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    Cafarnaum
    Média
    4,2
    123 notas e 24 críticas
    distribuição de 24 críticas por nota
    14 críticas
    9 críticas
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    24 críticas do leitor

    Igor P
    Igor P

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    4,5
    Enviada em 17 de março de 2019
    Cafarnaum O cinema ficcional aqui se funde a realidade, o que estamos vendo anda de mãos andadas com um registro do cotidiano daquele lugar, é o retrato da margem de uma sociedade já margeada, caótica e corrosiva. O patriarcado, o drama dos imigrantes ilegais, o tráfico de pessoas... são elementos a mais em um filme que propõe-se a contar a história de Zain, e de como ele se relaciona ante a esse mundo infortuno. A trama de uma jovem criança obrigada precocemente a ser adulta. É valioso ver como isso se contrasta a momentos que nos lembram que ainda existe uma infância ali escondida, tolhida em prol da malícia necessária para sua sobrevivência. _ A direção de Nadine Labaki é muito eficiente em trazer a tona os sentidos das imagens que põe em cena, a montagem é essencial nesse quesito. A câmera vacilante e trêmula que acompanha Zain pelas ruas de Beirut nos conecta a aquele mundo instável e emergente. O roteiro desliza rente a seu termino, ao entregar um desfecho minimamente incompatível com a realidade tão precisa que vinha sendo escolhida até ali. A necessidade de fechar certos arcos é desnecessária, mas se ameniza com uma ótima sacada que talvez passe despercebida aos olhos distraídos. _ Zain Al Rafeea (Zain) é uma força da natureza, impressionante o que o garoto faz em cena. Carrega o filme consigo, dando uma aula de versatilidade e domínio sobre seu personagem. Cada sentimento expressado é autêntico, impossível não criar empatia e o creditar como uma das melhores atuações infantis que se tem registro. O destaque realmente é das crianças, inclusive, tem mais uma que me deixou incrédulo devido ao tamanho trabalho que foi feito consigo. _ É também uma obra sobre a cadeia cíclica envolta dos vários ''Zain's'' que vivem pelo mundo. É forte por apontar para uma vivência não distante da nossa, de um mundo real onde existem seres com lampejos de empatia, mas não o suficiente para querer sequer mudar a realidade que está em nossas esquinas. E nessa narrativa toda nos cabe a reflexão de até que ponto nós somos meros telespectadores, assim como no filme que acabamos de assistir. Preciso, urgente e agridoce... Cafarnaum.
    Kamila A.
    Kamila A.

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    5,0
    Enviada em 9 de abril de 2019
    Além de ser o título do filme dirigido e co-escrito por Nadine Labaki, Cafarnaum é um termo que faz referência ou a um lugar em que há tumulto ou desordem ou a um local onde objetos diversos são amontoados ou guardados desordenadamente. Ou seja, quem está no cafarnaum está diante do caos. Quando conhecemos a realidade na qual Zain (Zain Al Rafeea) vive, entendemos o por quê do longa ter esse nome. Aos doze anos, Zain é um típico exemplar de uma criança que, devido às suas circunstâncias de vida, não consegue ser, agir e ter as mesmas experiências que outros meninos de sua idade. Ele não estuda ou tem momentos de lazer. Da forma como é retratado pelo roteiro, Zain é o que podemos chamar de provedor de sua família, o verdadeiro adulto da casa. Ele trabalha e se submete a diversas situações degradantes e sufocantes para poder trazer o sustento para seus pais e seus irmãos. Apesar da pouca idade, é certo que Zain tem uma consciência muito grande do seu papel e das responsabilidades que ele possui. Chega a ser chocante que ele seja o único a se sentir revoltado quando sua irmã, de 11 anos, a quem ele amava muito, é forçada a se casar com um homem mais velho. Para os pais dele, o que era uma oportunidade de se “livrar” de mais uma boca para alimentar, para Zain significou o limite do que ele podia suportar. A jornada de Zain, spoiler: do momento em que ele decide sair de casa, até o instante em que ele faz a escolha que mudará por completo o curso de sua vida , é o eixo principal de Cafarnaum. No filme, o menino entra em contato com pessoas e com histórias semelhantes à sua, ao mesmo tempo em que vivencia um estranho sentimento de acolhimento, de cuidado e de amor, diante de toda essa confusão que é a existência dele. Vencedor do Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Cannes 2018 e indicado ao Oscar 2019 de Melhor Filme Estrangeiro, Cafarnaum é um longa intenso e forte, que deixa a gente com um nó na garganta difícil de desatar (mérito de uma atuação visceral do menino Zain Al Rafeea). Mais do que uma história de um garoto que é uma vítima de uma realidade injusta de miséria e de exploração que ele não escolheu viver, de um Estado que não ampara seus habitantes e de pais negligentes; este é o relato de algo que é muito mais comum do que a gente imagina. Existem muitos Zains por aí.
    Otavio W.
    Otavio W.

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    2,0
    Enviada em 9 de fevereiro de 2019
    Hoje dia de assistir um filme árabe com uma bela lição de vida, mas que se desenvolve numa história e personagens muito exagerados, não deixando muito claro essa lição de forma explícita. O filme conta como um jovem garoto tem que assumir diversas responsabilidades, desde as obrigações com a família, cheia de trambiques e maracutaias, até sobreviver na sua grande aventura, cheia de coadjuvantes e loucuras, com bastante exagero, para mostrar o quanto é complicado viver num mundo onde as pessoas parecem mais abandonadas do que ajudadas. A introdução mostra uma situação louca, de como uma criança culpa os pais por tê-la colocado no mundo, algo pesado, mas que serve bem para o que está por vir. A aventura tem um bom drama inicial, focado na venda de crianças para casamentos arranjados, e isso logo coloca o protagonista numa outra aventura, de abandonar tudo em busca de algo melhor. mesmo que seja interessante e dramático acompanhar a aventura, tudo é exagerado para o universo de uma criança. As escolhas parecem mostrar a ingenuidade misturado com a responsabilidade. Mesmo para um adulto, algumas decisões seriam um tanto fortes, mas o filme deixa uma certa simplicidade nas decisões, tudo parece ter uma única saída, até mesmo nas situações super dramáticas. Até o fim do filme tudo parece não querer se resolver, parece mais uma aventura louca, dramática e infinita. Para fechar o elo, tudo parece se resolver para se chegar no ponto introdutório, mostrando que a acusação louca é fruto de algo pesado e indigesto, que merece muita atenção, além de prolongar ainda mais o drama que o filme mostra. No geral, um filme que mostra uma aventura muito louca e exagerada para mostrar uma lição de vida que não precisava desses exageros, alguns dramas parecem nem pertencer a isso, deslocando um pouco o objetivo durante o miolo do filme, mas outros merecem bastante atenção para algo muito maior. #CinetecaXinguê #filme #movie #cinema #ItauCinemas #RuaAugusta #PrimePass #Cafarnaum #Capharnaüm #drama #violência #tráfico #pessoas #família #crime #morte #processo #infantil #criança #dinheiro #julgamento
    Tiago M.
    Tiago M.

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    4,5
    Enviada em 17 de janeiro de 2019
    É certamente um filme que simplifica algumas questões e aposta em coincidências convenientes para contar sua história. Mas a direção apaixonada de Nadine Labaki e as atuações ultra realistas do elenco elevam o filme e tornam impossível não se identificar e compartilhar a raiva e luta do pequeno protagonista. Se em "Roma" sobra apuro técnico e falta um pouco de calor humano e empatia com os personagens, "Cafarnaum" apesar de alguns deslizes do roteiro transborda paixão.
    Tarcísio Braga
    Tarcísio Braga

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    4,0
    Enviada em 31 de março de 2019
    Esse filme foi indicado a Oscar de Melhor Filme Estrangeiro 2019 e Prêmio Globo de Ouro: Melhor Filme Estrangeiro 2019. Aos doze anos, Zain (Zain Al Rafeea) carrega uma série de responsabilidades: é ele quem cuida de seus irmãos no cortiço em que vive junto com os pais, que estão sempre ausentes graças ao trabalho em uma mercearia. Quando sua irmã de onze é forçada a se casar com um homem mais velho, o menino fica extremamente revoltado e decide deixar a família. Ele passa a viver nas ruas junto aos refugiados e outras crianças que, diferentemente dele, não chegaram lá por conta própria. O filme mostrar uma realidade dura é cruel, com personagens firmes e diálogos profundos, ao longo das cenas ficar claro a verdade que o autor que mostrar, das famílias pobres sem uma perspectiva de futuro e com um presente incerto, uma sociedade sem empatia que carregar os problemas de um país em guerra e de uma infância arranca pelas responsabilidades do dia a dia. O filme tem um bom roteiro e uma ótima fotografia, alguns cortes de cenas e ângulos de câmaras ficaram errados para certos momentos, o filme garante ao telespectador uma emoção carregada de reflexão e revolta. Em sites especializados a minha nota foi de 4,0/5 e na minha lista pessoa foi de 8,5/10. Assinado: Tarcísio Braga
    Ricardo L.
    Ricardo L.

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    5,0
    Enviada em 5 de maio de 2020
    Um dos melhores filmes de 2018! Aqui temos uma história que não só comove, como alerta o mundo sobre desigualdades, tanto social como cultural que aflige uma sociedade doente e egoísta, com um a direção excepcional da boa diretora Nadine Labaki que consegui aqui ter seu melhor trabalho, se entregando totalmente, com enquadramentos bem feito e dando o tempo certo em todos os diálogos, destaque ainda para a atuação espetacular de Zain Al Rafeea que interpreta um pequeno garoto que leva consigo todo o peso familiar. Cafarnaum é uma obra de arte.
    Luiz Antônio N.
    Luiz Antônio N.

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    4,0
    Enviada em 3 de abril de 2019
    Depois de fugir de seus pais negligentes e abusivos e cometer um crime violento, um esperto garoto libanês de doze anos é condenado a cinco anos de prisão. Como protesto contra a vida que lhe foi imposta, ele processa o casal que o criou. um filme Libanês que Vale realmente cada minuto, com mais de duas horas de duração, mas foi sensacional só o sofrimento do menino já nos emociona do começo até o fim, dá vontade de poder cuidar dele, filme muito bom recomendo Com certeza⭐⭐⭐⭐
    Nelson J
    Nelson J

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    5,0
    Enviada em 25 de fevereiro de 2019
    Obra prima que poderia ter levado o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas que perdeu para o lobbie pró México. Filme retrata a miséria e o drama das pessoas que buscam refúgio. Um garoto de Alepo sofre com a miséria da sua família que vende filhos para se sustentar e na rua presencia mais miséria de refugiada de um lugar ainda pior que veio como prostituta, mas que ao engravidar fugiu para manter a criança escondida. O garoto irá processar os pais por ter nascido e pede para que não tenham mais filhos, pois não os amam.
    Bruno Campos
    Bruno Campos

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    4,5
    Enviada em 26 de dezembro de 2018
    A incrível história de um menino de 12 anos q cuida dos irmãos, abandona os pais para viver com refugiados e os processa, para q não tenham mais filhos. Fortíssimo, tocante e real. Imperdível.
    Pedro F.
    Pedro F.

    Segui-los 17 seguidores Ler as 113 críticas deles

    5,0
    Enviada em 24 de março de 2019
    É sem dúvida um excelente filme, muito realista e tocante que consegue fazer com que o espectador se impressione com tal realidade.Levantando discussões importantíssimas sobre diversas mazelas que afetam menores de idade em países muito pobres.O roteiro do filme é muito bom, os cenários são bem feitos e as atuações são excelentes.Cafarnaum é quase que um filme obrigatório!Excelente!🖤
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