Notas dos Filmes
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    Filho de Saul
    Média
    3,5
    108 notas e 18 críticas
    distribuição de 18 críticas por nota
    3 críticas
    8 críticas
    2 críticas
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    18 críticas do leitor

    Waldomiro J.
    Waldomiro J.

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    1,5
    Enviada em 7 de abril de 2016
    Esperei muito para ver este filme e tinha enorme expectativa, porém foi decepcionante em quase todos os sentidos.Em primeiro lugar a técnica de câmera na mão nunca me agradou, embora outros filmes mesmo não apreciando esta maneira de gravação, agradaram-me por outras qualidades.Achei o filme muito arrastado, cansativo, cenas confusas e repetitivas, enfim, apesar do assunto pesado e muito explorado, este filme pouco ou nada acrescentou ao longo de quase 2 horas de duração.Não recomendo e acho estranho tanta polêmica e elogios da imprensa em torno desta produção.Um filme muito, muito chato, muito fraco, como escrevi acima, decepcionante.
    Nelson J
    Nelson J

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    2,5
    Enviada em 10 de fevereiro de 2016
    Fui assistir com muita expectativa devido a indicação ao Oscar. Muito abaixo do esperado, pois Labirinto de Mentiras não indicado e As 5 graças são muito superiores. Neste filme sobre o holocausto, um judeu húngaro trabalha na limpeza da câmara de gás e do incinerador. Uma vida muito dura a espera da chegada da sua vez para ser morto também. Em uma destas limpezas de câmara, um jovem sobreviveu e os nazistas o asfixiam e pedem autópsia. Neste momento, Saul resolve que este corpo deve receber a oração de um rabino e ser enterrado apropriadamente, o que causa muita confusão e mortes, mas esta ideia fixa o leva a afirmar que era seu filho, embora ninguém tivesse notícia de ele ter um filho. No final, todos morrem durante uma fuga e o corpo do menino é levado pela correnteza de um rio. O filme trata da falta de propósito e vazio destas vidas de limpadores de câmaras no aguardo das suas próprias execuções. Esta oração de rabino e enterro são os únicos propósitos da vida de Saul. Há sequências tipo videogame e falta total de carisma dos personagens centrais, o que torna o filme exaustivo e pouco interessante.
    AndréIsaque
    AndréIsaque

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    5,0
    Enviada em 29 de março de 2016
    ANGUSTIANTE, CAUSTROFÓBICO , ATERRORIZANTE. O filme é uma obra prima , quando acaba a sensação é assustadora , a história é inovadora ao abordar os campos de concentração , mostrando um judeu que trabalha limpando as câmaras de gás e a sua luta para enterrar o menino , algo nunca mostrado de maneira tão contundente e forte , há cenas extremamente duras e pesadas , a filmagem é espetacular , com a câmera sempre sob a perspectiva de Saul. É SENSACIONAL !!!
    Marco G.
    Marco G.

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    4,5
    Enviada em 7 de fevereiro de 2016
    O favorito ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Com um cinema moderno de câmera no ombro em movimento, coloca o espectador dentro de Auchwitz. Sufocante.
    Thiago C
    Thiago C

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    4,0
    Enviada em 5 de fevereiro de 2016
    O olhar tenso, mas cansado, do sonderkommando vivido por Géza Röhrig. Os planos-sequências com seus segundos planos desfocados, poupando-nos do horror dos campos de concentração, mas não nos impedindo de imaginá-lo. Uma experiência claustrofóbica bem executada enquanto um homem percorre o horroroso cenário de Auschwitz em busca de dignidade. Obrigatório para quem se interessa por produções sobre a Segunda Guerra Mundial.
    Bruno Campos
    Bruno Campos

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    4,0
    Enviada em 24 de fevereiro de 2016
    Muito bom! Começo arrebatador, c/ uma câmera diretamente no rosto do protagonista, um dos judeus forçados a trabalhar por alguns meses antes de morrer, limpando os pertences dos mortos na câmara de gás num campo de extermínio na 2a Guerra. O oxigênio de Saul é apostar q um menino é seu filho, delírio q o impulsiona a tentar enterrar o filho c/ uma prece de um rabino, custe o q custar. O diretor húngaro coloca as cenas de puro horror embaçadas, atenuando bastante a angústia do espectador. Mais uma bela indicação ao Oscar de Filme Estrangeiro.
    Vitor Araujo
    Vitor Araujo

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    3,0
    Enviada em 16 de junho de 2016
    Agonizante. Guerra. Judeus. Funeral. Religião. Pesado. Filho. Desespero. Perigoso. Nazistas. Parado. Sonolento.
    Mário Sérgio P.Vitor
    Mário Sérgio P.Vitor

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    3,5
    Enviada em 19 de dezembro de 2017
    Só hoje vi O FILHO DE SAUL, filme húngaro que estreou ano passado e que arrebanhou vários prêmios por onde foi exibido. O mais simples que se pode dizer do fragmentado filme é que ele é perturbador. Incomoda, irrita, angustia, provoca o lamento e a pena. Por mais que gostemos de filmes que seguem uma lógica sequência de cenas e fatos, não há como ficar indiferente e maldizer o ousado diretor. Sim, porque a história simples sobre enterrar uma criança, vítima do Holocausto, é contada pela ótica de Saul, o prisioneiro que deseja dar um enterro digno a ela. Ele está em todas as cenas e, em muitas delas, seu rosto, impassível pelo horror, está em primeiro plano. Um novo jeito de mostrar uma tragédia inominável.
    anônimo
    Um visitante
    4,5
    Enviada em 6 de fevereiro de 2016
    Talvez a obra mais conhecida do escritor grego Sófocles seja a peça “Édipo Rei”, que posteriormente se tornaria um dos conceitos fundamentais da psicanálise para Freud e já inspirou de certa forma alguns filmes, como por exemplo, ‘Chinatown’ (1974). Mas há outra peça do dramaturgo chamada “Antígona”, que é igualmente capaz de levantar uma relevante questão a ser discutida: "Devemos obedecer antes a lei divina ou a lei dos homens?". Na peça, Antígona quer enterrar de forma digna e de acordo com suas crenças o corpo do seu irmão Polinice. Entretanto, este desejo vai contra a vontade do Rei Creonte, que havia determinado que o corpo de Polinice deveria ficar exposto às aves e aos cães. Sabendo que não havia nenhuma lei dos deuses que a impedisse de seguir suas crenças, além de um capricho do rei, Antígona decide ir até o fim e proporcionar um sepultamento digno para o seu irmão. Mesmo com algumas claras semelhanças com a peça “Antígona”, o diretor de ‘O Filho de Saul’ Lázló Nemes afirma que, juntamente com sua co-roteirista Clara Royer, não haviam pensado em fazer um filme inspirado na peça de Sófocles, apesar de reconhecer que a essência de ambas as histórias é a mesma, bem como a motivação de seus protagonistas. Neste drama situado próximo ao fim da Segunda Guerra, Saul (Géza Rohrig) é um dos prisioneiros responsáveis por queimar os corpos dos mortos pelas câmaras de gás, além de precisar limpar o local para a chegada de mais e mais corpos para a execução. Obviamente, lá não é um lugar para sugestões ou pedidos, mas ao ver o corpo de um jovem garoto, Saul decide pedir ao médico a chance de sepultá-lo de acordo com sua crença judaica, afirmando que o mesmo é seu filho. Fica dividido, portanto, entre participar de uma resistência que surge entre os prisioneiros ou seguir a idéia extremamente arriscada de enterrar o garoto, pois para fazer isso direito, ele precisa encontrar um rabino que o ajude. Ciente de que não há glamour nenhum nas atrocidades de um campo de guerra, algumas escolhas do diretor ajudaram o filme a ganhar uma visceralidade extremamente íntima, como se o espectador estivesse na "pele" do protagonista. Algo que de imediato já fica bem claro ao observador mais atento foi a escolha de filmar em um formato mais "fechado" que o cinema amplo convencional (1.37:1 ao invés do tradicional 2.35:1). Durante um dia e meio em que acompanhamos Saul e sua história, a câmera praticamente não sai do rosto do protagonista, alternando momentos onde vemos suas reações com literalmente seu ponto de vista na trama (o que ele vê). A lente escolhida cria uma sensação de pouca profundidade nas imagens, como se emulasse o limitado campo de visão de um ser humano e mesmo que não vejamos tudo por conta deste campo de exposição limitado, as lamúrias e a agonia de quem está sofrendo ali ecoam nos ouvidos, se aproveitando da intencional "falta" de trilha do filme, mostrando o verdadeiro inferno que é aquele lugar, sendo que além disso, nas cenas externas filmadas foram utilizadas apenas a luz natural ambiente. O resultado de tudo isso é um dos retratos mais realistas e intensos de um campo de concentração na história do cinema, talvez superando até filmes consagrados como ‘Império do Sol’ (1987), por exemplo. Géza Rohrig, um poeta húngaro que vivia nos EUA, foi convidado para um teste pelo seu amigo e diretor Nemes para um papel de apoio no filme, e apesar de não atuar desde o final da década de 80, quando participou de uma produção para a TV, impressionou tanto que acabou ficando com o papel de Saul no filme. E sua atuação é impecável. Com seu jeito calado, Rohrig consegue entregar um personagem misterioso e obstinado, que não tem controle de tudo à sua volta, uma combinação que caiu como uma luva para o filme. O restante do elenco é bastante eficiente e a produção, fotografia e parte técnica, embora tenham um ar rústico e minimalista, detalham e decoram muito bem o ambiente onde a trama se passa. Apesar de ser o longa-metragem de estréia do diretor, este estilo de câmera focada no protagonista vem desde seus curtas do início da carreira, e demonstram o domínio desta técnica de filmagem por parte de Nemes. O ponto central do filme, que se conecta com a questão filosófica de Antígona, pode ser interpretado como uma redenção para Saul. O filme deixa muito à interpretação, e é claro que não vou revelar spoilers, mas há um dilema moral que Saul enfrenta, entre a lealdade à sua causa ou a consideração ao bem-comum, de ajudar seus companheiros a escaparem daquele terror sem fim. Em um drama como este, as escolhas têm um peso muito grande e irreversível, e isso não vale apenas para o nosso protagonista. Como filme de estreia, o trabalho de Lázló Nemes é extremamente surpreendente e preciso. Fica claro que o diretor sabia exatamente o que queria extrair do projeto, com um “plot” simples e conciso, mas um roteiro bem amarrado e uma direção muito segura. Quando eu acreditava que a Segunda Guerra já havia esgotado todas as possibilidades no cinema, ‘O Filho de Saul’ surge como um dos melhores filmes na história sobre o tema, um retrato íntimo e intenso sobre até onde um homem pode ir para ser leal às suas crenças e fazer o que acha que é certo mesmo quando tudo parece perdido. Um futuro clássico do gênero com certeza.
    Stanislaus  Kat
    Stanislaus Kat

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    4,0
    Enviada em 6 de fevereiro de 2016
    Um drama produzido na Hungria, que retrata, sob o ponto de vista de um prisioneiro (Saul Ausländer), o cotidiano dos' Sonderkommandos' no campo de concentração de Auschwitz. 'Sonderkommandos' eram prisioneiros judeus usados pelo regime nazista em diferentes atividades nas fábricas da morte. A maneira como a câmera foi usada faz com que o espectador se sinta dentro desse cotidiano tenebroso, podendo para algumas pessoas ser uma experiência quase insuportável. Um excelente filme que mostra de uma maneira diferente o Holocausto, fazendo jus aos prêmios que vêm ganhando.
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