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    Parasita
    Média
    4,3
    131 notas e 27 críticas
    distribuição de 27 críticas por nota
    16 críticas
    10 críticas
    1 crítica
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    27 críticas do leitor

    Juan M
    Juan M

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    5,0
    Enviada em 26 de outubro de 2019
    A crítica de Bruno Carmelo, sobre este filme, não é ruim. Apenas deixa de lado o quão impressionante esse filme é, e como se torna impossível desgrudar os olhos da tela, além da constatação "surreal" de como é possível um filme tão bom assim. Fiquei envergonhado por não conhecer melhor o cinema coreano. Sim, Bruno acerta em cheio quando menciona elementos simbólicos, caricatos, mas é tudo tão bem encaixado, roteiro, fotografia, atuações, direção, que o filme é completamente convincente ao que se propõe. Seduz, instiga, tensiona o suspense, joga com uma criatividade inacreditável. Ficamos na expectativa do desfecho, que faz o espectador aplaudir as 2 horas do filme. Há momentos de humor que nos fazem gargalhar, exposição de contrastes, momentos de filosofia e de intimidade. Repito: como esse pessoal fez um filme tão bom?
    Adam W
    Adam W

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    5,0
    Enviada em 28 de outubro de 2019
    Se fizermos o exercício de classificarmos as obras contemporâneas através dos gêneros primários do teatro – semelhante a separação realizada no Globo de Ouro, entre drama e comédia –, é certo que colocaríamos o sul-coreano Parasita no lado das comédias, apesar de todas as suas nuances que o tornam longe de ser algo convencional, seja lá em qual gênero ele se enquadre. A obra de Bong Joon-ho nos introduz a família Kim e justifica seu título logo na sequência de abertura. Vivendo de forma indigente em uma casa que se assemelha a um porão que, além do pouco espaço e da sujeira e insetos, materializa a metáfora da família viver abaixo da sociedade, já que a casa aparenta estar em um nível inferior à rua em que moram, os membros da família demonstram que se viram como podem, seja ganhando dinheiro dobrando caixas de pizza para uma pizzaria local, seja utilizando qualquer wi-fi aberto que puderem encontrar. A oportunidade, entretanto, bate à porta quando Ki-Woo (Choi Woo-sik), o filho mais velho dos Kim, recebe a visita de um velho amigo (Park Seo-joon) que lhe oferece a chance de ser tutor de inglês para a filha de uma família rica. O momento em que Ki-Woo chega à casa da elitizada família Park para a entrevista de emprego é ilustrado por um travelling que deixa claro a diferença que existe entre a vida das duas famílias. Enquanto os Kim esgueiram-se para viver em seu pequeno lar – facilmente encaixado no plano inicial –, os Park podem se dispersar por uma enorme casa, construída por um arquiteto renomado, tão grande que o plano médio utilizado por Joon-ho mal captura seu espaço. É também esta diferença de classes que molda a personalidade das duas famílias, pois enquanto que os ricos não precisam ter quaisquer preocupações mundanas e acabam soando demasiadamente ingênuos, os pobres parecem ter nascido com o dom da esperteza, já que não tarda para que toda a família Kim se instalem entre os Park, parasitando entre eles. Já a simetria entre a composição das famílias – pai, mãe, filho, filha – só evidencia mais ainda o distanciamento entre as realidades. A construção dos núcleos funciona para que a suspensão de descrença do público não seja exigida em níveis extremos: apesar dos planos por vezes serem muito mirabolantes, são críveis devido a soberba dos Park. Por exemplo, se a matriarca da família demonstra certa reverência a figuras e produtos americanos, usar dos EUA para atestar suas mentiras torna-se prática comum – usam até mesmo nomes americanos para soarem mais confiáveis – e conforme a farsa se mantém através destes pequenos detalhes, só é necessário um para acender uma faísca entre ambos, já que trazem à tona certos preconceitos do patriarca Park (Lee Sun-kyun). Entretanto, o texto co-escrito pelo diretor e por Han Jin-won acerta ao não estabelecer nenhum dos personagens como “vilões” propriamente ditos, já que não há pessoas más em cena, apenas comportamentos condenáveis por parte deles – o próprio Sr. Park é tido como um bom homem pelo Sr. Kim (Song Kang-ho), algo que é afirmado mais de uma vez. E é logo quando a obra parece perder o fôlego por permanecer neste lugar comum e a curiosidade de como Joon-ho pode concluir sua trama de forma coerente surge, que há um plot twist que transforma Parasita como um todo. O filme de comédia dá lugar a outra obra e o diretor pega seu público pela garganta, pois torna-se impossível imaginar quais os desdobramentos de um certo acontecimento. Joon-ho demonstra um preciso controle de câmera ao fazer com que o público, antes tão à vontade, seja preso em planos claustrofóbicos, incômodos e cheios de adrenalina. A partir daí, com o choque entre os núcleos ganhando contornos mais sombrios, o diretor cria planos contrastantes, que explicitam as aflições dos menos afortunados diante das “preocupações” dos Park, algo bem elaborado pela exemplar montagem de Yang Jin-mo, ágil nos momentos certos. Conforme se aproxima do final, Parasita coloca a luta de classes cada vez mais no centro da trama, trazendo um clímax à altura para o conflito de lados tão extremos. Com isso, a obra de Bong Joon-ho que começara como uma indiscutível comédia migra para outros gêneros, sem abrir mão de ser um entretenimento provocativo, ácido e impactante. E embora tende a explicar-se demais ao final, sua conclusão dolorosa cabe perfeitamente ao discurso da obra.
    Vinícius B
    Vinícius B

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    5,0
    Enviada em 8 de novembro de 2019
    Filme que te prende do início ao fim! Uma história incrível que se encaixa perfeitamente ao longo da trama e atuações ótimas. Nota 10
    Nelson J
    Nelson J

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    5,0
    Enviada em 3 de dezembro de 2019
    Filme ácido sobre as relações sociais. Uma família desocupada, aos poucos assume todas as funções serviçais de uma família rica e aos poucos seus abusos vão sendo revelado, bem como daqueles que foram substituídos e da própria família abastada. Genial.
    Ricardo L.
    Ricardo L.

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    5,0
    Enviada em 11 de novembro de 2019
    Um dos grandes filmes do ano e de um diretor diferente e acima de tudo super talentoso, sendo ele já uma realidade no meio, o grande Joon-ho Bong já tem obras excelentes como O expresso do amanhã e Okja, mas aqui ele tem seu melhor filme, destaca-se principalmente pelo roteiro excepcional com diálogos incríveis, atuações de primeira e um enquadramento de câmera ótimo. Parasite tem potencial para daqui alguns anos se colocado como Obra prima.
    Anderson  G.
    Anderson G.

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    4,0
    Enviada em 20 de novembro de 2019
    "Parasita" é um intrigante longa metragem que fala sobre as diferenças entre classe  sociais, abrindo diversos leques de discussões sem deixar de lado a parte artística que um filme precisa ter.  O roteiro conta a historia de um família koreana a beira da miséria que começa a se infiltrar e roubar empregos dentro de uma família rica, manipulado, sabotando e mentindo, até que todos os membros estejam empregados dentro do núcleo  familiar da rica familiar da rica família.  Diversos temas interessantes e subversões de papeis ocorrem, como, a família rica ser prejudicada e manipulada pela família pobre, mostrando que nem sempre dinheiro define caráter ou vilões e mocinhos, ou até mesmo endeusar o carisma da família rica  pelos mesmos não terem problema com dinheiro, diversos clichês são quebrados, e os dois núcleos familiares sofrem durante a obra que discute desigualdade social, honestidade e confiança, em uma obra que preza mais pelo seu enredo e direção do que propriamente dito abrir mais essas discussões, o que de certa forma é bom, pois cria um filme envolvente, direto e faz o telespectador refletir sobre tais questões do que simplesmente ter problemas sócias inseridos de forma forçada.  Bong Joon-ho conduz seu filme com uma técnica certeira, com uma fotografia azulada e uma trilha sonora clássica, o diretor usa muitos planos abertos e sempre se utiliza da composição de cenários para dar amplitude e profundidade as suas cenas, vale ressaltar também seus belos enquadramentos,  é uma bela direção, direta, e que as vezes até arrisca sair da zona de conforto, usando slow motion e planos sequencias. O material humano do longa é bom, todos encenam bem seus personagens, com destaque maior para Kang-Ho Song, o mais expressivo e imprevisível personagem e sun-kyun lee, que tem uma ótima presença de tela.  O longa, que é um dos favoritos ao oscar de melhor filme estrangeiro do ano de 2019 não é perfeito, falta o desenvolvimento maior de alguns personagens e alguns erros de continuísmos ocorrem porém a obra tem muitos acertos e é um dos destaques do ano. NOTA: 8/10
    Alan David
    Alan David

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    4,0
    Enviada em 11 de novembro de 2019
    Parasita é uma espécie de thriller com doses de humor ácido que pinta um retrato (no mínimo) perturbador da realidade. Para ler a crítica completa: http://www.parsageeks.com.br/2019/11/critica-cinema-parasita.html
    Alvaro Triano
    Alvaro Triano

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    5,0
    Enviada em 28 de novembro de 2019
    Se você ainda não assistiu um filme do criativo diretor sul-coreano, Bong Joon-Ho (Okja e Expresso do Amanhã tem na Netflix, O Hospedeiro e Mother) não sabe o que está perdendo. De longe, o diretor é um dos mais inventivos do mercado cinematográfico, e em seu novo longa “Parasita” ele consegue ascender e misturar sua cinematografia de forma majestosa, navegando em diversos gêneros e transformando esse trabalho em um obra impecável e única. Parasita conta uma história de desigualdade de classes, onde temos a família Kim, pessoas que vivem em extrema pobreza na Coreia do Sul e moram em uma casa (que mais parece um porão), abaixo do nível da rua, tanto que mendigos mijam em sua janela diariamente e eles precisam fazer pequenos bicos e “gambiarras” para sobreviver. Talvez gambiarra seja a palavra que define essa família na narrativa de Joon-Ho, pois desde a cena de abertura do filme, já temos um contato com os Kim tentando pegar o sinal de WiFi do vizinho, nesse sentido, fica claro para o receptor que eles não são tão bestinhas ou inocentes como parece. É tipo o “jeitinho brasileiro” de se virar ou fazer as coisas e isso fica evidente quando o filho deles consegue um emprego na casa da família rica. Do outro lado temos o contraponto ou espelho deles, a família Park, extremamente ricos, donos de empresas de tecnologia que vivem em uma luxuosa mansão e não passam pelos perrengues da outra família. O interessante disso tudo é que as duas famílias são compostas por 4 pessoas (pai, mãe, filho e filha) o que lembra muito o excelente filme “Nós” do americano Jordan Peele, que estreou também em 2019. Os dois longas retratam as facetas da desigualdade, mas também são literais em dizer que existe uma relação parasitária entre uma classe e outra, como se um dependesse do outro, mas quem é o parasita de quem? Talvez por se colocar no lugar do outro com suas vivências seja fácil definir isso, no entanto, o trabalho e toda a acuidade visual e metalinguística de Joon-Ho brinca conosco como uma montanha russa de emoções. Os Kim vivem em um plano abaixo, quase um esgoto, enquanto que os Park vivem acima. Para chegar na casa dos Park existem inúmeras subidas e escadas, enquanto os Kim é só ladeira abaixo, contrastes visuais, metalinguagem e uma narrativa muito bem elaborada para uma temática relativamente simples, que faz do Parasita um filme soberbo, brilhante e até indigesto com suas diversas reviravoltas. Para mim um dos melhores filmes do ano!
    Priscila F.
    Priscila F.

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    5,0
    Enviada em 19 de novembro de 2019
    Diria que o filme é impactante, pois através de forma que de início parece até cômica faz uma crítica profunda à sociedade sul coreana. Também é um filme tenso que prende a atenção dos espectadores do início ao fim. Essa crítica social caberia perfeitamente a outros países e não apenas à Coréia do Sul.
    Bruno Campos
    Bruno Campos

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    4,5
    Enviada em 19 de novembro de 2019
    Ótima alegoria sobre as enormes disparidades entre a burguesia e o proletariado. Uma família pobre q vive num porão infiltra-se aos poucos na casa de uma família rica. O diretor explora com bastante precisão, acidez e ironia a fragilidade da bolha da classe alta, através da necessidade de uma "indicação de confiança", para contratar alguém para algum serviço em casa. Lentamente, o drama vai ganhando tons de suspense e tragédia, expostos através de uma grande enchente q evidencia ainda mais o absurdo das castas do nosso cotidiano.
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