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    Monty Python em Busca do Cálice Sagrado
    Média
    4,0
    108 notas e 119 críticas
    distribuição de 119 críticas por nota
    55 críticas
    32 críticas
    16 críticas
    9 críticas
    5 críticas
    2 críticas
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    119 críticas do leitor

    Felipe F.
    Felipe F.

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    4,0
    Enviada em 16 de julho de 2020
    "Qual sua cor favorita?" Extremamente tosco e inteligente ao mesmo tempo, Monty Python - Em Busca do Cálice Sagrado, se mostra ser uma das melhor sátiras da história do cinema. O filme é de uma comédia escrachada, que não deixa nunca de fazer sequer uma piada, humor non sense (extremamente non sense), e que ainda hoje continua hilário. Cheio de esquetes marcantes e dezenas de piadas hilárias, arrisco a dizer que o longa nos trouxe uma das melhores versões da lenda do Rei Arthur para o cinema. Muito bom.
    Rodrigo o que?
    Rodrigo o que?

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    4,0
    Enviada em 16 de junho de 2020
    Não sei o por que é o preferido de muitos acho bem inferior ao impecável "A vida de Brian" Ainda assim é um bom filme, rachei muito com os cavaleiros que falam NÍ
    Afonso F.
    Afonso F.

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    1,0
    Enviada em 20 de dezembro de 2020
    Tentativa frustrada de humor, algo tão ridículo que tenho receio de perder o meu meu tempo a ver outro filme (tinha esperança que este fosse mal classificado).
    Nino G.
    Nino G.

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    3,5
    Enviada em 18 de junho de 2017
    “Monty Python” deixa claro que o destaque sempre será a piada, o riso, e nunca a vaidade de quem é ou não capaz de fazer rir, e por tamanha entrega e generosidade já temos um bom motivo para acompanhar essa história. O filósofo Henri Bergson dedicou boa parte de seus estudos sobre a comicidade, como podemos verificar no livro de sua autoria (O RISO — ENSAIO SOBRE A SIGNIFICAÇÃO DO CÔMICO). Em tal obra, que esgarça a fundamentação do riso, Bergson pontua uma ideia na qual o grupo inglês de comédia "Monty Python", a utiliza quase como tese, no caso: O riso é a mecânica aplicada no ser vivo. Em "Monty Python & the Holy Grail" (1975), temos toda a distribuição de uma mecânica aplicada de forma sútil, sem didatismos ou apresentados de forma obrigatória na tentativa de provocar o divertimento do público, apesar de ser uma comédia, não é realizada escancaradamente tal como convencionalmente outros filmes do gênero se propõem, algo que pode ser verificado no filme "The Meaning of Life", trabalho posterior desse mesmo grupo, que utiliza de "sketches", algo simplista e raso na construção de comicidade, principalmente se considerarmos a complexidade do efeito cômico empregado em um longa-metragem com história focal e linear. A comédia cujo foco de sátira principal é sobre a lenda do Rei Artur, é um trabalho escrito e realizado pelo grupo Monty Python e que contou com a direção de Terry Gilliam e Terry Jones. A sátira empregada expande os seus limites ao mostrar um rei em uma missão sagrada, e que por ser crente demais da sua condição, provoca risos ao ter essa seriedade interrompida ao cavalgar em um animal imaginário, que só existe através das batidas de um coco, um efeito sonoro encarregado ao seu ajudante Patsy (Terry Gilliam), a sonoridade é suficiente para o Rei Arthur dos Bretões (Graham Chapman) crer ter de possse um cavalo que o acompanha pelas terras inglesas. Esse efeito não só do som, mas de um rei quase aos moldes do conto dinamarquês "A roupa nova do rei", onde um nobre desfila pelado, porém, acreditando trajar uma bela roupa, pois, assim lhe falou seu alfaiate, enfim, essa postura louca, imaginativa do Rei Artur somado ao som dos cocos serão cálculos resultantes de uma soma mecânica recorrente no filme, algo que Bergson identifica como mecânica da repetição para o riso. “A repetição, uma combinação de circunstâncias que se repete exatamente em várias ocasiões, contrastando vivamente com o curso cambiante da vida - será tanto mais cômica a repetição (ou coincidência) quanto mais complexa for a cena repetida e quanto mais natural for representada (duas condições - complexidade e naturalidade que parece se excluírem, e que a habilidade do autor teatral deverá conciliar)”. Bergson, 1900. O destaque dessa repetição característica em"Monty Python & the Holy Grail" é a sofisticação na qual ela é construída, e nos momentos em que é inserida, pois, é algo que corre o risco de ser cansativo ou batido, mas que no filme exerce um encanto ao ponto de queremos mais. O mesmo efeito ocorre em todas as circunstâncias nas quais o Rei Artur e seus companheiros tentam invadir castelos, porém, nunca conseguem. Já que as tentativas, essas diferentes, sempre fracassam, mesmo quando se mostram ser uma excelente ideia, como na tentativa aos moldes do cavalo de Troia, que no filme é substituído por um grande coelho de madeira entregue aos franceses. Uma interessante divisão realizada para conhecermos em detalhe cada um dos cavaleiros da Távola Redonda, é justamente uma quebra aos moldes do teatrólogo Brecht, uma ruptura com a narrativa ficcional, apresentando um historiador (atual ao período em que a obra foi realizado), e aos molde de um programa televisivo, explica ou tenta explicar o que ocorreu com os cavaleiros, porém, um desfecho tragicômico é dado ao professor, essa quebra não utilizada de forma gratuita, ganha destaque permanente a medida que retroalimentar o enredo do filme, evocando momentos de risos através da repetição de interrupções da história medieval por uma investigação policial moderna. Com a ruptura que permite conhecermos melhor figuras como o inteligente Sir Bedevere (Terry Jones), o bravo Sir Lancelot (John Cleese), o casto Sir Galahad (Michael Palin), e Sir Robin (Eric Idle), o público é agraciado com atuações impecáveis. Temos em cada ator um preciso "time" para o riso e um jogo de escadas entre o grupo "Python" deixando claro que o destaque sempre será a piada, nunca a vaidade de quem é ou não capaz de fazer rir, e por tamanha entrega e generosidade já temos um bom motivo para assisti-los. A direção e a fotografia, cometem deslizes primários de registro, em algumas cenas, por exemplo, há desfoque de lente, e a utilização de planos abertos nem sempre conseguem comunicar a dimensão do que se deseja revelar, talvez isso ocorra por um limite de orçamento, já que muitas das cenas de planícies são achatadas em planos médios que não dão conta de registrar castelos e povoados (algo que necessita de investimentos para construção), já nas cenas sombrias ou de névoas, o uso de close's, big close's e planos abertos, ao invés de auxiliar em qualquer dialogação, só complica e diminuem o efeito cômico pretendido. É válido ressaltar quem os momentos de inserção das animações são todos, muito bem inseridos, além da arte impecável que colabora e auxilia na construção de uma proposta cômica, e mesmo sendo desenhos inseridos em uma história de humanos, são empregados com naturalidade. Como Bergson explica, isso se dá quando certo efeito cômico derivar de certa causa, quanto mais natural a julgarmos tanto maior nos parecerá o efeito cômico: rimos já do desvio que se nos apresenta como simples fato. Mais risível será o desvio que virmos surgir e aumentar diante de nós, cuja origem conhecermos e cuja história pudermos reconstituir. A causa da inserção desses desenhos no filme são sempre resultados de um mundo e de uma ordem divina, que saem do plano terrestre e apresentam-se como mundo do extra-plano humano, e se registram tal como as ilustrações da igreja católica na idade média, porém, sem a seriedade do traço da igreja, mas sempre do traço cômico. Por último, destaco que ao se apropriar de uma história medieval, o grupo britânico soube indiscutivelmente tratar da significação social, criando um trabalho atemporal. O enredo é fortalecido pela ideia de um riso em grupo, pois, não desfrutaríamos o cômico se nos sentíssemos isolados - o riso parece precisar de eco, de cumplicidade com outros galhofeiros, reais ou imaginários, algo que os "Python's" sabem bem.
    ENÉAS O TERROR
    ENÉAS O TERROR

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    5,0
    Enviada em 1 de novembro de 2015
    É um filme hilário que não se leva a sério, com momentos bizarros e personagens muito engraçados!
    Murilo De Moraes Franco
    Murilo De Moraes Franco

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    5,0
    Enviada em 17 de setembro de 2020
    A trupe britânica Monty Python embarcou em um projeto realmente novo, que direcionava a comédia maluca que os tornou famosos na série Monty Python’s Flying Circus para as lendas arturianas, onde o famoso rei dos bretões, ao lado de seu fiel escudeiro Patsy, procura bravos guerreiros para compor a Távola Redonda, em Camelot. A produção de Em Busca do Cálice Sagrado foi bastante conturbada e exigiu muita criatividade do grupo e paciência entre eles mesmos para que o filme fosse completado. Primeiro, houve problemas com o orçamento, resultando na retirada dos cavalos, o que gerou a hilária mímica do Rei Arthur “cavalgando” pela Bretanha em um animal imaginário. Depois vieram algumas divergências criativas e os problemas de alcoolismo de Graham Chapman (Rei Arthur), que esquecia as falas e passou a maior parte da produção embriagado, dificultando as filmagens e atrasando a produção. Somam-se a isso os impasses de mudança do tempo (a trupe precisou filmar em dias considerados ruins para a fotografia. No entanto, chegou um momento em que não era mais possível esperar uma trégua da chuva, neblina, névoa ou tempo fechado, pois os gastos seriam ainda maiores, então enfrentaram as condições mais impróprias para se gravar um filme, especialmente uma comédia), as reescritas e mudanças de piadas em cima da hora e a dificuldade de montar um filme com esquetes que, de alguma forma, se completavam… e temos então o arcabouço de dificuldades que, nas mãos de outros diretores, poderia fazer do produto final algo intragável. No caso de Em Busca do Cálice Sagrado tudo isso se tornou uma das melhores comédias de todos os tempos. Obra prima!
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