Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Uma Vida Oculta
    Média
    3,4
    36 notas e 9 críticas
    distribuição de 9 críticas por nota
    3 críticas
    3 críticas
    1 crítica
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    9 críticas do leitor

    Luiz Antônio N.
    Luiz Antônio N.

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    1,0
    Enviada em 11 de março de 2020
    O camponês austríaco Franz Jägerstätter enfrenta a ameaça de execução quando se recusa a lutar pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. o filme é muito difícil de assistir quase três horas de uma monotonia que dá até sono não consegui assistir da maneira normal tive que ficar adiantando para poder acabar logo não gostei nem um pouco 🌟
    Gerson R.
    Gerson R.

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    3,5
    Enviada em 6 de junho de 2020
    É curioso como em tempos onde ainda surgem grupos apoiando causas racistas e fascistas seja mais fácil de entender o peso que um homem como Franz Jägerstätter precisou enfrentar durante a segunda guerra mundial – este mais novo trabalho do lendário Terrence Malick nos faz refletir imensamente sobre a moral e os princípios de um ser humano, que diante de uma situação que lhe causa total aversão, prefere jamais estar do lado dos opressores – que, nem em pensamento ou fingimento, consegue se aliar a causas que ele julga ser intragáveis – e são, obviamente – pois já sabemos hoje toda a dimensão de horrores e atrocidades que o nazismo cometeu. Se no mundo atual ainda enfrentamos mazelas dolorosas disso, ao menos, podemos nos julgar livres o suficiente para nos manifestarmos contra lideres totalitários ou fanáticos que assumem o poder e tentam alienar a população – evidentemente, que em certos lugares do mundo não é tão simples assim ainda hoje – mas, para quem vivia na Áustria do começo da década de 40, era praticamente impossível se posicionar contra o regime que Adolf Hitler impôs aos austríacos – o personagem de August Diehl se vê nessa situação – fazendeiro e agricultor em um pequeno vilarejo da região, além de ser casado com sua amada esposa Fani (Pachner) e terem três pequenas filhas, ele vê sua vida mudar totalmente ao ser convocado para lutar na guerra junto dos soldados alemães nazistas – indignado com as imagens que via da opressão que os exércitos de Hitler impuseram ao povo europeu, Franz se coloca totalmente contra ao regime, abalando a convivência com seus vizinhos e logo sendo condenado a prisão e ao corredor da morte pelo governo alemão – fazendo sua família também entrar em um doloroso processo, por acompanharem a sua dor e sofrimento de não ser compreendido por sua decisão de jamais aceitar a doutrina nazista. Como é de costume em sua rica filmografia, Malick (que também é o autor do roteiro, baseado na real história de Franz) consegue extrair inúmeras passagens reflexivas, principalmente ao captar as belíssimas paisagens do vilarejo austríaco – inserindo a natureza, com suas rochas, montanhas e vegetação, como um personagem ou, evidentemente, uma representação de Deus sobre a vida de Franz e sua família, que são católicos devotos – e torna-se sempre curioso o uso de lentes nas câmeras que fazem os personagens parecerem tão grandes quanto as paisagens que os cercam – as cenas de Franz e Fani nos campos são exemplos disso – da mesma forma que Malick mantem está lógica ao empregar o mesmo tipo de enquadramento quando o personagem de Diehl está na prisão – resultando no efeito de claustrofobia e tensão pela morte que parece estar o aguardando. O elenco ajuda a manter este tom dramático coerente – principalmente pela atuação contida, mas eficiente de August Diehl, que faz de Franz um homem pacato e simples, mas com uma grandeza de espirito que o torna, de fato, alguém que se sobressai à tentação do mal a sua volta – mesmo tendo chances de fingir que apoia o regime nazista, apenas para sobreviver, isto é algo que ele jamais consegue aceitar – e a atuação sem exageros de Diehl deixa isso bem claro – até mesmo no desesperador final do personagem – enquanto isso, Valerie Pachner acaba também seguindo a mesma linha de atuação mais introspectiva, ao retratar a luta de Fani, para cuidar da fazenda e sustento das filhas, apenas com a ajuda de sua irmã Resie (Maria Simon) – a atriz capta perfeitamente a angustia de saber que a morte espera seu marido e, que mesmo ela sendo extremamente fiel aos valores do companheiro, jamais deixa passar a esperança de que seu amado volte vivo para casa – algo, de fato, tocante – principalmente através das leituras das cartas que trocam um para o outro – revelando seus pontos de vistas, valores e morais. Além disso, para exemplificar que suas crenças religiosas não são extremas e irracionais, Malick insere conflitos entre os personagens que mostram como isso os afetam – como os moradores do vilarejo que passam a maltratar Fani pelo fato do marido ser visto como traidor – demonstrando como a moralidade religiosa da população em nada serve se apoiam causas opressoras, além do posicionamento da igreja local, totalmente influenciada e controlada pelos alemães – aliás, a mesma instituição considerou o personagem de Diehl como um mártir, após o termino da guerra – ou ainda quando Franz é questionado por um companheiro de cela da existência ou não de Deus – ainda há a participação (em seu último trabalho, pois faleceu após as filmagens) do veterano Bruno Ganz, que interpreta um militar nazista, que acaba questionando Franz e a si próprio pela moralidade da situação em que o fazendeiro se encontra. É fato que as passagens lentas ajudam na intenção do cineasta em fazer refletir sobre o dilema dos personagens e, por si só, a história de Franz já é algo incrível e emocionante – porém, Malick toma algumas decisões que transformam Uma Vida Oculta em filme de quase três horas... que faz você sentir que tem quase três horas! É visível a intenção de retratar a história de um jeito bastante intimo, porém, diversos momentos tornam-se repetitivos – e as narrações em off, das cartas trocadas entre Franz e Fani, acabam também por entrarem nesse ciclo – deixando muitos momentos óbvios e cansativos – apesar do esmero do trabalho de fotografia de Jörd Widmer e dos bonitos acordes de violino da trilha sonora de James Newton Howard, tais recursos estéticos e técnicos soam, no fim das contas, como meros exibicionismos – o que nos faz imaginarmos se um corte de pelo menos uma hora não faria mais eficácia ao projeto. Sem falar que a decisão de colocar os personagens austríacos falando em inglês e os alemães em sua língua original, soa quase que como um insulto a inteligência do espectador, deixando vários momentos implausíveis – principalmente a cena do julgamento. Enfim, em meio de algumas decisões questionáveis de seu grande realizador – que já fez filmes de níveis estelares como Atrás da Linha Vermelha e A Árvore da Vida – Uma Vida Oculta ainda é um filme apropriado ao momento em que nossa sociedade vive atualmente – afinal, a trajetória de Franz Jägerstätter não pode nunca ser esquecida – um símbolo de alguém que não sucumbiu à opressão de governos racistas e totalmente intolerantes – algo que é perfeito de ficar em nossas consciências para não baixarmos a cabeça para o que temos de enfrentar agora e daqui para frente – como dito pelo pai de Fani (Matthes), “Sofrer uma injustiça é melhor do que causar uma” – diante de fascistas e nazistas, não podemos esquecer que nada vindo deles será justo, portanto, mesmo que a luta seja difícil e penosa, nada é aceitável para admitirmos a postura desses movimentos monstruosos – mesmo que para tentar evitar isso, alguns precisem abdicar de sua paz e até mesmo da própria vida. Possivelmente, o único e triste consolo ao sabermos de tudo que Franz e tantos outros passaram é imaginarmos e lutarmos para que um dia isso não exista mais.
    Washington R.
    Washington R.

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    4,0
    Enviada em 11 de abril de 2020
    Esse é um daqueles Filmes feito para poucos Tem que ser visto com paciência para entender a grande História que as quase 3 horas de projeção oferece.....
    Ricardo L.
    Ricardo L.

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    4,5
    Enviada em 11 de agosto de 2020
    Como é bom sair do tradicional e vê algo novo com tanta qualidade! Fotografia talvez seja a mais bela 2019. Roteiro de quase três horas, é quase perfeito, com raras exceções em falhas, elenco ótimo com atuações excepcionais, se fossem americanos, seriam indicados, mas... Trilha sonora é emblemática e faz o ouvinte entrar no filme, assim como o vento de tão forte na tela que nós faz sentir de tão intenso. Por muitas vezes ficamos presos em filmes Hollywoodianos e merca distas, que perdemos a oportunidade de vê obras tão linda como essa. Grande experiência.
    Gustavo Ximenes
    Gustavo Ximenes

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    1,5
    Enviada em 1 de maio de 2020
    Excelente paisagem e a forma como o direto trabalha com a câmera, porém personagens pouco explorados e final completamente previsível. sei que é uma história baseada fatos reais, por isso deveria haver um foco maior nos personagens, bem como uma crítica mais severa ao nazismo, não apenas um foco imenso nas paisagens e no sofrimento moral do protagonista. Cheguei ao final querendo que terminasse logo, pois não aguentava mais.
    fepollini
    fepollini

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    5,0
    Enviada em 31 de janeiro de 2020
    Com esse diretor, impossível ser ruim. ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,
    Lilian M
    Lilian M

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    5,0
    Enviada em 4 de março de 2020
    Sai do cinema andando devagar, acho q fiquei influenciada . Nesses tempos corridos até que faz bem assistir filmes assim, que te forçam a exercer a paciência , a perseverança . Aliás melhor ainda é saber que sempre existiram pessoas boas. Filme obrigatório . Pena que pouco acessível ( só está passando no melhor cinema de Bh , e eh muito lento, vai ter gente que vai reclamar). Mas valeu cada segundo de angústia . Poesia poesia poesia . Arte arte arte . Resistência resistência resistência
    LUIS FERNANDO Ramos De Abreu
    LUIS FERNANDO Ramos De Abreu

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    4,5
    Enviada em 2 de março de 2020
    Na minha opinião este é o melhor filme de Terrence Malick, um dos melhores diretores da atualidade. A forma como direciona a câmera, em primeiro e primeiríssimo plano, nos faz entrar nos conflitos psicológicos a que o personagem principal é submetido, A bela fotografia captada em plano geral, entre outras técnicas utilizadas com esmero, fazem deste um grande filme, spoiler: além do roteiro que nos traz reminicências de que o personagem principal segue os exemplos de Paulo de Tarso (o sacrifício de um inocente por suas convicções e a morte pela degola), de Joana D'arc (a possibilidade de assinar um documento e se ver liberado da morte) e do próprio Jesus Cristo, (na luta contra o mal apenas pelo exemplo).
    Leandro Santos
    Leandro Santos

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    5,0
    Enviada em 3 de maio de 2020
    O filme é para poucos. Nas quase 3 horas do longa, se vc não tomar cuidado dorme, não pelo filme ser ruim, mas pela paz que ele transmite. Antes de assistir é bom dar uma pesquisada na vida do protagonista, assim é mais fácil suportar e apreciar o filme. A fotografia é fantástica, vc realmente se sente nas montanhas austríacas. Vale a pena, não é um filme fácil, mas em homenagem a Franz vale a pena a dedicação, com uma boa garrafa de café do lado, senão dorme. Eu daria tudo pra viver num lugar daquele, fantástico. parabéns Franz pela sua coragem.
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