Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Julieta
    Média
    4,0
    202 notas e 38 críticas
    distribuição de 38 críticas por nota
    6 críticas
    10 críticas
    16 críticas
    4 críticas
    1 crítica
    1 crítica
    Você assistiu Julieta ?

    38 críticas do leitor

    Eduardo Santos
    Eduardo Santos

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    3,5
    Enviada em 13 de julho de 2016
    Almodóvar. Ame-o ou odeie-o. Não há exatamente meio termo no que concerne este icônico cineasta espanhol, que com Julieta, seu vigésimo filme, volta ao drama protagonizado por mulheres. Definitivamente não é o melhor filme do diretor, mas com certeza um Almodóvar sempre vale a pena ser visto para quem curte a carreira do realizador, que traz em seu currículo filmes excepcionais. Mesmo um filme menor como este, Julieta continua sendo acima da média pro cinemão pasteurizado que vemos por aí. Trata-se da história de uma mulher de meia idade que está prestes a abandonar Madri para viver em Portugal com seu namorado, mas um encontro casual com uma grande amiga de sua filha nos tempos de adolescência faz com que Julieta mude seus planos e repasse todos os momentos marcantes de sua vida. A narrativa prende a atenção de maneira bem interessante, deixando algumas perguntas para serem respondidas no decorrer da trama. Nada muito óbvio, e tudo revelado de maneira homeopática. Acho que mesmo com uma história que não tenha grandes reviravoltas ou personagens cativantes que vivenciem situações avassaladoras (como em tantas outras películas do diretor), o longa mantém a atenção pela naturalidade empregada por Almodóvar em sua câmera colorida e passional. Se não é um relato brilhante (até porque se for esmiuçado, traz um fiapo de história), os atores são fantásticos! Emma Suárez e Adriana Ugarte estão em pura sintonia nas duas fases de Julieta. E é de se admirar a beleza técnica do filme, com belos cenários e tomadas, além da bela trilha sonora. O final em aberto certamente deixará muita gente a desejar. Eu, que não costumo gostar de filmes sem desfecho, acho que neste caso especificamente funciona muito bem, pois a partir do ponto que termina a exibição, não mais importa o que acontecerá. Cabe mesmo ao espectador imaginar, e poucos são os cineastas que conseguem alcançar isso com tamanha clareza. É um filme belo, muito bem conduzido e que mesmo não sendo um marco na carreira do diretor, tem altíssimo padrão de qualidade e percebe-se claramente os dedos de Almodóvar em cada cena. Ele continua sendo um dos melhores cineastas da atualidade, que consegue manter alto padrão e interesse em seus filmes diante da mesmice reinante na indústria. Bonito de se ver, tocante, mas para poucos. Se você não curte o estilo do diretor, mantenha-se longe. Se for grande admirador do espanhol como eu, deleite-se.
    abviny
    abviny

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    4,5
    Enviada em 26 de julho de 2016
    Um filme com cenário e direção de imagem ímpares. O jogo de justaposição das personagens com a vivacidade das cores faz com que a sequência de imagens se assemelhe à sucessivas fotografias sensivelmente pensadas e captadas. Este é um drama que trata do "desconhecido" e do não dito. Um longa-metragem marcado por sensações de melancolia, angústia, morbidez e mistério. Se pudesse resumi-lo em uma única palavra/conceito seria, sem dúvida, "anékdota" (anedota). Uma anedota cuja a finalidade não é suscitar o riso, claro, [e, aqui, vamos ressignificar um pouco uma anedota], mas sim evidenciar como o não dito (evento secundário) que se sucede à margem do silêncio da dor da perda (evento principal) culmina no distanciamento, na ruptura e, por fim, na separação. Desse ponto de vista, penso que a busca de Julieta é reencontrar os significados daquilo que não foi dito entre ela e Antía (filha)... É uma busca dos porquês da separação. Reencontrá-los é a chave para compreender o porquê do abandono e da dor. É a chave para resolver o enigma que paira no ar. Uma outra característica interessante do Almodóvar (que eu adoro) é a ambiguidade das cenas e dos eventos. Além disso, é um longa muito intimista e leve, já que, durante boa parte do filme, a narração se dá pela personagem principal, como se estivesse lendo um diário. Acho interessante as narrativas que buscam no passado da personagem o significado do presente e que fazem esse jogo de vai-e-vem no espaço-tempo. Contudo, o final poderia ter sido melhor explorado.
    Soraya S
    Soraya S

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    5,0
    Enviada em 24 de julho de 2016
    totalmente excelente, totalmente Almodóvar! um filme que te prende do início ao fim, com questões do cotidiano
    Thiago C
    Thiago C

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    3,0
    Enviada em 17 de julho de 2016
    Em seu novo filme, Almodóvar experimenta e realiza uma síntese de todos os elementos marcantes de sua filmografia em uma longa história instigante, mas não menos simbólica.
    Miguel V.
    Miguel V.

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    5,0
    Enviada em 20 de julho de 2016
    Almodóvar mais genial do que sempre! Se você não gosta de sentir culpa, NÃO assista! Cada paisagem, cada cenário, cada figurino é autoral! MARAVILHOSO!
    Nelson J
    Nelson J

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    2,0
    Enviada em 24 de julho de 2016
    Filme mórbido que coloca a morte quase como preliminar para o sexo. Julieta tem notícias da filha que não vê a muitos anos por vontade da própria filha e relembra sua vida, seu amor, sua filha e agora seu novo companheiro. pesado e com pouco sentido.
    Kamila A.
    Kamila A.

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    5,0
    Enviada em 12 de outubro de 2016
    Existe uma cena em Julieta, filme dirigido e escrito pelo espanhol Pedro Almodóvar, que é bastante definidora do caráter da sua protagonista (que é interpretada por Adriana Ugarte, quando jovem, e por Emma Suárez, na meia idade). Julieta Arcos guarda um grande segredo em sua vida e, nesse momento em particular, ela compara a sua fixação pela filha Antía (Blanca Parés) como um vício em drogas, em que ela alterna momentos de sobriedade com recaídas que a deixam no fundo do poço. Por uma dessas circunstâncias da vida, que nos são explicadas por meio de flashbacks no decorrer do filme, Julieta e Antía seguiram caminhos diferentes. A mãe nunca mais ouviu falar da filha; e a filha, por sua vez, nunca mais mandou notícias suas para a mãe. Após muita dor e sofrimento, Julieta, finalmente, conseguiu seguir em frente com a sua vida e reencontrou a felicidade por meio de um relacionamento com Lorenzo (Dario Grandinetti). Entretanto, em um encontro fortuito com Beatriz (Michelle Jenner), que foi a melhor amiga que sua filha teve, todos os sentimentos que Julieta escondeu nesses anos todos voltam à superfície e fazem com que ela reviva os acontecimentos de sua vida e as escolhas que a levaram a se afastar de Antía. Baseado em um conto escrito por Alice Munro, Julieta é um filme que fala, basicamente, sobre a impossibilidade de escondermos algo muito sério em nossa vida. No decorrer do filme, ao vermos a angústia de Julieta, percebemos que a felicidade que ela sentia era uma mentira que ela mesma inventou para se convencer de que tudo estava bem. Enquanto ela tivesse a sombra de Antía em sua vida, Julieta viveria prisioneira de sua própria tristeza. Por mais que Julieta tenha todas as cores vibrantes e fortes que são típicas do universo de Almodóvar; por mais que Julieta tenha personagens femininas interessantes, interpretadas por algumas das atrizes favoritas do diretor espanhol, como Rossy de Palma; a verdade é que esta é uma obra diferente dentro da filmografia de Pedro Almodóvar; por se tratar de uma obra mais intimista; por nos mostrar que, por trás de cada escolha, existe sempre uma consequência; e, principalmente, por se tratar de uma mulher que entende que, somente ao enfrentá-los, ela vai conseguir se livrar de todos os demônios que ela guarda dentro de si mesmo.
    Elvira A.
    Elvira A.

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    5,0
    Enviada em 20 de junho de 2017
    A que ponto o sentimento de culpa pode arruinar uma vida? Esta é uma das questões levantadas no sensível filme Julieta. A personagem carrega, desde a juventude até a meia-idade, intensos remorsos sobre acontecimentos pelos quais, na verdade, não foi a responsável. Todo esse sofrimento é narrado numa espécie de flashback, por meio do diário por ela escrito: dois encontros importantes num trem, um trágico acontecimento familiar, o afastamento da filha Antia (que,pelo visto, herdou da mãe esse peso sobre as costas). Felizmente, Julieta acaba encontrando momentos de paz, alegria e esperança, ao lado de Lorenzo, em um final que se prenuncia feliz. O diretor Pedro Almodóvar não carrega nas tintas, ao contrário, os sentimentos são mostrados de maneira suave e delicada. Ótimas atuações do elenco e belas paisagens espanholas.
    anônimo
    Um visitante
    4,0
    Enviada em 8 de dezembro de 2016
    A impressão que fica,é que,em nenhum momento estamos assistindo um filme de Pedro Almodóvar.É um filme diferente de tudo aquilo que ele já dirigiu. "Julieta'' ganha força na narrativa da personagem principal,e assim,entramos de cabeça em fatos importantes de sua vida.Momentos divertidos,tristes e emocionantes,serão mostrados sem nenhuma pressa aqui. Belíssimo filme.
    F. V. Fraga
    F. V. Fraga

    Segui-los 90 seguidores Ler as 64 críticas deles

    3,5
    Enviada em 7 de julho de 2016
    ---///---O diretor espanhol Pedro Almodóvar é venerado no mundo cinéfilo e pela crítica de cinema, por abordar temáticas polêmicas de forma acertadamente exagerada e com seus desfechos, por vezes, satisfatoriamente chocantes. Sua estética, com cores primárias vibrantes, além da sua verve melodramática, dignas das melhores novelas mexicanas, são suas marcas registradas. Quando não encontramos essas características, as quais seus fãs estão acostumados e tanto amam, expressas de forma explícita, a primeira impressão é de decepção ao assistir alguns de seus filmes mais recentes, como ‘Abraços Partidos’ de 2009, ‘Os Amantes Passageiros’ de 2011 e o lançado no Brasil neste ano de 2016, ‘Julieta’. ---///---Após chamar atenção com ‘Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão’, na década de 80, Almodóvar se tornou um cineasta de prestígio e com um fã clube apaixonado. Isso foi conseguido com o sucesso de vários filmes, ainda que entre um público reservado, porém qualificado, como ‘Ata-me!’ de 1990, ‘Carne Trêmula’ de 1997, consagrando-se com ‘Tudo Sobre Minha Mãe’ de 1998, longa-metragem com o qual ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A partir daí nos presenteou com outras pérolas cinematográficas, como ‘Fale com Ela’ de 2002 (Oscar de Melhor Roteiro Original), ‘Má Educação’ de 2003, ‘Volver’ de 2005, ‘A Pele que Habito’ de 2011, entre outros. ---///---Sua representação e identificação com a comunidade LGBT, também reforçou sua idolatria ao abordar de forma corajosa antigos tabus, como a homoafetividade e a transexualidade em filmes como ‘Tudo Sobre Minha Mãe’. Em ‘Má Educação’ utilizou muitos aspectos autobiográficos, para discutir a pedofilia na igreja e o reflexo dela na vida de homossexuais. O clímax de suas discussões sobre gênero foi com ‘A Pele que Habito’, onde discutiu o tema de forma imensamente criativa, longa este, que apesar de não ter sido tão premiado quanto outros dele, aumentou ainda mais seu prestígio no mundo do cinema. ---///---‘Julieta’ não vai figurar na sua lista de “melhores filmes”, provavelmente vai ser considerado um Almodóvar “menor”, assim como o divisor das opiniões da crítica de cinema ‘Abraços Partidos’ de 2009 e o amplamente reprovado, por críticos e fãs, ‘Os Amantes Passageiros’. Da mesma forma que estes, passará longe de ser uma unanimidade de crítica, será severamente desdenhado por alguns e considerado subestimado por outros. Certo é, que quase todo o tipo de produção audiovisual com as quais ele se envolve, merecem uma atenção especial, sejam em seus filmes “autorais”, os quais ele escreve e dirige, ou mesmo em outros, os quais ele assina como produtor, como os recentes longas-metragens argentinos ‘Relatos Selvagens’ de 2014 e ‘O Clã’ de 2015. ---///---Em ‘Julieta’, os exageros característicos do diretor espanhol estão mais contidos, pois ainda que sua palheta de cores continue exuberante e seu melodrama ainda esteja marcadamente presente, sua temática não polemiza, nem choca, além do corriqueiro. Isso vai ser considerado um defeito por muitos, porém é no mínimo interessante ver Pedro Almodóvar produzir algo um pouco mais “convencional”. O foco narrativo aqui se debruça sobre uma estética visual mais “sóbria” e no seu texto adaptado do livro ‘Fugitiva’, da escritora canadense ganhadora do Nobel de Literatura em 2013, Alice Munro. O roteiro foi baseado em três contos do livro publicado em 2004 e lançado no Brasil em 2006, para construir a história de Julieta. “Acaso”, “Logo” e “Destino”, que apresentam três momentos diferentes na vida da personagem Juliet, que no filme foi rebatizada com a versão latina do nome. ---///---Algumas de suas cenas referenciam visualmente o filme de Alfred Hitchcock, ‘Um Corpo que Cai’ de 1958, nítidas também, na trilha sonora do parceiro de longa data do diretor, Alberto Iglesias. ‘Julieta’ é um filme sobre culpa e ressentimentos familiares, que no longa parecem dramaticamente enfatizadas, mas que provavelmente está cheia de exemplos muito parecidos no mundo real. Os movimentos de câmera são utilizados de forma eficaz, com belos “planos detalhe” em roupas e objetos, assim como composições de cena que reforçam os sentimentos das personagens, também expressas nas mudanças corporais da atriz principal, principalmente em seus penteados. Temos aqui um contador de histórias, que está mais interessado em transmitir a consternação dos protagonistas, através das imagens, do que pelos diálogos do roteiro, relação que era melhor equilibrada em seus melhores filmes anteriores. ---///---Provavelmen te, para quem tiver contato com os textos de Alice Munro, o filme vai comunicar mais facilmente, mas infelizmente ele não vai dialogar tão facilmente com quem não tiver lido nenhum dos contos. O roteiro adaptado pelo próprio Almodóvar deixa a desejar, escolhendo algumas soluções de conflitos e diálogos, no mínimo descuidados, que atrapalham nossa probabilidade de conexão emocional com as personagens. Ainda assim, a direção de um cineasta diferenciado como este, vale uma ida ao cinema para conferir seu mais recente trabalho, que só não vai agradar os fãs cinéfilos mais radicais, que forem ao cinema com uma expectativa muito alta. ---///---Quem aceitar a dica de conferi-lo no cinema e conseguir ignorar as não tão relevantes falhas da produção, vai se agradar das performances de um elenco muito qualificado. Destaque para Emma Suárez (Julieta aos 50 anos) e Adriana Ugarte (Julieta aos 30 anos), que merecem nossa expectativa e um olhar atento em futuros trabalhos seus, além de outros atores não menos notáveis, antigos parceiros de Almodóvar, como Dario Grandinetti (Lorenzo) e Rossy de Palma (Marian).
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