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    Destacamento Blood
    Média
    3,4
    67 notas e 15 críticas
    distribuição de 15 críticas por nota
    3 críticas
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    1 crítica
    4 críticas
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    Você assistiu Destacamento Blood ?

    15 críticas do leitor

    Felipe F.
    Felipe F.

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    4,0
    Enviada em 23 de junho de 2020
    Spike Lee nos presenteia com mais um filmaço, Destacamento Blood é um filme forte, surpreendente, e com atuações maravilhosas. A direção é um primor, trilha sonora ótima além é claro de uma bela fotografia. Um filme com a marca do diretor, tocando na ferida mais uma vez com a relação ao racismo e ao preconceito. Destacamento Blood é o tipo de projeto que a Netflix precisa investir, e tem investido, grandes diretores trazendo seus filmes para a plataforma, e que filmes! Nós só temos a ganhar. Muito bom.
    Gerson R.
    Gerson R.

    Segui-los 31 seguidores Ler as 93 críticas deles

    4,0
    Enviada em 20 de junho de 2020
    Dono de uma das melhores filmografias de Hollywood nos últimos 30 anos, Spike Lee é um cineasta tão versátil e perspicaz em inserir temas e situações que estimulam e escancaram a rica culta afrodescendente, que sempre esteve antenado em trazer com perfeição para as telas as lutas contra o racismo e o retrato da exploração que a população negra passou nos últimos séculos na América – de obras de abordagens do cotidiano, mas muito marcantes, como Febre na Selva ou Faça a Coisa Certa, passando por biografias históricas como Malcolm X, ou seu longa anterior, o excelente Infiltrado na Klan (para mim, o melhor filme de 2018), Lee, desta vez, aborda uma questão que poucos filmes exploraram no cinema norte-americano: as dores e as consequências da participação da comunidade afrodescendente em diversos conflitos armados em que os Estados Unidos se envolveram ao longo dos anos – já não bastasse a exploração da escravidão e o desrespeito imperdoável da segregação racial, as comunidades negras sempre foram as que mais morreram pela terra do “Tio Sam” – e, na guerra do Vietnã não foi diferente. Para abordar tal tema, Lee (junto de mais três roteiristas) cria uma trama girando em torno de um grupo de soldados veteranos, que lutaram nas terras vietnamitas nos anos 70, que, atualmente, decidem retornar ao local – são eles: Paul (Lindo), Otis (Peters), Eddie (Lewis) e Melvin (Whitlock Jr.), todos com o objetivo de retornarem ao local onde ocorreram as batalhas com o Destacamento ao qual pertenciam na época da guerra, os Bloods, liderados pelo capitão Stormin’ Norman (Boseman) – tentando resgatar os restos mortais do antigo líder e encontrar um misterioso carregamento de ouro, os quatro veteranos embarcam na missão de resgate, enfrentando alguns contratempos – como a participação inesperada do filho de Paul, o jovem professor David (Majors) e um grupo de ativistas contra as minas terrestres, liderados pela francesa Hedy (Thierry), além da suposta ajuda do misterioso francês Desroche (Reno) e de informações e revelações de um ex-amor de Otis, a vietnamita Tiên (Lan). Desde seu primeiro frame, Lee deixa bem claro como sua estratégia de inserir informações de personagens reais (como Martin Luther King, Malcolm X ou integrantes de movimentos como dos Panteras Negras) é algo bastante impactante e eficaz para ajudar a contar a história – através de exemplos de situações históricas, o cineasta consegue moldar muito da personalidade de cada um dos integrantes dos Bloods – seja com exemplos de ativistas que visavam uma união do povo negro ou até mesmo com atos separados, como um soldado anônimo que se sacrificou para salvar outros no Vietnã – enfim, é um jeito bem direto de dar relevância para pessoas que ajudaram imensamente na luta pela igualdade e na busca pelos direitos dos afrodescendentes na América – além de todo o movimento de combate contra a Guerra do Vietnã. O mais interessante é que, embora seja praticamente uma história de aventura também, Destacamento Blood consegue ser, ao mesmo tempo, um drama de guerra bem reflexivo – sem falar que na parte politica Lee não deixa de dar alfinetadas bastante diretas contra Donald Trump e seu suposto flerte com movimentos fascistas – do mesmo modo que fez em Infiltrados na Klan – além disso, o longa ainda tem um tom tão irônico em criticar o histórico da mídia em ter dado, no passado, mais crédito aos brancos pela luta na guerra que é praticamente impossível não admirar certos diálogos, especialmente quando o personagem de Delroy Lindo tenta mostrar sua visão sobre a guerra. Aliás, falando dos personagens, as criações de personalidade são bem inseridas – o Paul de Delroy Lindo serve para mostrar o lado da comunidade negra que acaba ficando afetado pelo sistema, ao ponto de defender condutas questionáveis de seus lideres políticos e ainda incentivar a ideia de que os Estados Unidos são sempre os “salvadores da pátria” – o dialogo com o personagem de Jean Reno é bem especifico nisso – mas o fato de Paul usar um boné com o slogan de Trump (“Make America Great Again”) é uma sacada simples e inteligente para demonstrar essa moralidade duvidosa do personagem, que, sem dúvidas, torna-se o mais emblemático da obra, sendo multifacetado pelo trauma da guerra e aos problemas para se relacionar com seu filho David, de Jonathan Majors, que tenta se reencontrar emocionalmente com seu pai durante a jornada – algo que, mesmo sendo visto de forma apressada aqui e ali, consegue ser tocante o suficiente para ajudar a entendermos o comportamento impulsivo e desconfiado de Paul – que, muitas vezes, beira a loucura, mas sem jamais deixar de mostrar sua ligação com o passado tenebroso dos combates na guerra. Os demais integrantes do Destacamento também seguem tais características, mas cada um abordando seus traumas de uma forma – o Otis de Clarke Peters é um exemplo em tentar seguir seus princípios antigos, ainda mais com uma ligação marcante com um amor da época da guerra, a ex-prostituta Tiên – mesmo sendo um ponto em que o roteiro trate de forma um tanto corriqueira – assim como o Eddie de Norm Lewis, um homem motivado pela filosofia de seu antigo capitão, mas que tornou-se refém do cruel sistema financeiro da américa, mas, curiosamente, o mais preocupado em não deixar a ganância atrapalhar os planos do grupo – e temos o Melvin de Isiah Whitlock Jr., um homem que aparentemente não consegue acreditar totalmente no companheirismo que a situação pode criar – mas temos uma representação bastante pertinente dos ideais de combate ao racismo na personificação de Chadwick Boseman como Stormin’ Norman – curiosamente, o interprete do Pantera Negra da Marvel, dando voz a um personagem que lembra muito o discurso do antológico movimento dos Panteras Negras – em um papel que aparece apenas em flashbacks, o ator passa com eficiência a garra do ex-capitão em lutar por causas nobres em meio ao horror da guerra – sendo consciente o suficiente para notar como os vietcongues eram igualmente prejudicados, assim como os jovens das tropas dos Estados Unidos – a própria busca pelo ouro e objetivo disso, fica bem marcado pelas aparições de Norman (sempre pertinentes) – principalmente com relação à Paul, sem dúvidas, o mais afetado com o contato com o antigo líder do Destacamento. O restante dos personagens também tem seus pesos temáticos – como a ativista francesa vivida Mélanie Thierry, um exemplo de pessoas de classe mais favorecida que acabam se engajando em causas nobres – além do rabugento personagem de Jean Reno, que parece ser o contrário disso – quando alguém da elite quer explorar os menos favorecidos – são inserções simples, mas que ainda ajudam no clima tenso, aventureiro e pesado de certos momentos da história – e, tecnicamente, Destacamento Blood é muito bem desenvolvido – começando por sua fotografia, que tenta captar a grande maioria das paisagens florestais do Vietnã sem muitos filtros – dando uma paleta de cores que soa bastante natural – ao passo que utiliza-se de texturas diferentes apenas para indicar os momentos de flashbacks dos atuais – inclusive, é curiosa a maneira com que muda os formatos de tela – mais quadrado (aos moldes de câmeras antigas de 16mm) quando volta no tempo, deixando o widescreen mais largo (2.35) para os momentos antes de iniciar a missão de busca e o widescreen menos largo (1.85) para quando finalmente se inicia a jornada – é uma maneira visualmente mais fácil de distinguir tais momentos uns dos outros. Entretanto, o diretor escorrega um pouco no longa somente sobre sua condução narrativa – tornando-se dispersa em alguns momentos – como os inserts de uma radialista vietnamita, nos flashbacks, que, apesar do belo texto, soam mais como pausas que fazer o filme perder o ritmo, tirando alguma tensão de um ou outro momento – e a forma como insere algumas informações de certas figuras históricas as vezes soa apressada demais – algo que também, em poucos momentos, faz o filme parecer ser um pouco mais longo do que deveria – mas sem muita gravidade. Destacamento Blood acaba sendo uma aventura de guerra perfeitamente encaixada com o momento em que a brutal morte de George Floyd por policiais nos Estados Unidos causa revolta e muita indignação – Spike Lee, como sempre, sabe cutucar bem na ferida do problema – o racismo estrutural – que ainda faz com que os afrodescendentes paguem com suas vidas por apenas lutarem por seus direitos – em situações criadas por pessoas que, definitivamente, não se importam com as vidas negras – e qualquer obra contra isso agora é extremamente bem-vinda para ajudar a ilustrar a barbaridade de movimentos racistas e fascistas que ainda existem no mundo – algo que o final do longa deixa bem claro – de uma maneira tão forte e sincera que somente seu visceral realizador poderia fazer.
    Leonardo Pereira
    Leonardo Pereira

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    1,0
    Enviada em 15 de junho de 2020
    Spike lee tem toda o direito de fazer sua militância cinematográfica, nem que para isso o filme em si se torne só um pano de fundo para tal. O filme é mal roteirizado, cheio de deslizes e imperfeições, atuações canastronas e uma direção pouco inspirada. Pode funcionar como bandeira política, mas falha grotescamente como obra. Saudade de um tempo onde o diretor conseguia unir a critica social e racial a uma grande história, como em " Faça a coisa certa" .
    Emerson V
    Emerson V

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    1,0
    Enviada em 14 de junho de 2020
    O filme em si começa de forma interessante, mas vai descambando nos primeiros 50 min (de um total de mais de 2h30min) por refletir em praticamente todos os momentos a opinião extremamente pessoal e política de Spike Lee. A todo o momento o filme associa Trump e seus apoiadores à pessoas loucas e descontroladas, o q quando feito de forma inteligente, tornaria engraçado, mas no filme se faz presente de maneira muito excessiva. A questão racial é abordada de modo interessante, não apenas na etnia negra, mas tb na asiática, mas ao msm tempo o foco da história fica massante e desgastante. Recomendo a todos q assistam e tirem sua conclusão. A minha é q o filme possui muito mais o intuito de doutrinação do que de informar e entreter propriamente. Lamentável pois o início é bem engraçado e instigante.
    Kamila A.
    Kamila A.

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    3,5
    Enviada em 25 de junho de 2020
    Em tempos de “Black Lives Matter”, o filme Destacamento Blood, dirigido e co-escrito por Spike Lee, nos apresenta a discussões muito interessantes e que estão completamente inseridas dentro do momento atual. Em vários instantes do longa, a narrativa é interrompida, de forma a fazer uma ponte entre o que estamos assistindo (os negros sendo subjugados a diversos papeis ao longo dos anos) e à luta que foi travada por várias figuras importantes para a cultura negra norte-americana, como Martin Luther King, Malcolm X (personalidade que também teve sua história retratada por Spike Lee, num filme de 1992), dentre outros. Esse diálogo interno que ocorre em Destacamento Blood é uma faca de dois gumes. Na medida em que deixa o filme com a sensação de que ele é didático, e verborrágico, e longo ao extremo; essas intervenções são fundamentais para que possamos compreender muito do que está acontecendo na trama escrita por Danny Bilson, Paul De Meo, Kevin Willmott e Spike Lee; bem como as escolhas das personagens – embora haja um grande problema de desenvolvimento do roteiro, neste sentido. No longa, acompanhamos quatro veteranos da Guerra do Vietnã – Paul (Delroy Lindo), Otis (Clarke Peters), Eddie (Norm Lewis) e Melvin (Isiah Whitlock, Jr.) – que, na companhia do filho de Paul (Jonathan Majors), retornam ao país onde guerrearam para buscar os restos mortais de um companheiro de destacamento (Chadwick Boseman) e de vários quilos de ouro, que eles deixaram escondidos em uma das florestas nas quais estiveram combatendo. Como dissemos no início da nossa resenha crítica, Destacamento Blood é um filme muito atual. Parece que Spike Lee sabia o que estaria acontecendo nos Estados Unidos na época de seu lançamento. É um longa que incita muitas discussões e que é cheio de simbolismos, principalmente, aquelas que são reveladas nos muitos monólogos de Paul, o personagem mais bem desenvolvido do roteiro. Por isso mesmo, a atuação de Delroy Lindo acaba sendo o ponto alto desta obra. Não se surpreenda se ele se tornar favorito ao Oscar 2021 de Melhor Ator Coadjuvante.
    Luciano Natividade de Jesus
    Luciano Natividade de Jesus

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    2,5
    Enviada em 14 de junho de 2020
    trilha sonora incrível. a história É interessante mas o roteiro é montagem sao problemáticas. muitas convenções de roteiro pra história se alinhar e chegar a conclusão.
    Mirow Cavalcante
    Mirow Cavalcante

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    2,5
    Enviada em 21 de junho de 2020
    Filme regular. Começa bem, mas não acontece. Poderia durar 1h e não 2h30min. Roteiro enrolado, massante.
    Kleber
    Kleber

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    0,5
    Enviada em 29 de junho de 2020
    Filme apenas para militantes. O racismo começa quando você mesmo segrega sua raça de outras, e não importa qual. No filme os brancos são ruins, as pessoas más ou perturbadas do filme são pró Trump, os asiáticos não são confiáveis e por aí vai. O roteiro até é bom, mas para cada cena o diretor acha que precisa dar uma "lacrada" e isso faz com que tanta militância gere mais segregação do que o que mais o mundo precisa que é a união e respeito. A fala onde desmerecem George Washington porque ele tinha escravos é pavorosa. Na época isso era a realidade, as coisas mudam mas não se tenta mudar ou desmerecer pessoas que viviam em um passado histórico que hoje é irracional, mas que na época era o comum. Fazendo um paralelo básico, acredito que essa linha de pensamento será a mesma que num futuro onde teremos quase toda uma frota de carros elétricos, digam que Henry Ford e tantos outros automobilistas devam ser apagados da história porque trabalhavam com carros à combustão que gerava poluição, etc etc. É o que acontece quando pessoas favoráveis ao Ministério da Verdade de George Orwell fazem um filme. Patético.
    Cleibsom Carlos
    Cleibsom Carlos

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    2,5
    Enviada em 5 de julho de 2020
    Este é o filme mais fraco na longa carreira de Spike Lee. Confesso que fiquei na dúvida se o filme era mesmo dele, pois dele não emana a famosa rebeldia do cineasta. A forma caricata como os vietnamitas são representados ofende, a "superioridade " dos norte americanos, primeiramente, e dos franceses sobre os atrasados asiáticos incomoda, e isso é um pecado mortal para quem sabe e sentiu na própria pele a forma como os negros foram e são retratados por Hollywood. A NETFLIX já deu amostras de que não tem medo de ousar, portanto quero crer que nada foi imposto ao cineasta e que a acomodação de DESTACAMENTO BLOOD tenha vindo apenas dele. E o final apaziguador, digno das piores comédias românticas, deixa tudo mais melancólico ainda...
    Rodrigo M
    Rodrigo M

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    1,0
    Enviada em 12 de julho de 2020
    Me perdoem, mas é um verdeiro lixo. O início é até interessante mas próximo a metade vira uma bosta de filme. Ainda por cima, ao invés de focarem na história decidiram politizar o filme da forma mais imbecil possível. Para piorar, tem cenas patéticas que dá vergonha alheia do diretor. Parabéns, Netflix, seu streaming tá virando um palanque político da pior qualidade.
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