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50 São os Novos 30
Média
2,9
17 notas e 4 críticas
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4 críticas do leitor

cinetenisverde
cinetenisverde

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2,5
Enviada em 11/07/18
Tentando ancorar esta comédia francesa na lista dos filmes sobre as diferenças entre as décadas nas idades das pessoas (os 20, os 30, os 40…) “Marie-Francine” (o título original do filme em francês) é uma comédia de situação que se apropria da personagem-título para criar situações nem sempre muito bem conectadas, mas que existem apenas pelo bem do riso fácil. O problema é que nem sempre o riso vem.
João Carlos Correia
João Carlos Correia

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3,0
Enviada em 09/07/18
Existe uma crença na sociedade atual – na brasileira pelo menos – que, ao chegar-se na faixa do 50 anos (chamada por alguns de meia-idade), tanto homens quanto mulheres entram em uma espécie de período de castidade na qual deixam de ter uma vida amorosa, tanto no sentido físico quanto sentimental, passam a ser apenas aqueles que as crianças e os jovens chamam de “tiozinho” e “tiazinha” e que não entendem os namoros e o sexo desta época globalizada que é vivida atualmente. Essa é a premissa na qual é a película 50 são os Novos 30 é inspirada. Marie-Francine (Valérie Lemercier, da franquia O Pequeno Nicolau) é uma bióloga casada, com duas filhas adolescentes e que acaba de fazer 50 anos. O que deveria ser um período de celebração, torna-se um turbilhão de acontecimentos inesperados: seu marido, Emannuel (Denis Podalydès, de Um Doce Refúgio) a troca por uma mulher mais nova, perde seu emprego e termina por voltar a morar com seus pais, Pierric (Phillippe Laudenbach, de Más Notícias Para o Sr. Mars) e Annick (Hélène Vincent, de Samba). Trabalhando em uma pequena loja de cigarros eletrônicos, conhece um chef de cozinha português, Miguel (Patrick Timsit, de Um Time Bem Diferente), com quem começa a se relacionar. A trama, como podem ver, é simples, assim como simples é 50 são os Novos 30. Apesar disso, o filme demora um pouco a engrenar, mas, quando o faz, corre bem e o público se satisfaz com o que veio ver. A direção da cineasta-intérprete Valérie Lemercier - também autora do roteiro junto com Sabine Haudepin (de Jules e Jim - Uma Mulher Para Dois, em sua estréia como roteirista) - segue a simplicidade geral de 50 são os Novos 30, mas é segura, principalmente na direção do elenco, que inclui a si mesma. O estilo de sua personagem, Marie-Francine, com seus óculos, senso de humor e uma ligeira neurose, é a de uma versão francesa e feminina de Woody Allen (Roda Gigante). E a gêmea de Marie-Francine, Marie Noelle (também Valérie), segue pela mesma toada, mas sem os óculos. Aliás, o elenco é o ponto forte do filme, com atores e atrizes muito bons, em atuações convincentes, fazendo personagens simpáticos que ajudam o filme a engrenar, ainda que pegando no tranco. O destaque vai Helene Vincent como a engraçada mãe de Marie-Francine, Annick. Chama a atenção a presença de várias canções de Fado na trilha sonora, em sua maior parte interpretadas pela magnífica, inesquecível e saudosa cantora portuguesa Amália Rodrigues (1920-1999). Isso explica-se por um motivo que alguns brasileiros desconhecem: há uma grande colônia portuguesa na França, especialmente em Paris. E como a francesa Marie-Francine, namora o português Miguel, a trilha sonora encaixa-se com perfeição na trama. Quem já leu meus textos anteriores, sabe que sou bastante crítico à tradução de títulos de filmes estrangeiros. O título original de 50 são os Novos 30 é justamente o nome da protagonista principal, Marie-Francine. Porém, é daqueles raros casos nos quais, um título que não tem nada a ver com o original calha de ser adequado à trama exibida. 50 são os novos 30 não é a melhor comédia que já vi e a diferença entre gerações poderia ter sido melhor explorada, mas, assim como seu elenco, é simpática e agradável. Os cinquentões vão identificar-se com o filme, claro, mas a garotada também vai curtir e vão logo sacar que, sim, os "tiozinhos" e "tiazinhas" de 50 anos também namoram, transam e amam como se, realmente tivessem 30 anos. Ou até menos...
Nelson M
Nelson M

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3,5
Enviada em 04/07/18
Comédia de costumes muito interessante sobre pesquisadora casada que aos 50 anos é trocada por uma jovem e volta a viver com os pais que a tratam como uma criança. Ela vai conhecer um homem, mas muitas trapalhadas acontecerão. Boa diversão.
Flora C
Flora C

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3,5
Enviada em 25/07/18
Depois de receber a notícia de que o marido estava apaixonado por uma mulher de 30 anos Marie-Francine (Valérie Lemercier) sai desnorteada do laboratório onde trabalha como pesquisadora e volta para casa. Ali junta somente o essencial para colocar no lixo. A partir desse momento Marie-Francine vê sua vida mudar de maneira brusca e se vê, com 50 anos, recebendo ordens e conselhos dos seus pais, que não disfarçam o incomodo de ter sua filha de volta ao lar, incomodo este que contribui muito para o riso acontecer no decorrer da trama. Desde acorda-la com fantoche, cobrar o horário que chega em casa até tentar encontrar um bom par para a filha, que sob seu olhar se transforma novamente em um ser que precisa de cuidados. O pai de Marie- Francine abre uma loja de cigarros eletrônicos no coração de Sacre-coer, em Paris, onde coloca a filha para trabalhar, enquanto essa, depois de ser despedida, não encontra emprego. É na loja que ela conhece Miguel (Patrick Timsit)spoiler: que se encontra na mesma situação: vivendo com seus pais. Confesso que do início ao meio do filme o riso vinha, mas um tanto forçado, mas quando Miguel aparece é quase um alívio: até então a tragédia moderna dos adultos fracassados parecia se sobrepor as situações cômicas as quais Marie passava. Quando Miguel aparece na história, a tensão parece se dissipar, conseguimos relaxar e dar boas risadas.
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