Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar
    Média
    3,6
    38 notas e 6 críticas
    distribuição de 6 críticas por nota
    2 críticas
    1 crítica
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    6 críticas do leitor

    Bruno Campos
    Bruno Campos

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    5,0
    Enviada em 20 de setembro de 2019
    Excelente! A direção de Marcelo Gomes (da obra-prima "Cinema, Aspirinas e Urubus") extrai arte pura de cada detalhe da cidade de Toritama, interior de Pernambuco. O crescimento da cidade é filmado à perfeição, através do processo de consecução de jeans, produto responsável por uma revolução ali. Onde antes tudo era rural - agricultura e pecuária de subsistência -, agora são trabalhadores, a maioria autônomos ou ganhando por bônus de produtividade. Em q pese a óbvia crítica às explorações do Capitalismo, os personagens deste doc assumem suas escolhas, e ainda circulam todo o ganho no sonho do Carnaval nas lindas praias de Alagoas. Imperdível.
    Edvaldo Santos
    Edvaldo Santos

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    2,5
    Enviada em 14 de julho de 2019
    Mais uma viagem de Marcelo Gomes. Um diretor de filmes sobre andanças e reflexões dos nordestinos pitorescos. O bem sucedido diretor tem talento indiscutível para entrar nos calabouços geográficos e nas profundezas da alma de um atípico ser humano nordestino. Em "Viajo porque preciso, volto porque te amo" seus personagens, nas caladas da noite, nos fazem pensar sobre o que faz o diretor nas madrugadas sombrias: Uma obsessão pelo obscuro ou um fetiche de gabiru? Agora, em ESTOU ME GUARDANDO PARA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR apresenta uma fotografia clara, vibrante, cores intensas. Um convite para uma possível apresentação de uma atividade econômica que vem mudando a vida da população local. Em uma chegada triunfal ao local de investigação (cidade de Toritama, interior de Pernambuco) vemos o contraste bem delineado entre a riqueza e a pobreza no enquadramento dos outdoors e da vegetação seca às margens da BR 104. Com uma edição extraordinária e um desenho de som dos mais qualificados vai apresentando ao mesmo tempo pessoas, e as ruas da cidade. A narração do próprio diretor nos indica quem estará no controle de nossa viagem. Mas, pra onde vai Marcelo? Se formos nos orientar pelo seu texto de sinopse começaremos a nos decepcionar. Ouvindo relatos de algumas pessoas sobre populações que migram para as praias em período de feriado prolongado (inclusive o Carnaval). ele reduz ao proletário da confecção de Toritama um único destino, um único lazer. Como loucos, desesperados saem os moradores para locais que lhes ofereça diversão. Algo não observado por Marcelo na região agreste. Pra quem não conhece a região acaba por acreditar neste conto. Tantos eventos da cidade e da região concentram milhares de participantes, como o Festival do Jeans de Toritama e as prestigiadas Festas juninas. O filme apresenta uma "investigação" nas fábricas residenciais, chamadas de "facções". Parece-nos que as lentes estão voltadas para apenas aqueles coitados que faturam alto e não sentem falta de assinar carteira de trabalho. O filme definha pelo que não mostra. As caminhonetes passam nas ruas e seus proprietários não são vistos. As grandes fábricas são compostas por máquinas de última geração. E estes proprietários? Onde estão? Poderiam estar lá, sim. Mas o recorte do diretor tem uma intencionalidade. Sustentar o que o título e a sinopse sugerem. Até uma filmadora é emprestada para registrar os possíveis "vexames dos matutos" no litoral. As cenas de pessoas ressacadas acordando são repetidamente exploradas. Com qual função no filme? Até o crescimento desordenado da cidade é retratado com pedreiros desajeitados. Será que esta apelação seria tão importante para apresentar as distorções capitalistas? Ou o aspecto jocoso do filme esta na proporção de sua venda como produto exótico? Em A GREVE, Eisenstein já explora todo este universo. O riso hoje é natural para o contexto. Estariam os personagens de Marcelo num contexto de chacota? Tudo isso muito lamentável para um grande cineasta que parece ao se conectar com suas origens sugere estar se desconectando, com uma ira sem razão de existir. Um bom filme para debater sobre a urbanização dos municípios do Nordeste.
    Anderson Gabriel M.
    Anderson Gabriel M.

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    4,0
    Enviada em 31 de dezembro de 2019
    Edvaldo não entendeu a antítese carnaval-trabalho. A ideia do autor não é reduzir as opções de lazer dos moradores ao carnaval, mas contrastar o regime disciplinado, rígido, previsível, uniforme e constante do trabalho taylorista ao carnaval, reconhecidamente uma festa de exageros, desvios. É como se aquelas pessoas acumulassem ao longo do ano uma tensão que só são autorizadas a liberar no carnaval. É algo característico do Brasil.
    Ana T.
    Ana T.

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    5,0
    Enviada em 24 de dezembro de 2019
    Encantada com a sensibilidade do diretor ao captar a indústria de Toritama, sobretudo com os moradores.
    Pamela Gaudio
    Pamela Gaudio

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    1,0
    Enviada em 23 de novembro de 2019
    Não gostei. Muito.........................................................................................................................................................................jeans.
    Rejane Marx
    Rejane Marx

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    5,0
    Enviada em 24 de novembro de 2019
    Achei maravilhoso e criativo um cara transformar o dia a dia das pessoas e fazer disso uma bela história que prende e desperta a atenção das pessoas pela vida das pessoas e alguns personagens como o Sr. João, Da. Adalgisa e claro que não poderia faltar, o Léo essa figura cativante, simples, trabalhador que deseja ser profeta, mas vamos combinar, é um filósofo kkkk. Adorei e achei rico em detalhes.🤗😍🎧📸
    Giulian Lin
    Giulian Lin

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    3,5
    Enviada em 1 de agosto de 2020
    Muito cuidado ao avaliar os moradores de Toritama como coitados. Regiões como aquela no Nordeste são diferentes e possuem um filtro diferente de sonhos e vontades. O valor, antes de ser um ótimo salário e poder aquisitivo, é a possibilidade de mandar os arrogantes se lascar**. Por isso eles sempre estão falando sobre não ter patrões e sobre como "dinheiro desvirtua". Eles sabem que o trabalho é duro, mas gostam de viver como estão afim, sem muita subalternidade. A paisagem árida, as pessoas ressecadas, causa estranhamento mas talvez não seja melhor ou pior que um centro urbano lotado e desigual, ou um padrão de povo boçal. São trabalhadores e sabem conduzir a vida com leveza e se divertir. O filme não se trata dos moradores de Toritama, nem da capital do jeans. São aspectos saudosistas do diretor, de seu pai, de sua infância. Embora não se trate de uma autobiografia, o filme foi feito em sinal de nostalgia pessoal. Particularmente não gosto muito desse perfil. Mas respeito esse trabalho que retrata uma realidade invisibilizada sem julgamentos apressados. Eu gostei. Foi bom ver aspectos do meu povo e vida na tela.
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