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    Amanda
    Média
    3,2
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    Rafael Y
    Rafael Y

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    4,0
    (Insta: @cinemacrica) Que tal um passeio por Paris? Se o convite aceito for o de Mikhaël Hers, esteja ciente de que estará, de fato, conhecendo Paris. Não há lugar no mundo absolutamente glamouroso, um ponto luminoso é o bastante para a manifestação da obscuridade. Assim como a tragédia não é imperativa, a hipotética brutalidade perene não resiste a intervenções doces. Isso é Paris. Nesse contexto social desnudo de idealizações, mas num retrato belamente sincero e atual, a pequena Amanda de 7 anos perde a mãe num atentado terrorista na romântica capital francesa. O amparo familiar não é robusto, cabe ao irmão de pouco mais de 20 anos decidir o futuro da tutela da criança. O contraste de perspectivas da cidade luz é chocante, funcional e criativo. De início, os planos de interação entre a ainda viva Sandrine e seu irmão David não poupam ambientações externas de uma cidade inspiradora. Em meio a textos bem desenvolvidos, os personagens evoluem suas essências de forma doce. A ruptura, que traz como sintoma uma cidade mais agitada, além de imprevisível, confere um toque poderoso à inserção do conflito narrativo que poderia recorrer a qualquer adversidade cômoda. Desse modo, além de introduzir uma nova fase, Hers disseca Paris mostrando de forma funcional o que ela realmente é. Os acertos do roteiro não se restringem à essa exposição sincera. A construção do drama e evolução dos personagens constroem-se de forma coesa a partir do trágico episódio central e retratos paralelos não burocráticos. Um exemplo é o romance de David: exercita o potencial avanço de maturidade que ora pode se orientar à solidificação da figura de um chefe de lar, ora à competência de criar sua sobrinha. De forma correta, não se perde tempo em possíveis brigas familiares sobre a guarda de Amanda, mas no processo de amadurecimento do protagonista e da sua relação com a garota. Um importante indicador de êxito da obra é o poder de sensibilização de Vincent Lacoste (David). Não é difícil enxergar sinceridade no protagonista. A entrega é tamanha que o exercício de empatia é imediato, sem esforço me coloquei na posição de assumir uma paternidade repentina e conturbada. Filme lindo.
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