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Este é daqueles filmes que você percebe nitidamente a densidade dos relacionamentos existentes entre os personagens apenas pelo modo como eles se tratam ou falam um com o outro. Trata-se de um filme pesado, muito bem dirigido por Mike Leigh, em que a tristeza, a revolta e o desapontamento estão visíveis em todos os personagens. Esta angústia existente é conduzida por Leigh de forma a explodir justamente no terço final, quando o casal protagonista expõe um ao outro todas as suas frustrações e medos, num diálogo duro e revelador, onde em vários momentos o silêncio diz mais que qualquer palavra. Ótimas atuações de Timothy Spall e, em especial, de Lesley Manville, que creio ser uma forte candidata ao próximo Oscar.
Adicionado em 02 de jan de 2002 às 00h00 Denunciar um abuso
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