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    21 Gramas
    Média
    4,2
    215 notas e 28 críticas
    21% (6 críticas)
    43% (12 críticas)
    14% (4 críticas)
    14% (4 críticas)
    4% (1 crítica)
    4% (1 crítica)
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    28 críticas do leitor

    Kamila A.
    Kamila A.

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    5,0
    Enviada em 26 de abril de 2013
    Paul Rivers (Sean Penn, em mais uma atuação perfeita) fala, em seu leito de morte, que 21 gramas é a quantidade de peso que a alma leva quando abandona o corpo, no momento em que desencarnamos. Na verdade, 21 gramas pode muito bem também se referir à quantidade de coisas que perdemos e ganhamos durante a nossa vida, na medida em que nos deparamos com os momentos tristes e felizes que resumem a nossa existência. Portanto, de certa forma, nós morremos e renascemos várias vezes enquanto vivemos. Até que Paul chegue nesse momento crucial, muita coisa ainda irá acontecer. São estes acontecimentos que iremos acompanhar em “21 Gramas”, primeiro filme do diretor mexicano Alejandro Gonzalez-Inarritu – o mesmo de “Amores Brutos” – em língua inglesa. Ele não é o único mexicano no filme: o diretor de fotografia Rodrigo Prieto (“Frida”) e o roteirista Guillermo Arriaga, dois parceiros habituais do diretor mexicano, completam o time. Os três personagens principais de “21 Gramas” – Paul, Christina Peck e Jack Jordan – possuem um elemento em comum: todos passaram ou estão passando por uma tragédia em suas vidas. Paul está mergulhado num casamento fracassado, que só sobrevive por causa de sua doença no coração, da qual só será salvo se se submeter a um transplante. Esta situação transforma Paul num ser dependente dos cuidados e da vontade alheia. A esposa dele (Charlotte Gainsbourg), por sua vez, sofre ao ver o marido naquela situação, cuida dele, mas toca a sua vida para frente. Por isso, deseja ficar grávida de Paul, contra a vontade dele, de forma que ela possa ficar com uma espécie de lembrança dele quando Paul falecer – hipótese que, na época, parecia ser inevitável. Christina Peck (Naomi Watts, numa atuação poderosa e emocionante, a qual é uma das melhores de sua carreira, indicada ao Oscar 2004 de Melhor Atriz) é a devotada esposa de Michael (Danny Huston) e a mãe carinhosa de duas filhas, Laura e Katie. A maternidade e o apoio e amor do marido foram fundamentais para a sua decisão de largar o vício em cocaína – ela freqüenta os Narcóticos Anônimos para se manter sob controle. Porém, ela perde o sentido de viver quando Michael, Laura e Katie são mortos em decorrência de um atropelamento. Jack Jordan (Benicio Del Toro, excelente, em atuação indicada ao Oscar 2004 de Melhor Ator Coadjuvante), desde os dezesseis anos, oscila entre tempos na cadeia e tempos de liberdade. Ele casou-se com Marianne (Melissa Leo) e teve dois filhos, entretanto isto não fez com que ele se endireitasse na vida. O encontro com a religião – ele chega a ser um fanático – fez nascer um novo homem dentro dele e Jack passa a se dedicar a salvar meninos de terem o mesmo destino que o dele. Porém, o sentimento de culpa passa a lhe atormentar quando ele atropela, foge sem prestar socorro e mata a família de Christina. O ciclo de encontro entre estes personagens se fecha quando Paul recebe o coração de Michael. Em conseqüência disso, ele passa a se dedicar a encontrar a origem do homem que o salvou, o que o acaba levando diretamente para Christina. A partir daí, a platéia passa a acompanhar dois lados de uma história: como as vidas de Christina e Jack são destruídas devido ao acontecimento trágico que vivenciaram e como é o renascimento de Paul, o qual parece querer dar uma continuidade à vida de seu doador, assumindo os desejos de Michael, sem ter a mínima idéia de que o seu momento de autodestruição ainda está por vir. A linha de condução dessa história foge do convencional: a edição mistura os acontecimentos do tempo presente com aqueles que já aconteceram – efeito já utilizado em “Amnésia”, do diretor Christopher Nolan. Mas as peças do quebra-cabeça do roteiro não se confundem, afinal todos estes personagens possuem as mesmas motivações, medos e angústias. A fotografia frenética nos dá a idéia de autodestruição que perdura em todo o filme e as atuações do trio central de atores e do elenco de apoio chegam a ser impressionantes de tão reais. No final de tudo, vemos que “21 Gramas” fala, na verdade, sobre a continuidade da vida. O filme discorre sobre esse tema da maneira mais difícil: mostrando pessoas que passaram por situações de alto risco, ficaram incrédulas, mas exorcizaram seus medos, plantaram sementes que serão colhidas no futuro e retornaram para o local que lhes dá mais segurança. Todos nós precisamos nos agarrar às nossas forças – por mais ínfimas que elas sejam – para continuarmos a viver e foi isso o que Paul, Christina e Jack fizeram.
    Renata N.
    Renata N.

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    5,0
    Enviada em 11 de março de 2013
    Iñarritú é um diretor de mão pesada e precisa e sua parceria curta com Guillermo Arriaga foi umas melhores coisas que aconteceu na história do cinema recente, que infelizmente só renderam 3 filmes, mas que são imperdíveis pra quem foge da linearidade objetiva do cinema americano. 21 gramas, para mim, é o melhor dos três filmes, com um elenco poderoso, atuações soberbas (principalmente Del Toro), um profundo desenvolvimento emocional e psicológico dos personagens, uma ótima história muito bem amarrada em torno de um evento (comum à trilogia) e com uma edição e montagem que tiram o filme da mesmice hollywoodiana. Porque quem diz que a descontinuidade das cenas atrapalha o entendimento, é porque não está prestando atenção. O filme acerta em tudo, emociona e tecnicamente perfeito. Um dos meus filmes favoritos!
    BRAVO
    BRAVO

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    4,0
    Enviada em 29 de fevereiro de 2012
    Senhor Oculto: Se puder recomendo que assista os outros dois titulos da trilogia do mesmo diretor Alejandro González-Iñárritu, Babel e Amores Brutos.São baseados na teoria do caos.
    anônimo
    Um visitante
    3,0
    Enviada em 5 de dezembro de 2013
    Alejandro González dessa vez foi muito além de sua imaginação,ao tentar trazer um tipo diferente de se rodar um 21 Gramas ele mostra isso com muita intensidade,mas que na verdade dá um nó tremendo as cabeças de não se interagem com a histó por sinal,é uma boa história sim!Trazendo um drama bem desenvolvido,com personagens focados que dão uma dinâmica também pudera,tendo Benicio Del-Toro,Sean Pean e Naomi Watts,esse drama consegue ter forças até o seu fim,pelas as atuações.
    Jairo D.
    Jairo D.

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    4,0
    Enviada em 8 de agosto de 2017
    Guilhermo Arriaga concebe uma ótima história, que nos envolve numa intensa ciranda de passado, presente e futuro. Resultando num belo filme. Papo cabeça. E como deleite temos, a perspicaz direção de Alejandro González Inarritu (Guarde esse nome) e as arrebatadoras interpretações de: Sean Penn, Benício del Toro e Naomi Watts. Aviso aos Navegantes: Não pense assistir, se você não gosta de pensar. DE-SIS-TA.
    Eduardo M.
    Eduardo M.

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    1,0
    Enviada em 2 de junho de 2013
    Muito ruim. Não recomendo. Pontos positivos: bela atuação dos 3 atores principais. São bons atores mesmo Pontos negativos: - Direção. Muito fraca. Quis inovar ao fazer as cenas de frente para trás e depois de trás para frente, mas deixou tudo muito confuso no início - Roteiro. Muito fraco. A história é ruim. Não tem nada de positivo. É uma tragédia atrás da outra. Só tristeza, sem nenhuma mensagem positiva. Não agrega, só serve pra te deixar pra baixo. Drama excessivo desnecessário - Música. Praticamente não tem Conclusão: quer ver tragédia e drama? Então assiste Cidade Alerta que, pelo menos, é de graça.
    SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
    SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

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    2,5
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    O diretor mexicano que alcançou fama mundial com seu excelente "Amores brutos (Amores perros)", atravessou a fronteira americana e foi trabalhar na meca do cinema. O roteiro de Iñarritu e Arriaga guarda muitas semelhanças com o de seu filme anterior. Narrativas que se entrelaçam, contadas de forma elíptica, não linear. O diretor faz uma espécie de filme-enxerto. Qual a vantagem desta técnica? É a de confundir o espectador, particularmente na terça parte inicial do filme. Christina (Naomi Watts) é casada com Michael (Danny Huston), com quem tem duas filhas pequenas. Ela é feliz até que o marido e as filhas morrem num atropelamento. Jack (Benicio del Toro), o motorista da caminhonete que aniquilou a família de Christina, foge da cena do acidente, porém, mais tarde, se entrega para a polícia. Nota: ele já havia tido passagens policiais por furtos e por porte de drogas. O coração de Michael é transplantado em Paul (Sean Penn), um cardiopata crônico, que estava na lista de espera há muito tempo. Após recuperar-se da cirurgia, Paul fica obcecado em saber quem foi o seu doador. Contrata, então, um detetive que lhe consegue as informações solicitadas. A atitude de Paul é ir atrás de Christina, com a qual tem um envolvimento afetivo. Ela, por sua vez, deseja seqüiosamente a morte do assassino de sua família e pede a Paul que acabe com a vida de Jack. Mais uma vez, Iñarritu aborda a fatalidade como fator determinante dos caminhos que o homem trilha ao longo de sua vida. A tragédia e a dor unem os três protagonistas atormentados deste filme. Por sinal, a atuação do trio é sublime. A bela Naomi Watts não levou o Oscar por pura injustiça. Se 21 gramas é o peso que perdemos quando morremos, daí o título, o ganho do espectador não pode ser contabilizado ao final da película. A vida vale mais a pena quando nos deparamos com obras como esta.
    luanita13
    luanita13

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    2,5
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    Benicio del Toro,Sean Penn e Naomi Watts,nas melhores atuações de suas vidas..de todos os tres filmes do diretor Alejandro Gozalez,21 gramas foi o que eu mais gostei.o roteiro é magnifico,assim como a fotografia,e o desfecho da trama..e os atores estão perfeitos,21 gramas e um filme que me prendeu do inicio ao fim,maravilhoso,sensacional!
    Jo Lage
    Jo Lage

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    3,5
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    Otimo filme. A maneira como eh contado deixa o filme mais interessante,naa minha opiniao. Recomendo
    Carolzinha
    Carolzinha

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    4,0
    Enviada em 18 de setembro de 2013
    Vale muito a pena!!!Um filme para se refletir sobre a vida.
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