Notas dos Filmes
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    Tudo Que o Céu Permite
    Média
    3,3
    9 notas e 3 críticas
    distribuição de 3 críticas por nota
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    3 críticas do leitor

    Luiz C.
    Luiz C.

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    4,0
    Enviada em 5 de março de 2015
    Assistimos ontem à noite, no Telecine Cult, a este filme de 1955, o qual permanece estranhamente "atual". Por ter sido filmado antes da era do "politicamente correto" o filme tem diálogos muito próximos aos da vida real e, por trazer situações que são extremamente familiares e banais (fofoca, intriga, filhos possessivos e egoístas, auto-recriminação e preconceito introjetado, questão de classes sociais e idades diferentes, etc), consegue que nos identifiquemos com o drama dos personagens, até "torçamos" por eles, prendendo a atenção do espectador da primeira à última cena. O final inconclusivo, em processo ao invés de em finalização, onde cada um projeta o próprio desfecho, é aquele "toque de mestre" a mais.
    frgil
    frgil

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    4,0
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    ...Este filme me despertou a observar o que é fotografia, jogo de luz figurino... Fantástico
    Wellinton d
    Wellinton d

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    4,5
    Enviada em 18 de novembro de 2016
    Tudo Que o Cinema Permite Ninguém esperaria que o cinema americano de 1955, totalmente voltado ao consumismo e focado em agradar a classe média, fosse capaz de compor uma crítica tão bem estruturada e assustadoramente atual sobre uma elite social preconceituosa e hipócrita. Em Tudo Que o Céu Permite, Douglas Sirk trouxe um choque de realidade ao espectador da época. O diretor soube se utilizar da roupagem clássica do melodrama romântico e introjetou nesta, dezenas de críticas sociais pontuais e sutis em relação à luta de classes e discriminação velada no que tange o poder aquisitivo individual. Na trama, Cary Scott (Jane Wyman) é uma viúva do alto escalão social americano que acaba se apaixonando por Kirby (Rock Hudson), seu desprendido e gentil jardineiro que se recusa aderir aos objetivos do sistema social e decide viver uma vida simples e satisfatória. Desde o primeiro flerte, Cary reluta em ceder à própria vontade e tentar se relacionar com Kirby, por medo de sofrer rejeição da esfera social em que está inserida. Já Kirby é dominado por seus sentimentos, e não tem nenhuma barreira social que o impede de expressá-los. O romance se intensifica e Cary, influenciada pelos amigos de Kirby, acaba assumindo o romance. Contudo, o que temia acontece. Os primeiros a julgá-la são, justamente, seus amigos mais próximos. Logo em seguida, os próprios filhos, que, indiretamente acabam reproduzindo o discurso do "ou ele ou eu", e a relutância inicial de Cary retorna. Com estilo e atuações muito inseridos no contexto histórico, mas com um subtexto crítico que foge muito deste, Tudo Que o Céu Permite é uma compilação de alfinetadas aos movimentos que moldaram a sociedade americana. O filme é um dos pioneiros na temática de romance entre classes sociais distantes e passeia por diversos temas acerca desta. Kirby representa o início do movimento de contracultura que marcaria a história dos Estados Unidos na década de 1960. Já Cary representa uma elite social que, ainda hoje, continua repetindo os mesmos erros de 60 anos atrás. E nesse cenário, aparentemente impossível, o amor, que não nada tem de lógico, aparece para estabilizar a tensão entre os envolvidos.
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