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    Beduíno
     Beduíno
    4 de maio de 2017 / 1h 15min / Drama
    Direção: Júlio Bressane
    Elenco: Alessandra Negrini, Fernando Eiras
    Nacionalidade Brasil
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    Imprensa
    3,8 4 críticas
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    Sinopse e detalhes

    Não recomendado para menores de 12 anos
    Um curioso casal de dramaturgos leva a vida através da arte, onde cada um dos atos das suas existências representam certa conexão entre a vida real e o que é encenado. Com repetições e múltiplas representações entrelaçadas, dentro de um cenário de luz e sombras, a esperança e o desespero se misturam.
    Distribuidor -
    Ver detalhes técnicos
    Ano de produção 2016
    Tipo de filme longa-metragem
    Curiosidades 1 curiosidade
    Orçamento -
    Idiomas Português
    Formato de produção -
    Cor Colorido
    Formato de áudio -
    Formato de projeção -
    Número Visa -

    Trailer

    Beduíno Trailer 2:05
    Beduíno Trailer
    1 110 visualizações
    Pela web

    Elenco

    Ficha completa

    Fotos

    Curiosidade das filmagens

    Festivais

    O filme faz parte da programação do Festival de Brasilia 2016.

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    Comentários

    • Andries Viljoen
      Ao final de Beduíno, eu senti como se ele fosse algo que o Bressane perseguiu a vida toda. É o ápice desse rigor estético-teatral-poético-interpretativo que começou há uns 15 anos, e ao longo desse tempo, teve muitos excessos, exageros, e alguns filmes que simplesmente pareciam falar demais, ou falar pouco, em meio a algumas obras-primas de fato. Beduíno, não... Mas não é um filme pra se começar Bressane.Dito isso, em cada uma das vidas interpretadas por esses dois criadores de histórias, que não são dramaturgos, não são atores, e ao mesmo tempo são atores e dramaturgos, há um mundo a se contemplar. Esse mundo chega até nós pelas lentes de uma câmera bastante inquieta, capaz de inebriar. Aliás, Beduíno é bastante inebriante, é difícil até de respirar. É um filme pra se sentir, por mais clichê que possa ser dizer isso, Bressane nunca foi um cineasta do qual você sai do filme da mesma forma que entrou, e nesse, então, essa premissa está em uma potência muito elevada.Em certo momento, Sturm, personagem de Alessandra Negrini (que tem praticamente todas as falas do filme), conta uma história de uma mulher que, ao se casar com um homem viúvo, tinha que encarnar a defunta para agradar o marido - numa das cenas mais impressionantes de sua brilhante interpretação, vale dizer -, em outra conta de um sonho recorrente que tem sobre uma mulher que viaja numa embarcação sozinha, enquanto nos deparamos, em outra das interpretações, com a história de um homem que era obcecado por enforcar mulheres loiras - uma auto referência muito elegante do diretor. Sturm provoca o Beduíno, e provoca não só nas histórias que conta, mas ao fazê-lo confrontar o próprio papel da mulher no casamento. A relação que se estabelece ali, entre os dois, é de colaboração total, puramente ficcional enquanto pode ser completamente rotineira, ainda que a figura da mulher esteja sempre no centro da ação. Mas ainda assim, estabelecendo seu próprio tempo, espaço e tudo o mais. Sturm diz que se apavora com tal história, mas está sempre muito bem clara, na relação representada ali, uma clara ode à inércia e à ociosidade.Então a mulher instiga seu marido, o Beduíno, a fazer aquilo que ela mais temia, daí não estamos mais no tempo do filme, mas somos expulsos pra fora da encenação sem a menor sutileza ou rodeio. Da maneira mais fácil possível, mostrando o quão mágico e cruel ao mesmo tempo o cinema pode ser, estamos no presente, onde fazer o cinema, em si, não é tarefa fácil. Não temos mais a trilha pra nos guiar de cena a outra, não temos mais diálogos, não temos mais fotografia ou direção. E, como num passe de mágica, o cinema se revela, ali, bem na nossa frente.Nota: não sabia como dizer, mas tenho que dizer: a fotografia do Walter Carvalho, aqui, é um dos trabalhos mais impressionantes que eu já vi esse gênio realizar (e olha que estou falando do Carvalho). não sei se é a melhor da carreira, mas é, de certo, o melhor trabalho dele com o Bressane. o Júlio sempre gosta de dizer que um filme é feito por muitos produtores, e é na fotografia de Beduíno que podemos ver o quanto isso pode ser real. é absolutamente sensacional.Beduíno de Júlio Bressane é, propositadamente, metafórico e disperso. Imagino eu, que tenha um significado interessante para quem o sentiu, mas para quem, como eu, não sentiu ou compreendeu, fica impossível apreciar. Fica a sensação de hermetismo, de incompreensão... que cena massa a da câmera em cima do trenzinho !!!Estou em estado de ânimo intensificado, de torpor... Absolutamente magistral, mais uma (quase) obra-prima do Bressane contemporâneo, aqui flertando com o Godard atual e com o Garrel etéreo... Incrível como o diretor Bressane se ressignifica a cada novo filme, maravilhoso como ele trabalha bem com a Alessandra Negrini. Incrível: diálogos maravilhosos, fotografia esplêndida, situações de fluxo em nível passional extremado, culminando numa autocitação espetacular em relação ao icônico filme de exílio MEMÓRIAS DE UM ESTRANGULADOR DE LOIRAS (1971).Fiquei encantado, do início ao fim: pura imersão no platonismo da paixão possível, do corpo nu ao nosso lado que, além de ser vitrine para a curiosidade, é também percalço e percurso, afeto e (des)encanto, por conta das memórias de separação acumuladas antes do reencontro definitivo. Soberbo: amor em estado puro e bruto! (WPC>)Assistir a um filme de Julio Bressane é antes de tudo entrar em contato com a beleza estética da imagem e com a inevitável reflexão de diálogos provocativos, em um movimento que mistura a intensidade do teatro com a expressão cinematográfica.Não espere um filme de roteiro linear, este não é o objetivo de Bressane, o que me parece transmitir é que o observador de sua obra seja um participante do roteiro, que pense por si só sobre o que se passa a sua frente.Tem-se em Beduíno o diálogo do masculino com o feminino, seus encontros e desencontros, bem como suas visões sobre as questões filosóficas a que estão colocados.Se jogou aos crocodilos porque isso desafiava o seu próprio bom-senso... Outra vez, o velho e o novo confluem. Ele gosta de coisas antigas. Ela é moderna. O corpo de Negrini é matéria para tomadas exuberantes, possíveis pela flexibilidade de um novo suporte – como também o é para ressuscitar “Memórias de um Estrangulador de Loiras”, filme maldito produzido pelo cineasta em exílio em 1971. Um artista plenamente consciente de sua bagagem, encontrando no hoje um meio de prosseguir eloquente e renovado.Quem somos nós? Não é só a resposta que não temos, mas o sentido da pergunta.
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