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    Tio Frank
    Média
    3,6
    31 notas e 5 críticas
    distribuição de 5 críticas por nota
    2 críticas
    1 crítica
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    5 críticas do leitor

    Kamila A.
    Kamila A.

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    4,0
    Enviada em 7 de dezembro de 2020
    O título "Tio Frank", do filme dirigido e escrito por Alan Ball (criador da série "Six Feet Under", que foi ao ar pela HBO nos anos de 2001 a 2005), faz referência àquele que foi a maior influência de Beth (Sophia Lillis), no período de sua adolescência. Além dele ser a pessoa que ela emulava ser, pois ela o considerava como inteligente, engraçado e atencioso; foi dele a frase que transformou a vida dela: "você quer ser a pessoa que os outros desejam que você seja, ou você quer ser a pessoa que você deseja ser?". Beth ainda não sabia, mas essa frase era bastante representativa também da pessoa que Frank (Paul Bettany) era, e das escolhas que ele tomou para si mesmo. Ao se mudar para Nova York, onde seguiria carreira como professor universitário, Frank se tornou um forasteiro em sua própria família, alguém com quem eles não enxergavam mais semelhança, alguém cuja vida era um mistério. A sobrinha Beth transporá essa barreira a partir do momento em que ela se tornar, também, uma forasteira, uma estudante na Universidade de Nova York, e passar a ter um contato mais próximo com o tio. É justamente numa viagem de carro, em que Frank e Beth voltam para casa para o funeral do pai/avô, que Beth conhecerá Frank na sua forma mais verdadeira, na medida em que nos é revelado a pessoa que ele decidiu ser. "Tio Frank" é um filme que fala a respeito de relacionamentos (amorosos e familiares), porém, principalmente, é um filme sobre o sentimento de ser - e de abraçar - aquilo que você deseja ser. No decorrer da obra, Alan Ball trata sobre esses temas com a sensibilidade que é típica ao seu olhar, tendo como base uma atuação forte e, ao mesmo tempo, sutil de Paul Bettany. O último ato de "Tio Frank" nos dá algumas das cenas mais lindas vistas em um filme, no ano de 2020, e resumem a mensagem maior que este filme deseja nos passar: a de amor e a de amar aqueles que nos rodeiam.
    Marcus Cezar Meyer Sukevicius
    Marcus Cezar Meyer Sukevicius

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    0,5
    Enviada em 2 de dezembro de 2020
    O filme trata do assunto do homossexualismo da maneira mais vulgar possível desenvolvendo cenas deprimentes e desnecessárias. Tudo piora com a inclusão da apologia às drogas como um fator adicional. Como resultado temos um filme difícil de ser visto até o final!
    JOAQUIM EDUARDO
    JOAQUIM EDUARDO

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    5,0
    Enviada em 27 de dezembro de 2020
    Minha avaliação não é técnica, por isso minha nota é 10, o filme visivelmente não é um grande produção, contudo traz uma reflexão bastante interessante sobre o tema homossexualidade, visto que é estrelado em uma pequena cidade do interior na década de 40 a 75. Vale a pena assistir, principalmente no áudio original. Parabéns a Amazon por investir em produções de qualidade como está.
    Elisangela Zilli
    Elisangela Zilli

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    5,0
    Enviada em 24 de fevereiro de 2021
    Como o colega falou... tb não sou crítica especializada em cinema, mas...amei o filme! Não apenas pelo viés da inclusão ,mas também por toda estrutura familiar demonstrada no filme. Pertencer a um lugar,sentie-se dali! Sentimentos que só descobrimos o.quanto é importante (na maioria das vezes) quando nos falta. A mãe que já sabia, a irmã que apoiava e a sobrinha que admirava...enfim, feliz é quem tem família para se apoiar. Amei tudinho
    David Amaral
    David Amaral

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    3,5
    Enviada em 7 de março de 2021
    Histórias que precisam ser contadas Ambientado no final dos anos 60 e início dos 70, “Uncle Frank” aborda temáticas que, atualmente, têm ganhado cada vez mais espaço e atenção, mas que, diante de um ambiente conservador de uma cidade do interior dos Estados Unidos, eram tratadas como tabu. Durante os vinte e cinco primeiros minutos de filme, acompanhamos Beth (Sophia Lillis) e, por meio dela, somos introduzidos à sua família e, principalmente, ao tio Frank (Paul Bettany), um homem culto, educado e que visivelmente não se encaixa naquele estilo de vida do interior, visto que deixou a pequena cidade para trabalhar e viver na cidade grande. Devido ao fato de enxergar um pouco de si mesma no tio e gostar de ouvir suas histórias e conselhos, Beth o vê como uma inspiração, alguém a se seguir os passos para deixar aquele ambiente do qual ela também sabe que não se encaixa. Quando ela ingressa na universidade e se muda para New York, começamos a ser apresentados a uma realidade completamente diferente da que ela vivia e, especialmente, a um outro Frank. Como Supracitado, “Uncle Frank” é um filme de temáticas, e a principal delas está relacionado com a sexualidade do personagem-título: Frank é um homem gay em uma sociedade conservadora e preconceituosa. A partir desse momento entendemos o porquê de Frank não se sentir parte de sua própria família, pois era rejeitado, reprimido e condenado por ser gay (é importante frisar que essas ações de rejeição eram praticadas somente pelo pai de Frank, o único que sabia de sua orientação sexual). Por medo, Frank viveu sua vida tendo que esconder quem era até se mudar para New York e conhecer Walid ‘Wally’ (Peter Macdissi), seu parceiro amoroso com quem divide um apartamento, e que também possui dores e cicatrizes por ser homossexual. A partir desse momento, conhecendo um pouco da história de cada um (Beth, Frank e Wally), passamos a acompanhar o relacionamento deles ao longo do filme - e que relacionamento bonito. Sophia, Paul e Peter passam uma confiança e naturalidade espetacular através de seus personagens. O carisma, a conexão e o trabalho deles fazem o espectador se interessar pelos personagens a cada cena que passa. Tal relação é fortalecida ainda mais quando os três precisam voltar a Creekville para o velório do pai de Frank. Com a morte do pai, velhas cicatrizes de Frank começam a se abrir e passamos a conhecer sua vida na juventude, sua conturbada relação com o pai, e os motivos dele ter se tornado o homem reservado que é. Nesse contexto, Paul Bettany é o ponto alto do longa, sua veracidade e entrega para interpretar Frank e trazer todas as suas angústias do passado à tona é arrebatadora. Vale ressaltar a boa montagem que intercala cenas de flashback da juventude de Frank com cenas do presente sem comprometer o andamento da obra. “Uncle Frank” é um filme sobre amor, aceitação e relacionamento, mas também sobre rejeição, luto e dor. É um filme que nos ensina que, independente do que outras pessoas acham ou pensam de nós, devemos ser autênticos e fiéis a nós mesmos. Com um final previsível e bem feito, o longa-metragem entrega aquilo que o espectador quer desde o início do filme, um final feliz para aqueles personagens.
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