| Ler suas 890 críticas |
Trata-se de um dos filmes mais fracos da carreira de Woody Allen mas, ainda assim, com boas tiradas e interessante de ser visto. Para quem gosta do cinema de Allen sempre vale a pena ver seus novos filmes, mesmo que sejam menores, para poder se recordar de seus personagens neuróticos e se deliciar com suas tiradas inteligentes. É o que acontece neste "Dirigindo no Escuro". Apesar da idéia principal ser bem interessante - diretor fica cego logo no início das filmagens de um grande filme -, o melhor são as analogias que o filme faz entre Val Waxman e o próprio Woody Allen. Sim, porque há muito de Allen no personagem e, desta vez, não apenas em seu modo neurótico de agir. Diversas citações sobre Waxman são na verdade variações do que é dito sobre Allen como cineasta há anos: cinema de arte x cinema de autor e não-compreensão em seu país de origem são exemplos. Para quem conhece a carreira do diretor, tais comparações são imediatamente notadas dentro do filme. Apesar disto o filme carece de uma história que consiga sustentar um longa-metragem, vivendo apenas de algumas tiradas esporádicas. A partir de certo momento a piada da cegueira do diretor passa a se repetir continuamente, apenas mudando os personagens que o ajuda ou situações que, no final das contas, não são tão diferentes assim. O elenco coadjuvante também não ajuda muito, com exceção de Téa Leoni, que está bem em cena. Quanto aos demais nenhum deles consegue brilhar, cumprindo apenas o básico quando estão em cena. No geral trata-se de um bom filme, mas que está bem abaixo dos melhores da carreira de Allen.
Adicionado em 07 de jan de 2002 às 00h00 Denunciar um abuso
Salvando...




