Francisco Russo
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2.5 - Regular
Fascinante! Esta é a melhor palavra para definir "Assassinato em Gosford Park". O filme impressiona graças à qualidade do seu roteiro, que mostra de maneira inteligente e crítica as diferenças entre a aristocracia inglesa, fria e egoísta, com os empregados que para eles trabalham. O preconceito existente entre estas duas classes é mostrado das mais diversas maneiras possíveis: na divisão de cômodos (empregados embaixo, patrões em cima), na diferença de tratamento às pessoas (várias vezes os empregados são citados como se não fossem pessoas), no conforto dado a ambos (em certo momento o personagem de Ryan Phillippe comenta que as camas dos hóspedes são melhores que as dos empregados) e até mesmo entre os próprios empregados, quando eles passam a ser tratados pelo sobrenome de seus patrões ao invés de seus nomes reais. Bastaria apenas esta divisão de classes para que o filme fosse considerado imperdível, mas ainda tem mais. Robert Altman mais uma vez demonstra seu talento como diretor, realizando as suas já características cenas longas, quando diversos personagens aparecem realizando diversas situações ao mesmo tempo. O filme ainda conta com o assassinato do título, que traz situações cômicas envolvendo as investigações do personagem de Stephen Fry, e diversas citações críticas ao cinema hollywoodiano e inglês, desta vez através dos diálogos do personagem de Bob Balaban. Para completar, "Assassinato em Gosford Park" traz uma variedade de grandes atuações impressionante. Maggie Smith, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, é um dos destaques com sua personagem cínica, egoísta e interesseira. Outros que se destacam são Emily Watson, Stephen Fry e Kelly Macdonald, todos com grandes atuações. Ótimo filme!"
Adicionado em 02 de jan de 2001 às 00h00
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