de tudo, vemos que “21 Gramas” fala, na verdade, sobre a continuidade da vida. O filme discorre sobre esse tema da maneira mais difícil: mostrando pessoas que passaram por situações de alto risco, ficaram incrédulas, mas exorcizaram seus medos, plantaram sementes que serão colhidas no futuro e retornaram para o local que lhes dá mais segurança. Todos nós precisamos nos agarrar às nossas forças – por mais ínfimas que elas sejam – para continuarmos a viver e foi isso o que Paul, Christina e Jack fizeram.
Renata N.
Renata N.

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5,0
Enviada em 10/03/13
Iñarritú é um diretor de mão pesada e precisa e sua parceria curta com Guillermo Arriaga foi umas melhores coisas que aconteceu na história do cinema recente, que infelizmente só renderam 3 filmes, mas que são imperdíveis pra quem foge da linearidade objetiva do cinema americano. 21 gramas, para mim, é o melhor dos três filmes, com um elenco poderoso, atuações soberbas (principalmente Del Toro), um profundo desenvolvimento emocional e psicológico dos personagens, uma ótima história muito bem amarrada em torno de um evento (comum à trilogia) e com uma edição e montagem que tiram o filme da mesmice hollywoodiana. Porque quem diz que a descontinuidade das cenas atrapalha o entendimento, é porque não está prestando atenção. O filme acerta em tudo, emociona e tecnicamente perfeito. Um dos meus filmes favoritos!
Jairo D.
Jairo D.

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4,0
Enviada em 08/08/17
Guilhermo Arriaga concebe uma ótima história, que nos envolve numa intensa ciranda de passado, presente e futuro. Resultando num belo filme. Papo cabeça. E como deleite temos, a perspicaz direção de Alejandro González Inarritu (Guarde esse nome) e as arrebatadoras interpretações de: Sean Penn, Benício del Toro e Naomi Watts. Aviso aos Navegantes: Não pense assistir, se você não gosta de pensar. DE-SIS-TA.
Senhor Ivan
Senhor Ivan

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3,0
Enviada em 05/12/13
Alejandro González dessa vez foi muito além de sua imaginação,ao tentar trazer um tipo diferente de se rodar um 21 Gramas ele mostra isso com muita intensidade,mas que na verdade dá um nó tremendo as cabeças de não se interagem com a histó por sinal,é uma boa história sim!Trazendo um drama bem desenvolvido,com personagens focados que dão uma dinâmica também pudera,tendo Benicio Del-Toro,Sean Pean e Naomi Watts,esse drama consegue ter forças até o seu fim,pelas as atuações.
BRAVO
BRAVO

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4,0
Enviada em 13/09/11
Senhor Oculto: Se puder recomendo que assista os outros dois titulos da trilogia do mesmo diretor Alejandro González-Iñárritu, Babel e Amores Brutos.São baseados na teoria do caos.
Eduardo M.
Eduardo M.

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1,0
Enviada em 02/06/13
Muito ruim. Não recomendo. Pontos positivos: bela atuação dos 3 atores principais. São bons atores mesmo Pontos negativos: - Direção. Muito fraca. Quis inovar ao fazer as cenas de frente para trás e depois de trás para frente, mas deixou tudo muito confuso no início - Roteiro. Muito fraco. A história é ruim. Não tem nada de positivo. É uma tragédia atrás da outra. Só tristeza, sem nenhuma mensagem positiva. Não agrega, só serve pra te deixar pra baixo. Drama excessivo desnecessário - Música. Praticamente não tem Conclusão: quer ver tragédia e drama? Então assiste Cidade Alerta que, pelo menos, é de graça.
c4rlc4st
c4rlc4st

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4,0
Enviada em 28/01/19
A montagem não linear é muito eficiente em nos manter envolvidos na história, nos forçando a querer adivinhar o final e tentar traçar o rumo dos acontecimentos. Às vezes é fácil de acertar, outras não chegamos perto disso. Essa sensibilidade na narrativa, junto com as 3 impressionantes atuações nos momentos grandiosos, são a parte forte do filme, diferente de outros aspectos da modesta direção.
João J.
João J.

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5,0
Enviada em 29/05/16
Uma obra de arte, o melhor filme do genial Iñárritu. Se eu pudesse recomendar apenas um filme, sem dúvidas seria 21 Gramas.
Bruno Maschi
Bruno Maschi

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4,0
Enviada em 16/04/16
Um drama muito forte e pesado. A 1 hora do filme é perfeita, bem editada, com mil emoções combinadas, e um gosto de terrível de sofrimento. Já a 2 hora do filme é exagerada, é perturbadora e em alguns momentos é inviável continuar olhando para tanta desgraça ao mesmo tempo. O tom do filme é forte e a trilha sonora colabora para isso. A edição do filme é brilhante, e o elenco é sem dúvidas o melhor do drama. Naomi Watts está fantástica. 21 Gramas não é um filme pra qualquer um, é bem difícil de ser absorvido, causa um aperto no coração enorme, e uma dor na consciência pesada. É um drama muito bom, que recomendo para quem aguenta 2 horas de desgraça pós desgraça.
Denilson Ravenous Mendes
Denilson Ravenous Mendes

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4,0
Enviada em 21/08/15
O filme tem dois lados. Um pessimista, do personagem redimido que caminha novamente para o abismo e outro do personagem à beira do abismo e que caminha para a redenção. Apesar disso, o tom mais forte é o do pessimismo. Filme para quem gosta de cinema realidade. Que nem sempre é fácil de digerir.
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