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    Trama Fantasma
    Média
    3,6
    275 notas e 30 críticas
    distribuição de 30 críticas por nota
    2 críticas
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    30 críticas do leitor

    Jonas Furtado Bittencourt
    Jonas Furtado Bittencourt

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    4,0
    Enviada em 17 de outubro de 2019
    Paul Thomas Anderson é um daqueles realizadores autorais do cinema recente americano que aparenta ser praticamente incapaz de fazer um filme ruim, assim como seus contemporâneos Wes Anderson, Quentin Tarantino, e Spike Jonze. Mesmo em seu trabalho mais pessoal, insípido, e contemplativo, o diretor/roteirista norte-americano não deixa de transparecer seu talento vivaz e intoxicante. Trama Fantasma é a legitima marca de um grande artista na pessoa de Thomas Anderson, bem como a consumação definitiva de Daniel Day-Lewis(em seu suposto último trabalho) dentre os grandes da atuação. Sendo o trabalho mais íntimo do diretor, porém, este também é inevitavelmente seu mais indulgente. Felizmente ao assumir sua vaidade artística logo de início, os efeitos deletérios do ''nariz empinado'' de sua obra são suavizados em sua maioria, sem diminuir o impacto final do longa, que é bem sólido, principalmente quando se sustenta nas atuações do trio principal, e aqui também vale destaque para Leslie Manville. Surpreendentemente engraçado e com leves e astutas reviravoltas, Phantom Thread pode não ser o filme mais interessante e envolvente de Anderson no tocante ao enredo ou personagens, mas ainda sim é mais um showcase de seu descomunal talento por trás das câmeras, em mais um brilhante trabalho de direção. Talvez o filme recente no cinema americano que melhor retrate o potencial destrutivo dos relacionamentos amorosos, principalmente quando estes se tornam nada mais que uma conveniência para ambas as partes. Novamente, pode não ser um dos filmes mais marcantes de Anderson, o ritmo é lento, a trama central pode distanciar muita gente, e os personagens não são exatamente marcantes, mas só pelos valores de produção e a atuação de Daniel Day-Lewis, este longa já se torna um programa imperdível para qualquer cinéfilo à procura de um entretenimento maduro e bem feito. NOTA : 7.5 / 10
    Drih S.
    Drih S.

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    3,5
    Enviada em 27 de fevereiro de 2018
    TRAMA FANTASMA (Phantom Thread TRAMA FANTASMA é dirigido por Paul Thomas Anderson e estrelado por Daniel Day-Lewis, Lesley Manville e Vicky Krieps. O longa integra a lista dos indicados ao Oscar em 6 categorias (Melhor Filme, Diretor, Ator (Daniel Day-Lewis), Atriz Coadjuvante (Lesley Manville), Figurino e Trilha Sonora), além de obter algumas indicações no Globo de Ouro e no BAFTA. Duas combinações que jamais poderia dar errado: Paul Thomas Anderson e Daniel Day-Lewis. Paul dirigiu a obra-prima "Sangue Negro" (na minha mais modesta opinião, deveria ter levado o Oscar de melhor filme naquele ano). E Daniel é um gênio, um dos atores mais sofisticados e elegantes dos últimos tempos, e dono de três estatuetas do Oscar (entre elas as obras-primas Lincoln e Sangue Negro). O filme é rodado na década de 50 e conta a história de Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis). Um competente e renomado estilista que trabalha junto com sua irmã Cyril (Lesley Manville) no meio do mais alto escalão no centro do glamour de Londres. Ele é responsável por vestir a realeza e todas as mulheres do mais alto gabarito, entre as idas e vindas das mulheres em sua vida. Até o dia em que ele conhece Alma (Vicky Krieps), sua musa inspiradora que mudará o destino de sua vida e de seu trabalho. Já me adianto em mencionar que TRAMA FANTASMA não é nem de longe o melhor trabalho entregue por Paul Thomas Anderson e nem a melhor atuação entregue por Daniel Day-Lewis. O que eu mais gostei: A direção de Paul é excelente, a maneira como ele utiliza as suas câmeras são incríveis, dando focos nas capitações de movimentos e olhares de todo elenco (principalmente em Daniel) A direção de arte é sensacional, a começar pela montagem de uma Londres dos anos 50 completamente estonteante, com detalhes e cenários muito bem trabalhados. Os figurinos são magistrais (o que mais se esperaria de um estilista), com a riqueza dos detalhes envolto nos vestidos das belas damas. Baseado em um filme de época, a fotografia não deixa a desejar, está linda e absoluta. A trilha sonora composta por Jonny Greenwood (guitarrista e membro da banda Radiohead) é de uma beleza incrível, juntamente com a leveza e a suavidade dos pianos. Porém: O roteiro não me agradou, não consegui me prender com a história, não consegui me envolver com a trama ao ponto de me apegar ou simpatizar. Confesso que a obra é muito bem feita, é muito bem trabalhada, tem uma beleza e um charme sem igual, mas não me conquistou. Eu achei o relacionamento muito frio e muito raso, não consegui enxergar uma emoção entre eles, não é um romance, não é uma história de amor, é apenas uma história sobre um homem egocêntrico com mania de perfeição, que gosta de ser servido e não ser incomodado, mas que possui uma carência afetiva e que tenta resolver o seu vazio com a presença da Alma. Às vezes nos esbaramos com um "eu te amo" em algumas cenas, mas parece soar de uma forma bem vazia, como se fosse um desespero em querer chamar a atenção. O próprio Reynolds é um homem autoritário (e muito chato eu diria) e indeciso que não conhece o significado da palavra "amar" (acho que ele nunca amou a Alma de verdade e muito menos as mulheres que passaram por sua vida). Alma por sua vez é uma mulher que não parece buscar um amor verdadeiro, mas sim alguém pra cuidar e se preocupar (ou talvez a sua definição de amar seja realmente verdadeira, baseado em sua narrativa). O relacionamento entre ambos é bem complexo baseado em sentimentos e conflitos como o ciúme e a admiração, com sarcasmo e provocações, que muita das vezes davam espaço pra carência e o companheirismo, mas de uma maneira superficial, não senti uma química entre Daniel e Vicky. Daniel Day-Lewis está em sua zona de conforto e faz o que sabe de melhor e entrega uma atuação grandiosa (muito longe do seu melhor é claro). Daniel está indicado ao Oscar e segundo ele próprio, TRAMA FANTASMA é seu trabalho de despedida, uma pena, vou sentir saudades desse monstruoso ator. Vicky Krieps faz um trabalho com elegância ao se deslumbrar entre os mais variados figurinos elegantes, ao mesmo tempo que nos passa uma personagem submissa (ou talvez mortal) que confronta as ordens e as imposições de Reynolds. Será que ela só quer mesmo alguém pra amar? Lesley Manville, que também está indicada ao Oscar, entrega uma personagem misteriosa e bastante intrigante. Ela é a irmã que trabalha lado a lado com Reynolds, possui um ar misterioso que ora parece acatar as decisões de Reynolds, ora confrontar (o relacionamento entre ela e a Alma é seco e às vezes parece perigoso). Vou confessar que ela foi a personagem que mais me chamou a atenção em todo filme, mais uma atuação elegante! Apesar de eu não ter conseguido me envolver com o roteiro, TRAMA FANTASMA é um bom filme, que confronta vários temas, como os relacionamentos conturbados com alguns nuances. Mostra um confronto de ideias de uma forma mais silenciosa (ou sigilosa), o que parece ser uma guerra entre as trocas de farpas por trás dos figurinos, mas que deixa algumas dúvidas no ar: será que eles se amam, se suportam ou se odeiam? Paul Thomas Anderson cria um ambiente que foge do comum, mostrando um relacionamento que vai do doentio ao espantoso em questão de segundos. [27/02/2018]
    Ricardo L.
    Ricardo L.

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    4,0
    Enviada em 19 de fevereiro de 2018
    Daniel Day-Lewis Para muitos o melhor ator em atividade vivo e um dos maiores premiados pela academia de todos os tempos em um filme, mas nada de mais da conta. Trama fantasma é atraente e tem atuações fenomenais, Lewis está impecável como sempre e novamente indicado ao óscar, Lesley Manvile está ótima como irmã de Lewis, também indicada, como atriz coadjuvante, temos ainda a bela atriz com solidez no olha e uma bela atuação, a Vicky krieps, esquecida pela academia, de praxe né... Trama fantasma peca na lentidão dos fatos, mas se sobrepõe num belo roteiro e nas grandes atuações.
    Sidney  M.
    Sidney M.

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    2,5
    Enviada em 26 de dezembro de 2018
    Mesmo com uma boa atuação de Daniel Day-Lewis, o filme não se sustenta. Achei o início desinteressante, melhora para o segundo ato, mas tem uma péssima conclusão, esperava mais.
    Alan David
    Alan David

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    2,5
    Enviada em 25 de fevereiro de 2018
    Tem boas atuações e falas, mas no geral não é dinâmico e nada original, um cara talentoso e primadona que se acha, mas é mudado por uma pessoa simples, já vimos em outras vezes, fora que é tudo feito de forma lenta. Para lê a critica completa no link abaixo: http:// parsageeks.blogspot.com. br/2018/ 02/cinema-454-trama-fantasma. html
    Ricardo M.
    Ricardo M.

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    4,0
    Enviada em 30 de janeiro de 2019
    Estilista de grande renome nos anos 50, Reynolds Woodcock (Daniel Day-Lewis) vive rodeado de interessados que o procuram em busca de vestes únicas dignas de seu status. Inspirado por mulheres que transitam por sua vida esporadicamente, as coisas começam a mudar com a chegada de Alma (Vicky Krieps), cuja personalidade decidida e forte tende a colocar o ritmo de Reynolds em xeque, já que não será tão submissa quanto as anteriores. Último trabalho de Daniel Day-Lewis para cinema, o recém-aposentado astro protagoniza uma obra com ritmo lento mas com narrativa complexa que requer cérebro para a devida compreensão. O protagonista, sistemático e dedicado 100% ao trabalho, demonstra uma frieza em seu personagem que impressiona pela complexidade dos detalhes que o cercam. A presença da espécie de manequim humana chamada Alma quebra o ritmo do sujeito, levando a mudanças mais psicológicas de dependência do que efetivamente profissionais, portanto, mantendo um desenvolvimento crucial que os mais atentos poderão captar se estiverem a vontade com o enredo atípico. O ótimo trabalho do sempre competente diretor Paul Thomas Anderson deixa boas impressões com esse TRAMA FANTASMA, tendo destaque efetivo na ambientação de época, figurino com devido capricho e um elenco que impressiona pela dedicação na busca incessante pelo realismo. Entretenimento inteligente e, infelizmente, para público seleto.
    Kamila A.
    Kamila A.

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    3,5
    Enviada em 13 de outubro de 2020
    "Trama Fantasma" é o último filme escrito e dirigido por um dos profissionais mais celebrados da indústria cinematográfica atual, Paul Thomas Anderson; e também marca a segunda colaboração dele com o ator Daniel Day-Lewis - a primeira foi "Sangue Negro", pela qual Lewis ganhou o Oscar 2007 de Melhor Ator. No filme, que se passa na década de 50, acompanhamos a figura de Reynolds Woodcock (Day-Lewis), um renomado estilista, responsável por uma casa que veste grandes nomes da realeza e da elite britânica. "Trama Fantasma" nos mostra que ele é uma pessoa altamente dependente de uma rotina. Seu dia a dia chama a atenção por ser simples e modesto, totalmente contrastante com a representação que ele possui. Um filme não se constroi somente do relato de uma rotina como essa, pois então se transformaria em algo maçante. Por isso, a importância da presença de Alma (Vicky Krieps), que se torna a musa e amante de Reynolds, para o roteiro de "Trama Fantasma". Por meio da dinâmica que se estabelece entre o casal, acompanhamos o funcionamento de um relacionamento completamente disfuncional, não saudável, em que a trocas revelam tanto o lado mais positivo de cada um deles, como também, principalmente, o mais negativo. "Trama Fantasma" foi indicado a 5 Oscars 2018 - incluindo Melhor Ator (Daniel Day Lewis), Melhor Atriz Coadjuvante (Lesley Manville), Melhor Trilha Sonora Original (Jonny Grennwood), Melhor Diretor (Paul Thomas Anderson) e Melhor Filme. Vencedor do Oscar 2018 na categoria de Melhor Figurino (Mark Bridges).
    Vitor Araujo
    Vitor Araujo

    Segui-los 1379 seguidores Ler as 489 críticas deles

    2,5
    Enviada em 25 de fevereiro de 2018
    Demorado. Parado. Estilista. Romance. Velhice. Irritante. Modelo. Amor Diferente. Sofisticado. Devagar. Cogumelo. Médio.
    Anderson  G.
    Anderson G.

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    4,5
    Enviada em 27 de fevereiro de 2018
    Um filme de contemplação a recursos cinematográfico, Paul Thomas Anderson em seu novo filme de enredo lento e pouco atraente consegue prender o telespectador na beleza da condução de da direção, com um belo figurino e trilha sonora, sem falar das maravilhosas atuações. Com um roteiro que chama pouca atenção, mostrando a vida, sucesso e personalidade forte de um famoso estilista dos anos 50, toda a parte roteirística é segurada por Daniel Day Lewis, mas não quer dizer que o roteiro seja ruim, pelo contrario, sua condução e desenvolvimento de personagens são ótimas, sua imprevisibilidade tocante, e suas nuanças belíssimas, apenas sua trama em si não é ótima. O filme é um romance com pintadas de loucura, é uma historia de amor entre mãe e filho, e todas as suas peculiaridades, alem de tratar sobre amor platônico, submissão, egocentrismo e principalmente, solidão. Diferentemente de outros filmes de Paul Thomas Anderson, aqui não ficamos encantados com a fotografia, muito por culpa de quase não existir tomadas externas, mas isso é compensado na direção de arte, composição de cenários, luz, maquiagem e figurino são espetaculares, o filme tinha tudo para ser lento e maçante, mas a montagem o eixa com um ritmo muito bom, e principalmente, a trilha sonora, a trilha sonora aqui é perfeita, alem de pautar todo o filme, conduzir cenas, desenvolver personagens e auxiliar no ritmo do filme, a trilha sonora funciona como um personagem próprio, encantando e prendendo o telespectador ao longa, além de ser uma trilha lindíssima. Daniel Day Lewis novamente dá um show, é como se o ator se perdesse dentro de seu personagem, mais magro, velho, com postura e expressões únicas, o ator rouba completamente o filme e já fica com a mão em seu quarto óscar de melhor atuação, Lesley Manville também está maravilhosa. Por fim, Paul Thomas Anderson acerta em cheio e nos traz um otimo filme que nós faz lembrar da pura essência do cinema.
    Crismika
    Crismika

    Segui-los 182 seguidores Ler as 301 críticas deles

    4,5
    Enviada em 19 de novembro de 2019
    Um filme com belíssima fotografia que destaca cada detalhe da cena filmada, apesar de parecer uma história de amor não trata-se disso e sim da força de uma mulher em enfrentar um cara durão e cheio de manias e totalmente dedicado a sua vida de estilista. A trilha sonora é impecável e acompanha essa bela película. MUITO BOM mesmo, vale a pena conferir.
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