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Green Book - O Guia
Média
4,5
397 notas e 43 críticas
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43 críticas do leitor

Andre T
Andre T

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3,0
Enviada em 10/02/19
Talvez a maior dificuldade encontrada em Green Book, é o fato do filme não encontrar realmente seu lugar e tentar ser várias coisas ao mesmo tempo. De maneira geral ele é concebido para ser um road movie, contando a história por meio de capítulos com base nas cidades aonde os protagonistas passam. Em cada local o sentido do filme vai sendo modificado, passando do humor para o drama, para um tom mais crítico, voltando para o humor, tentando um teor mais reflexivo vez ou outra, e por aí vai. A questão é que em nenhum dessas situações o filme parece se encontrar. E por mais que consiga inserir reflexões perspicazes em certos momentos, a continuidade das cenas tiram toda o peso que foi intencionado. Isso é agravado com o principal assunto que o filme retrata: a intolerância humana. É difícil inserir humor em um assunto tão denso, e se inserido, deve ser muito bem feito, o que não ocorre aqui. Inclusive, acrescento que o humor inserido, além de não agregar a história, é muito mal utilizado como forma de suavizar situações extremamente complexas e delicadas. Nada disso tira a grandiosidade das interpretações de Mortensen e Ali, mas que também não são o suficiente para levantar o filme. A química entre os dois ocorre, mas é necessária sempre ser revigorada em virtude das quebras de roteiro. No terceiro ato essa cumplicidade é melhor vista, mas o tom piegas de seu final é difícil de ser engolido. A trilha sonora também não ajuda, é fraca, genérica e novamente capitular. A montagem faz o possível para unir a história como um todo, mas dada as dificuldades de roteiro e principalmente de direção, é até elogiável seu trabalho final (vide o fiasco de Bohemian Rhapsody, por exemplo). E por fim a fotografia consegue dar graciosidade ao filme e construir belos planos e angulações. Tecnicamente, é o melhor que o filme oferece. Green Book até tenta inserir questionamentos ao longo da história que fogem da temática do racismo, mas que não se sustentam e tornam-se muito rasos. Talvez na melhor cena do filme, que ocorre durante uma discussão entre os dois na estrada, vemos um ataque direto nas fraquezas um do outro. É bonita, traz reflexão, mas não traz peso e se dissipa logo na cena seguinte. No cinema dizemos que melhor que dizer, é mostrar. E pouca coisa é vista em Green Book. Desde seu início uma das intenções do filme é a desconstrução do personagem de Mortensen, de um racista velado para um talvez simpatizante à causa. Mas a jornada é confusa, pois no meio do caminho o enredo salta de um cenário de preconceito para um cenário de amizade. E o filme acaba dessa maneira. Assim, o racismo enrustido de Tony não termina e o início da amizade com um negro não interfere em nada seu pensamento sobre os demais. Não seria muito vago para os dias de hoje? E perceba o perigo desse desfecho, afinal, Tony pode até dizer que não é racista, pois tem até amigos negros, não é mesmo? Ou dizer que “os negros até que não são tão ruins assim, até construí amizade com um deles”. Não digo que o diretor devesse interferir na história original, mas poderia instigar isso ao seu público. Em muitos momentos do filme faltou essa coragem de assumir um discurso mais pesado. Quando estes momentos chegavam eram sempre atenuados com humor. E se a intenção do mesmo era de realmente não aprofundar o discurso, qual a necessidade do filme em si? O resultado é um filme pipoca e leve que esconde por trás uma ferida gigantesca e aberta, que em nenhum momento teve a intenção de tocar.
Lídia B
Lídia B

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4,5
Enviada em 24/01/19
Entrei no cinema sem saber de nada, como costumo fazer, e saí surpresa. Como pode essa temática da discriminação racional continuar tão atualizada, embora tratando-se de uma narrativa na década de 50? Discussões atuais, música boa, fotografia como há muito não se vê no cinema.. atores com rostos novos, emoção e humor bem dosados. Achei um ótimo filme, roteiro inusitado.
Elias S.
Elias S.

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5,0
Enviada em 14/01/19
Simplesmente um dos melhores filmes de 2018(se não o melhor),não tem um erro,tem um ótimo senso de humor bem trabalhado pelo diretor,para os atores Viggo e Ma
Mauro A
Mauro A

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2,5
Enviada em 26/01/19
É um filme água com açúcar e vem abordar um tema já gasto em Hollywood, o preconceito racial. Daí foi num tempo remoto pois até um presidente negro eles tiveram depois. Entretanto, o que mais me incomodou foi ter sido longo demais, a história não sai daquilo, em cada cidade que o pianista chega para tocar é sempre o mesmo problema e seu chofer lhe serve de guru. Existem algumas gags que o povo do cinema riu mas, de minha parte, só te aconselho a ir assistir se não tiver coisa melhor ou se você estiver bem acompanhado e quer ver uma coisa bem leve com ele ou ela.
Igor P
Igor P

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3,5
Enviada em 17/03/19
Green Book: O Guia É uma jornada sobre empatia. Coloca a narrativa sobre a perspectiva de Tony Lip (Viggo Mortensen), um sujeito racista que aceita um trabalho peculiar (leiam a sinopse). É portanto um road-movie, no qual vamos conhecendo Tony tão quanto Don Shirley (Mahershala Ali) dentro de um contexto problemático, auge da segregação racial nos EUA, principalmente na sua região Sudeste conhecida pelo seu histórico racista. O longa ameniza em muito o que de fato acontecia na época, mas em prol de uma trama mais leve e harmoniosa. Nesse quesito, nunca adentra nos problemas de verdade, apenas passeia superficialmente sobre temáticas relevantes. __ Possui um ritmo muito bem compassado, o trabalho de edição é notável. Pouco mais de 2h que passam tranquilamente, denotando muita fluidez. A fita se da muito melhor quando aposta no humor de relação da dupla protagonista, a dinâmica deles rende ótimos momentos. Algumas vezes cai em obviedades, quando temos um momento dramático entra uma senhora trilha para nos induzir a sentir aquilo que já tá explícito em cena, menos seria mais. O texto precisava ser melhor com o que está nas entrelinhas, embora consiga falar sobre um racismo institucionalizado. __ O filme definitivamente é de Mahershala Ali e de Viggo Mortensen, ambos indicados. Os dois conduzem a trama com muito ímpeto e química. O maior trunfo, pois sustenta a trama, fazendo-a progredir. Mahershala Ali manda muito bem em internalizar sentimentos, é elegante ao mesmo tempo que guarda uma raiva contida, um monstro em tela. Viggo é um canastrão racista, que entrega um personagem com trejeitos e um sotaque diferente, tudo isso muito crível. É bom vê-lo “mudar” como personagem. __ Green Book é muito bom. É regular quando precisa ser dramático e comentar problemáticas importantes, mas tem um ótimo timming para o humor que funciona como uma história atraente e espirituosa. É facilmente digestivo, e irá agradar a um grande público com mais facilidade do que alguns outros que também estão na corrida pela estatueta. Ainda sim, poderia ser sido mais do que é, embora isso não anule as positividades que o levam a ser memorável.
Carmem M.
Carmem M.

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3,0
Enviada em 14/03/19
É o tipo de filme que causa dó. Não é ruim, pelo contrário, é bom mas a história daria para tirar uma energia muito maior do que foi entregue no caminhar da trama. As atuações são ótimas e por determinados momentos é graças a Ali e Mortensen que deixam a trama de pé. Um bom filme mas que deixa um gosto de "falta algo a mais", talvez ter entrado de forma mais dramática e enérgica na vida artística e pessoal de Don. Fiquei aguardando o momento. Mas, é bom que se diga que apesar da história dramática ser de Don, o ponto de vista enfatizado é de Tony Vallelonga, o homem branco que é motorista de um negro em turnê pelo Sul segregado. Para mim faltou o outro lado, o lado do oprimido, do humano e do artista. Isso daria uma força colossal ao filme. Porém isso tudo é percepção minha e a sinopse deixa clara a intenção das 2h que te espera, além de ao saber que um dos roteiristas é o filho de Vallelonga pode-se imaginar por qual lado será contada a história.
SAMUEL L.
SAMUEL L.

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5,0
Enviada em 13/03/19
O filme é excelente. vale a pena assistir ao filme. “Baseado em uma história real” do pianista negro brilhante que deseja fazer uma tour no EUA, uma região marcada pelo atraso, pelo preconceito e pela violência racial. Para acompanhá-lo durante 02 meses de shows ele resolve ir a procura de um motorista/assistente. Ao longo do seu percurso o motorista passa a sentir na pele o racismo vivenciado pelo pianista 1 Foi indicado ao Globo de Ouro 2019 em 05 categorias. No final levou para casa 03 troféus: Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali), Melhor Filme Cômico Melhor Roteiro de Cinema. 2. Foi indicado ao Oscar 2019 em 04 categorias: No final levou para casa 03 troféus: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Mahershala Ali) Melhor Roteiro Original.
Paulo G
Paulo G

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3,5
Enviada em 10/03/19
O racismo no sul dos EUA na década de 60, mas ainda tão atual. Filmado em forma de "road movie", num tom demasiado suave e agridoce, que não corresponde à intensidade do próprio tema. Parece existir uma permanente preocupação de não chocar o espectador, reduzindo o enorme potencial do argumento à completa banalidade. O choque de contrastes da sociedade americana, apenas é filmado com bom impacto visual e dramático, na cena em que o pianista (Mahershala Ali) observa os trabalhadores negros num campo agrícola. Faltou mestria para que fosse esta a linha condutora do filme. Aquele que podia ser um dos grandes trabalhos da história do cinema, ficou reduzido um exercício cinematográfico simpático para se ver ao Domingo à tarde. Excelentes as interpretações de Mahershala Ali e Viggo Mortensen.
Marcos P.
Marcos P.

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5,0
Enviada em 09/03/19
O filme não só retrata o racismo em si, como também a humildade do ser humano. É um filme extraordinário, vale a pena assistir
Gustavo M.
Gustavo M.

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4,5
Enviada em 08/03/19
Veio com 3 dos elementos-enredo da temporada 2018: tema racial, música e século passado. De ótima construção, continuísmo e direção o filme é um presente aos olhos, ouvidos e coração. Mereceu o Oscar.
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