Francisco Russo
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2.5 - Regular
Impressionado. Assim fiquei após assistir "Traffic", mais recente trabalho do diretor Steven Soderbergh. Fiquei impressionado com o modo como as três histórias transcorrem, sempre em um mesmo contexto - o tráfico de drogas -; fiquei impressionado com a idéia simples e genial de diferenciar a fotografia de cada uma das histórias, o que facilita ao espectador a sempre saber sobre qual delas o filme comenta naquele momento; e fiquei principalmente impressionado porque "Traffic" é um filme que faz você pensar. O filme procura abordar todo o tipo de pessoas relacionadas de alguma maneira com o tráfico, sejam os viciados, aqueles que o combatem ou os próprios traficantes. E surpreendentemente o filme não favorece nenhum destes lados, ele simplesmente apresenta o que realmente ocorre. Quem está certo ou errado cabe a você decidir. "Traffic" ainda conta com a felicidade de ter um elenco de peso atuando em conjunto e a seu favor. Vários de seus atores aparecem muito bem em cena, como Don Cheadle, Catherine Zeta-Jones, Dennis Quaid e Topher Grace. Outros, como Michael Douglas, Benicio del Toro e Erika Christensen, têm também seus grandes momentos ao longo do filme. "Traffic" conta ainda com diálogos duros e às vezes brilhantes, como se fosse um tapa na sua cara (a conversa entre Michael Douglas e Topher Grace no carro, sobre brancos e negros, é um deles). O único pecado do filme é de em certos momentos parecer didático demais, principalmente na história de Michael Douglas, quando ele procura se informar sobre o combate ao tráfico. Mas ainda assim, "Traffic" é um grande filme que merece ser visto e, principalmente, merece ser refletido.
Adicionado em 09 de jan de 2001 às 00h00
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