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Elizabeth (Julia Roberts), a possuidora do sorriso que do título, consegue uma vaga como professora de História da arte no tradicional colégio Wellesley em 1953, na Nova Inglaterra. As filhas das famílias mais tradicionais dos EUA estudavam naquela escola. Elizabeth possuía dois aspectos que ao longo de sua trajetória naquele ano iriam incomodar a direção da escola. Ela era liberal demais para a época e vinha da Califórnia. Nada impedirá dela propor uma nova visão sobre as artes para aquelas adolescentes, que na sua maioria estava ali com o objetivo único de conseguir um bom casamento. Da mesma forma que o personagem de Robin Williams em "Sociedade dos poetas mortos", Elizabeth será o pivô de uma revolução na vida de algumas de suas alunas, particularmente Joan (Julia Stiles) e Betty (Kirsten Dunst). Não há nada de soberbo na película, exceção feita à época que é retratada. Em mim o efeito foi de um saudosismo paradoxal, na medida em que eu nem havia nascido na década de 50. A educação das pessoas em geral, e dos jovens em particular, os bailes "regrados" ao som das big bands de jazz, enfim, um mundo bem diferente do que vivemos atualmente. Dá a impressão que o filme cairá no agrado dos "velhinhos" de Hollywood, e deverá receber uma enxurrada e indicações ao Oscar. O saudosismo deles é mais justificável que o meu. Não significa que o filme seja ruim, muito pelo contrário, porém, está longe de ser tão bom quanto a fama que o precedeu.
Adicionado em 25 de jan de 2003 às 00h00 Denunciar um abuso
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