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    A Esposa
    Média
    4,0
    192 notas e 25 críticas
    12% (3 críticas)
    32% (8 críticas)
    44% (11 críticas)
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    25 críticas do leitor

    Kamila A.
    Kamila A.

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    3,5
    Enviada em 18 de abril de 2019
    Um detalhe é muito importante e não passa despercebido por um espectador mais atento, enquanto estamos assistindo ao filme A Esposa, dirigido por Björn Runge: os silêncios, em meio ao sentimento de desconforto, que a personagem Joan Castleman (Glenn Close, em performance indicada ao Oscar 2019 de Melhor Atriz) nos passa. Essas nuances são alguns dos sinais iniciais de que nada nessa historia é aquilo que parece. Quando A Esposa começa, estamos diante de um inquieto Joseph Castleman (Jonathan Pryce). Sua angústia tem motivo. Como saberemos a seguir, Joe não só estava cotado, como acabaria se tornando o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1992 (ano em que o filme se passa). Sua incredulidade diante do acontecimento vem acompanhada de uma Joan chocada, quase anestesiada, diante do anúncio. O roteiro escrito por Jane Anderson (tendo como base o livro escrito por Meg Wolitzer) enfoca o olhar justamente sobre o pós-anúncio do prêmio, principalmente sobre os acontecimentos que ocorrem em Estocolmo, num momento anterior à entrega do Nobel, quando Joe e Joan viajam, acompanhados do filho David (Max Irons). O prêmio traz à tona os últimos 40 anos da vida de Joe e Joan como casal, quando ela sacrificou suas aspirações, passando a viver, praticamente, a vida do marido, como sua apoiadora, ou, como Joe bem define, como a sua verdadeira metade. Justamente por lançar o olho em cima do casal Joe e Joan, o que acaba chamando mais a atenção em A Esposa é o verdadeiro duelo de atuações entre Glenn Close e Jonathan Pryce. Ambos estão perfeitos na pele de um casal que, apesar da vida pública, conseguiu se fechar tanto ao ponto de manterem intactos segredos que seriam sufocantes para alguns – o que também explica muito destes sentimentos que Joan nos passa.
    Luiz Antônio N.
    Luiz Antônio N.

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    3,0
    Enviada em 9 de fevereiro de 2019
    Enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe e sua carreira literária. Assediada por um jornalista ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos enterrados finalmente virão à tona. o filme é muito bom, uma reviravolta que nos deixa de boca aberta, com uma atuação da Gleen Close digna do Oscar, um filme que me surpreendeu positivamente não esperava que fosse tão bom⭐⭐⭐
    Alan David
    Alan David

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    3,0
    Enviada em 6 de janeiro de 2019
    A Esposa é uma história comum e satisfatória que entrega uma trama que não tinha muito que contar, mas graças as atuações dos seus protagonistas da um interesse maior pela situação ali que mostra o quanto concessões são feitas em pró do amor ou de algo que realmente nem a pessoa sabe por que aceita, apenas faz o seu trabalho para manter a família, apesar de chegar em um ponto que não aguenta mais. Filme bom apenas e funcional na proposta apresentada. Para lê a crítica completa no ParsaGeeks que assistiu o filme na cabine de imprensa, link a seguir: http://www.parsageeks.com.br/2019/01/critica-cinema-esposa.html#more
    Rodrigo Gomes
    Rodrigo Gomes

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    4,5
    Enviada em 23 de março de 2019
    Um roteiro simples, mas com grande profundidade. Assim vemos uma personagem marcante e completamente expressiva, interpretada majestosamente por Glenn Close. Com ótima direção e bem escrito, é um grande filme. Excelente. Mesmo linear, transmite muitos sentimentos em seus diálogos e jogos de câmera.
    Otavio W.
    Otavio W.

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    3,0
    Enviada em 22 de janeiro de 2019
    Hoje dia de assistir um filme com uma grande atuação, mas uma história que que parece ter não conseguir focar totalmente em um só objetivo, deixando uma grande ideia ser, por vezes, sobreposta por outra bem mais simples e pouco elaborada. O filme conta a história de um ganhador do Nobel que parece ter toda sua genialidade mascarada por se aproveitar da própria esposa, que mantém toda sua vida por detrás da faixada que ele mesmo cria para se valorizar. Toda tranquilidade do protagonista é bem observada pela sua esposa, que se mantém quase sempre submissa, incluindo o relacionamento com a família e amigos, e mostra a boa atuação da Esposa, desde o começo, facilmente se transmite uma tensão suprimida, a ponto de explodir a qualquer momento. O relacionamento com a família é bem mais explícito, com um filho com personalidade mais explosiva e caótica, que logo expões os problemas mais claramente. Para complementar o drama, ainda há um escritor quase perseguidor do protagonista, que a qualquer custo quer descobrir a verdade. Com esses 3 núcleos bem misturados, o filme não foca totalmente na submissão da esposa e deixa muito claro, que o problema é algo mais familiar, com pessoas com personalidades distintas se digladiando, tudo devido a submissão da esposa em vários níveis. Em vários momentos flashbacks são mostrados para esclarecer como tudo se formou, mesmo que seja algo complementar, nada parece bem encaixado, parecendo algo descartável. Essa mistura de fatos evolui até a Esposa realmente 'explodir' confrontar as atitudes do marido, num ato final do filme, que não deixa ser finalizado por completo, mostrando que todo o conflito, que apesar de ser algo pesado, pareceu mais uma briga familiar, ou gerado por uma superexposição do que um conflito por submissão. No geral, um filme que tem um bom roteiro e que tem uma atuação bem agradável da protagonista, mas que na continuidade falha um pouco em dar foco em algo único, misturando vários fatores que dentro de um núcleo familiar pode ser até algo comum, sem grandes surpresas. #CinetecaXinguê #filme #movie #cinema #Kinoplex #shopping #VilaOlimpia #ShoppingVilaOlimpia #PrimePass #AEsposa #TheWife #drama #família #literatura #prêmio #Nobel #amigos #romance #escritor #livros #morte
    Bruno Campos
    Bruno Campos

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    3,5
    Enviada em 4 de abril de 2019
    O filme começa excelente, com humor à moda britânica, mas aos poucos cai vertiginosa e vergonhosamente num plágio de "Monsieur & Madame Adelman". Glenn Close está muito bem, porém não chega a uma atuação incrível.
    Dagoberto M.
    Dagoberto M.

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    4,0
    Enviada em 8 de março de 2019
    Glenn Close merecia o Oscar, o Globo de Ouro e todos os prêmios compatíveis com sua excelente atuação. Eu Dagoberto, indico para todas mulheres que levaram suas vidas pelo bem de suas famílias. Com certeza vão se identificar...
    c4rlc4st
    c4rlc4st

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    3,5
    Enviada em 17 de fevereiro de 2019
    O roteirista tinha uma excelente história em mãos. Apesar de ser uma ficção, o absurdo que acontece nessa trama é real e pode ser confirmado na história que serviu de base para Big Eyes, de Tim Burton. Mas infelizmente o roteiro não consegue extrair toda a força que o conflito poderia render. Temos pelo menos três grandes facilitações narrativas e alguns momentos bem piegas que destoam da imagem sotisficada que o filme tenta passar. Apesar de tudo isso, não é um filme ruim. Além das atuações incríveis da dupla principal (ela, hipnotizante. ele, detestável. e isso é um reconhecimento do bom trabalho), gostei muito da forma em que a história não entrega de bandeja quais são os conflitos que o casal têm, e ao serem lentamente revelados, passamos a entender o motivo das reações e do desconforto da personagem da Glenn Close. Essa sacada torna tudo mais interessante, pois o filme quebra nossas expectativas e desafia nossa capacidade de dedução.
    João Carlos Correia
    João Carlos Correia

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    4,5
    Enviada em 10 de janeiro de 2019
    O ex-beatle John Lennon (1940-1980), em uma das várias entrevistas concedidas após a dissolução do grupo, disse que "Há sempre uma grande mulher atrás de cada idiota". Ao conhecer sua segunda esposa, a japonesa Yoko Ono (1933- ), o próprio John reconheceu que tornou-se mais feminista, pois Yoko abriu-lhe os olhos quanto ao machismo e a opressão que as mulheres sofrem em nossa sociedade até os dias de hoje, mesmo com as muitas conquistas obtidas por elas. Esse feminismo de Lennon está refletido na canção de autoria do casal, Woman is The Nigger of The World (A Mulher é o Negro do Mundo). Em um daqueles casos no qual a vida imita a arte, a frase de Lennon pode ser encaixada na premissa d' A Esposa. Joan Castleman (Glenn Close, de Ligações Perigosas) é a esposa do afamado escritor Joe Castleman (Jonathan Pryce, da franquia Piratas do Caribe), que foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura. Joseph conquista o prêmio e ele, Joan e o filho, David (Max Irons, de Colheita Amarga), viajam para a capital da Suécia, Estocolmo, para receber o prêmio. No mesmo avião, segue o jornalista Nathaniel Bone (Christian Slater, de Jovens Demais Para Morrer) que insiste em escrever uma biografia de Joseph. Ao chegarem ao seu destino, vários fatos que lá ocorrem fazem com que Joan comece a questionar e repensar a sua vida com Joseph desde quando conheceram-se até aquele momento. Baseado no romance da escritora Meg Wolitzer, A Esposa é uma produção independente que retrata um tema ainda muito em voga nos tempos atuais: a mulher posta em situação de inferioridade em relação ao homem independente de sua cor, raça, credo, origem, condição intelectual, social e/ou financeira. Uma cena que retrata bem esse tema é quando a jovem Joan (Annie Starke, de A Beira do Abismo) vai pedir conselhos com a escritora Elaine Mozell (Elizabeth McGovern, da série Downton Abbey) e esta a desencoraja, pois, mesmo sendo ela mesma uma autora talentosa, respeitada e de opiniões firmes, foi posta em um patamar abaixo dos autores masculinos. O diretor sueco Björn Runge é pouco conhecido fora de sua terra natal, mas tem uma sólida carreira tanto no cinema quanto na TV locais. Chamou atenção ao conquistar o prêmio "Blue Angel" no Festival de Berlim, em 2003, com o filme Ao Romper do Dia. A Esposa é a sua primeira produção internacional de destaque na qual trabalha com grandes astros e estrelas (embora já tenha feito vários filmes com a sua conterrânea Pernilla August, da saga Star Wars). Runge tem uma mão experiente e segura em seu trabalho de direção e faz o filme fluir bem, inclusive na transição para as cenas de flashback. A Estocolmo que mostra ao público é bela e fria, mas não de uma frieza indiferente, mas que envolve e toca as emoções. Nisso é ajudado pela bonita fotografia de Ulf Brantas (de Nós Somos as Melhores!). Ainda que sem nenhuma intenção deliberada, Runge insere o feminismo de John Lennon na trama para que todos - em particular os homens - possam tanto acompanhar como compreender o sacrifício e a submissão de Joan a Joe desde que esse era um jovem professor universitário (vivido por Harry Lloyd, da série Game of Thrones). No início, Joan nos passa a impressão que é um mulher tímida e decididamente caseira, dedicada ao lar, os filhos, o marido ("Já tomou o seu remédio?") o qual, com sua personalidade dominadora, sempre a deixa sob sua sombra, como uma medíocre "mulher invisível". Porém, à medida que o filme corre, pode-se perceber que Joan é realmente tímida, mas não é "invísivel" ou medíocre - embora pareça assim aos parentes e amigos. É muito inteligente e tem tanta nobreza dentro de si que está disposta a fazer os maiores sacrifícios, o que incluía uma possível carreira brilhante como escritora em sua juventude, para apoiar a do marido. Por amor, fica submissa. Joe é o idiota ao qual se referia Lennon. Carreirista, mulherengo, cínico e ganancioso, é o perfeito estereótipo do macho bobo que, com sua dominação sobre a mulher aliado ao seu carisma pessoal, consegue disfarçar seus defeitos de caráter e adquirir fama, mas, no fundo, sabe que ele é o medíocre ao invés de Joan. Seu domínio tirânico atinge igualmente o filho, David que, apesar de estar a par de como o pai trata a ele e a mãe, quer desesperadamente seu amor e aprovação para que, assim, possa libertar-se da dominação paterna e ter sua própria vida e carreira. Max Irons é daqueles atores que vão melhorando a cada filme e, em um curioso paralelo com seu personagem, deixa gradativamente de ser o filho de Jeremy Irons (Liga da Justiça) para ser um astro com brilho próprio. O mesmo vale para Annie Starke que - para aqueles que ainda não sabem - é filha de Glenn Close, e para Harry Lloyd, tetraneto (!) do escritor Charles Dickens (1812-1870). Não é a primeira vez que Christian Slater interpreta um jornalista (fez um papel semelhante em Entrevista Com o Vampiro) que, aqui, é também uma mistura de biógrafo com paparazzo, doido para descobrir algum "podre" da família Castleman e incluí-lo no livro que quer escrever sobre Joe. Ele também é a ponte que leva o público a descobrir o segredo de Joe e Joan. O inglês Jonathan Pryce foi uma ótima escolha para interpretar Joe Castleman. Mesmo fazendo bem o sotaque estadunidense (Joe é dessa nacionalidade), mantém a fleuma britânica, o que dá um toque blasé que aumenta a autenticidade do personagem interpretado. Afinal, mas não por último, temos Glenn Close. Atriz versátil e extremamente talentosa que interpreta com a mesma convicção personagens tão díspares como a psicopata sexy Alex Forrest, de Atração Fatal (1987); a rainha Gertrude, em Hamlet (1990); a primeira-dama dos EUA Marsha Dale, em Marte Ataca! (1996); e traveste-se em homem no filme Albert Nobbs (2011). Em A Esposa, Glenn está na sua maturidade e no seu auge como mulher e atriz em um trabalho magnífico de interpretação. Na cena em que Joe faz o discurso de agradecimento do Prêmio Nobel e o dedica a Joan, Glenn, sem dizer uma única palavra, consegue transmitir emoções tão fortes e conflitantes que é difícil não ficar impressionado e comovido. Nesse conflito de emoções podemos perceber a grandeza da mulher que durante tantos anos acompanhou e apoiou um idiota e que, finalmente, liberta-se de sua "invisibilidade" e tem a sua hora e vez. A atuação de Glenn já lhe valeu os prêmios de melhor atriz dramática no Satellite Awards, em 2018, e o Globo de Ouro deste ano, no qual derrotou a favorita Lady Gaga, de Nasce Uma Estrela (2018). Falta o Oscar, prêmio para o qual já foi indicada seis vezes. Desta vez virá? Ainda é preciso aguardar as indicações, mas, se Glenn for indicada, atrevo-me a dizer que ela será a grande favorita ao prêmio. Porém, o Oscar é conhecido por suas injustiças... A Esposa é um filme que leva a várias reflexoes sobre amor, casamento, solidão, machismo como intsrumento de opressão que atinge principalmente as mulheres, mas também minorias como a comunidade LGBT, afrodescendentes e os índios; e o feminismo como instrumento de compreensão das almas das mulheres. Nesta era das trevas a qual vivemos atualmente e sob um governo fascista que quer destruir os direitos sociais que tão arduamente foram conquistados pelo povo, A Esposa é um filme que nos dá a certeza que a opressão e a tirania, por mais tempo que durem, inevitavelmente caem e nem mesmo uma "invisibilidade" imposta pode impedir essa queda.
    Mário Sérgio P.Vitor
    Mário Sérgio P.Vitor

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    4,5
    Enviada em 16 de janeiro de 2019
    Uma atuação sublime torna imperdível o filme A ESPOSA. Glenn Close brilha no papel da esposa de um ganhador do Nobel de literatura que, aos poucos, vai descortinando seu drama interior. Merecidamente, a atriz já arrebanhou o Globo de Ouro e o Critics' Choice (prêmio da crítica de Hollywood), tendo empatado, neste último, com Lady Gaga por NASCE UMA ESTRELA. Gaga está ótima, mas, sua atuação passa longe da sutileza de Glenn que nos faz cúmplices de seu drama com pequenos gestos e olhares intensos. Jonathan Pryce (muito lembrado como Peron no filme EVITA) também está excelente como o marido ególatra e infiel. Casamento e outras relações familiares conturbadas, convívio na terceira idade, masculinidade, papel social da mulher, mudanças comportamentais e geracionais: um olhar aguçado sobre todas essas questões, num roteiro enxuto e muito tocante.
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