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Maze Runner: A Cura Mortal
Críticas AdoroCinema
3,0
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Maze Runner: A Cura Mortal

Despedida de honra

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A saga Maze Runner chegou aos cinemas em 2014, num momento em que estavam na moda filmes baseados em franquias literárias adolescentes sobre distopias futuras. Agora, quatro anos depois, o momento é outro. Jogos Vorazes chegou ao fim e Divergente foi encerrado sem um capítulo final, isso sem falar em inúmeros outros projetos que não passaram de um filme. Ainda assim, a franquia mostra que tem algo para dizer.

Maze Runner: A Cura Mortal mantém o nível dos longas anteriores. Pode não entregar momentos apoteóticos, mas também não apresenta nada que seja completamente trágicos. De certa forma, é possível afirmar que Maze Runner talvez seja a franquia mais regular das citadas anteriormente. Jogos Vorezes teve momentos melhores, mas também teve pontos baixos bem mais evidentes.


Após serem traídos por Teresa (Kaya Scodelario) ao final de Prova de Fogo, Thomas (Dylan O'Brien), Newt (Thomas Brodie-Sangster) e companhia tentam uma forma de enfrentar a C.R.U.E.L. e, principalmente, resgatar Minho (Ki Hong Lee). Eles se veem obrigados a invadir a cidade que serve de base de operações da empresa, e acabam buscando a ajuda de uma pessoa do passado deles. Ao mesmo tempo, Teresa e Ava (Patricia Clarkson) trabalham para acharem uma cura para a epidemia que atinge todo mundo.

Ainda que haja certos problemas em termos de desenvolvimento de personagens, especialmente Janson (Aidan Gillen), Maze Runner se destaca por trabalhar bem essa área cinzenta. Não é tão oito ou oitenta quando a maioria dos filmes do gênero. Pode até escorregar em um momento mais vilanesco do que o necessário - como Ava contemplando a beleza do muro que construiu -, mas é interessante notar que não trabalha com a noção de redenção. As pessoas possuem visões de mundo diferentes e só. Se a traição de Teresa no longa anterior havia sido uma grande surpresa, aqui a personagem ganha espaço para mostrar o seu lado.

A direção é mais uma vez de Wes Ball, que ganhou uma chance na franquia após viralizar com o curta Ruin. O cineasta demonstra um bom domínio de cena, se saindo particularmente bem nas sequências de ação. Por sinal, a cena de abertura do novo longa é inquietante e envolvente. E não fica só nela. Ainda que não haja mais o labirinto, o lado da correria continua parte importante do projeto.


Dentre os pontos negativos, é impossível não tratar da duração exagerada do filme. São 141 minutos de duração, o que faz deste o mais longo filme da trilogia. Isso interfere diretamente no ritmo da produção, que fica bem arrastada em seu ato final, inclusive oferecendo mais de um momento de possível término.

Os fãs de Maze Runner tiveram que esperar mais do que o previsto para ver o fim da adaptação cinematográfica da série, mas não devem se decepcionar. Pelo contrário, devem até se emocionar com alguns momentos bem impactantes da obra.
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