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Filho de Saul
Média
3,5
112 notas e 18 críticas
17% (3 críticas)
44% (8 críticas)
11% (2 críticas)
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18 críticas do leitor

Mário Sérgio P.Vitor
Mário Sérgio P.Vitor

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3,5
Enviada em 18/12/17
Só hoje vi O FILHO DE SAUL, filme húngaro que estreou ano passado e que arrebanhou vários prêmios por onde foi exibido. O mais simples que se pode dizer do fragmentado filme é que ele é perturbador. Incomoda, irrita, angustia, provoca o lamento e a pena. Por mais que gostemos de filmes que seguem uma lógica sequência de cenas e fatos, não há como ficar indiferente e maldizer o ousado diretor. Sim, porque a história simples sobre enterrar uma criança, vítima do Holocausto, é contada pela ótica de Saul, o prisioneiro que deseja dar um enterro digno a ela. Ele está em todas as cenas e, em muitas delas, seu rosto, impassível pelo horror, está em primeiro plano. Um novo jeito de mostrar uma tragédia inominável.
Vitor A.
Vitor A.

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3,0
Enviada em 24/04/16
Agonizante. Guerra. Judeus. Funeral. Religião. Pesado. Filho. Desespero. Perigoso. Nazistas. Parado. Sonolento.
Luciano N.
Luciano N.

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1,5
Enviada em 22/04/16
Após muito ouvir sobre esse filme e ler as críticas na maioria boas ! Perdi meu tempo assistindo esse filme , bem chato e arrastado. Alguns planos demorados demais que mais faz parecer que faltou material filmado para chegar a uma minutagem do que algo artístico tipo pausa dramática. Algumas pontas soltas de situações que não se explicam. Enfim , quem quiser arriscar ok pois gosto é algo bem subjetivo vide a quantidade de gente que elogia o filme mas deixo minha opinião : NÃO PERCA TEMPO ASSISTINDO ESTE FILME.
Waldomiro J.
Waldomiro J.

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1,5
Enviada em 07/04/16
Esperei muito para ver este filme e tinha enorme expectativa, porém foi decepcionante em quase todos os sentidos.Em primeiro lugar a técnica de câmera na mão nunca me agradou, embora outros filmes mesmo não apreciando esta maneira de gravação, agradaram-me por outras qualidades.Achei o filme muito arrastado, cansativo, cenas confusas e repetitivas, enfim, apesar do assunto pesado e muito explorado, este filme pouco ou nada acrescentou ao longo de quase 2 horas de duração.Não recomendo e acho estranho tanta polêmica e elogios da imprensa em torno desta produção.Um filme muito, muito chato, muito fraco, como escrevi acima, decepcionante.
Carlos Bruno G.
Carlos Bruno G.

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2,0
Enviada em 17/03/16
Fui ver com grande expectativa mas achei fraco,a idéia de focar o ator e desfocar todo o resto é interessante em alguns momentos,mas feito no filme praticamente inteiro,como foi,torna a experiencia cansativa,alem disso o final do filme é pouco elucidativo,deixando muito a desejar.
AndréIsaque
AndréIsaque

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5,0
Enviada em 12/03/16
ANGUSTIANTE, CAUSTROFÓBICO , ATERRORIZANTE. O filme é uma obra prima , quando acaba a sensação é assustadora , a história é inovadora ao abordar os campos de concentração , mostrando um judeu que trabalha limpando as câmaras de gás e a sua luta para enterrar o menino , algo nunca mostrado de maneira tão contundente e forte , há cenas extremamente duras e pesadas , a filmagem é espetacular , com a câmera sempre sob a perspectiva de Saul. É SENSACIONAL !!!
Dominique R.
Dominique R.

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5,0
Enviada em 07/03/16
Vale a pena. Um filme q fala de um tema batido, porém de uma forma não obvia. E daqueles q vc termina de assistir ainda tentando entender algumas coisas.
Bruno Campos
Bruno Campos

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4,0
Enviada em 24/02/16
Muito bom! Começo arrebatador, c/ uma câmera diretamente no rosto do protagonista, um dos judeus forçados a trabalhar por alguns meses antes de morrer, limpando os pertences dos mortos na câmara de gás num campo de extermínio na 2a Guerra. O oxigênio de Saul é apostar q um menino é seu filho, delírio q o impulsiona a tentar enterrar o filho c/ uma prece de um rabino, custe o q custar. O diretor húngaro coloca as cenas de puro horror embaçadas, atenuando bastante a angústia do espectador. Mais uma bela indicação ao Oscar de Filme Estrangeiro.
Anine W.
Anine W.

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4,0
Enviada em 19/02/16
Um filme pesado, muito pesado, como já foi dito. Não só pelas cenas chocantes e inconcebíveis a um ser humano, mostradas (e já vistas em outros tantos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial), porém aqui mais chocantes ainda, por mostrarem não só a mortandade em massa, o genocídio, mas os detalhes de como FUNCIONAVA toda a engrenagem da máquina da morte, ou "Situação Final": as câmaras de gás. Tudo funcionava sob o comando cruel, através do terror (prisioneiros executados sucessivamente às centenas por dia ou, individualmente, por simples prazer), dos berros constantes e bem audíveis dos soldados alemães, e da fraqueza física e psicológica. Muitas cenas foram desfocadas ou apareciam pela metade, para não se transformarem em algo extremamente mórbido. Este não era o objetivo do diretor. O protagonista, Saul, era um Sonnderkomando, homens escolhidos aleatoriamente para fazer todo do serviço pesado, "sujo" de recepção aos prisioneiros desde a chegada em caminhões ou trens, obrigá-los a tirarem toda a roupa rapidamente, fazerem fila homens, mulheres e crianças misturados, recolherem no meio de suas roupas os objetos de valor (principalmente de ouro), enquanto um soldado falava em voz alta: "Rápido, tomem o banho, porque a sopa está esfriando!" E as pessoas, sem saber absolutamente o que estava acontecendo e porque estavam naquela situação, eram empurradas às centenas para dentro das câmaras de gás. Depois os sonnderkomandos fechavam as portas e aguardavam para recolher os corpos, arrastá-los pelo chão, empilhá-los num caminhão, que saiam rumo à etapa seguinte que era a cremação (havia outro grupo específico para esta "tarefa"), e, por fim, lavar tudo bem esfregado, porque o grupo de prisioneiros seguinte já aguardava sua vez. A estas cenas eu nunca tinha assistido de forma tão real. As cenas eram focadas a partir do personagem principal, Saul, num campo reduzido, quase que o tempo todo. Isto torna o cenário mais claustrofóbico. Esta situação diária a que estes homens eram submetidos, obrigados, transformou Saul em um ser letárgico, sem emoção visível, numa defesa de sua mente. Afinal, que ser humano sobreviveria incólume a tanta atrocidade? Mas todo este "esquema" repetitivo é quebrado por um menino que sobrevive (por pouco tempo). Saul, sem demonstrar qualquer sentimento de dor, inicia uma jornada constante e obstinada pelo enterro de forma digna e condizente com sua religião (que é a de enterrar o corpo com a benção de um Rabino). Para concretizar este seu pensamento fixo, e agora único objetivo de vida, empreende verdadeiras peripécias, arriscando sua vida e a de seus companheiros, sem pensar em mais nada. O personagem, até então muito bem caracterizado pelo ator Géza, perde-se um pouco na tentativa de compor um "pai" (no filme isto fica duvidoso, porque ele afirma que é, mas seus companheiros dizem: "mas você não tem filhos!") obstinado à procura do rabino para fazer o enterro. Falha do diretor (aliás, muitas falhas ou "furos" deixados) que dificultam ao expectador ter empatia total pelo personagem. No meio de um movimento de resistência e tentativa de fuga de seus companheiros de grupo, num trabalho de verdadeiras "formiguinhas", conseguindo um feito aqui, um material ali, com imensas dificuldades e perigos, ele se mostra TOTALMENTE INSENSÍVEL E ALHEIO, batalhando unicamente em prol de seu objetivo. NADA MAIS IMPORTA, nem mesmo sua vida. A forma como tudo se desenrola, situações "mal contadas", como quando, do nada, larga seu trabalho de limpeza, sai e sobe num caminhão com um grupo responsável por executar tarefa diferente da dele e NENHUM SOLDADO LHE PERGUNTA: "onde você está indo? quem lhe deu a ordem?" Por muito menos, alguns foram fuzilados, sem tempo de responder. O diretor provavelmente quis mostrar um judeu convicto de suas crenças religiosas, capaz de qualquer coisa para realizar aquilo que considera certo. Este fanatismo leva o personagem a uma situação para FORA de todo a cruel realidade mostrada no filme, que é o extermínio em massa dos judeus e outras minorias, consideradas inferiores pelos algozes alemães do Terceiro Reich, como que em uma atuação em paralelo, um filme dentro de outro filme. Transforma o personagem em um ser único, independente, solitário em sua luta particular e egoísta. Não é possível a empatia com uma pessoa assim. Culpa maior do diretor que não soube integrar as duas situações paralelas, possíveis, porém mais próximas a um devaneio, a uma fuga do real, a uma imaginação beirando à loucura. Na cena final, é possível entender o personagem Saul, sua última vontade. Mas o filme em si deixa muitas interrogações, muitas incongruências, muitas incoerências, muitas falhas do tipo amadoras, como quando Saul, vestindo seu casaco marcado com o "X" vermelho às costas, relativo a sua função, sai, se infiltra em grupo com função diferente (para procurar um rabino), sendo o único com o "X" no meio deles, e fica incólume, sem ser questionado..
Rodrigo G.
Rodrigo G.

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4,5
Enviada em 16/02/16
Meu deus, que filme pesado. Bastante audacioso, ainda mais por ser o primeiro longa do diretor, e consegue ser único e original em um tema que já foi tão explorado em filmes. A proporção de tela em 1:37:1 em planos longos e fechados, onde só se vê o personagem principal em primeiro plano e o resto tudo fora de foco, te deixa completamente imerso no filme e dá uma sensação de confinamento desconfortável durante a obra inteira. Vemos o horror de Auschwitz em volta de Saul pelo seu ponto de vista, mas vemos pouco. Vemos mais o sofrimento do cara, de perto. O filme inteiro é composto por curtos e nervosos sussurros alternados com gritos desesperados dos presos ou agressivos dos alemães, te deixando nervoso do começo ao fim, parece que você está lá no meio. É um filme difícil de assistir, incomoda muito, mas é uma obra prima.
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