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Godzilla II: Rei dos Monstros
Críticas AdoroCinema
3,0
Legal
Godzilla II: Rei dos Monstros

Iniciativa kaiju

por Barbara Demerov
Imagine diversos super-heróis que, antes escondidos do resto do mundo (por vontade própria, ou não), agora passam a ser descobertos aos poucos por humanos comuns cuja busca se resume na tentativa de equilibrar a natureza. Agora, troque "super-heróis" por "monstros". Sejam provenientes da terra, fogo, água ou ar, os imponentes titãs são os verdadeiros protagonistas de Godzilla II: Rei dos Monstros, por mais que o personagem-título seja aproveitado como o eixo que faz tudo se desenvolver. As criaturas apresentadas dão gás suficiente para fazer com que esta sequência seja uma combinação de fan service com uma história um tanto limitada, mas ainda assim decente na entrega de puro entretenimento.

Num cenário cinematográfico em que temos em destaque cada vez mais seres superpoderosos, assim como a força da nostalgia com inúmeras adaptações de clássicos animados, o filme dirigido por Michael Dougherty também se encaixa nessa jogada. Godzilla, um dos personagens mais importantes do cinema japonês, ganha novamente seu devido espaço no cinema mainstream americano como parte do Monsterverse, iniciado em 2014 pela Legendary, e agora com muito mais companhia - tanto para mostrar até onde ele consegue chegar como também para vermos uma parcela do potencial das demais criaturas. Parcela essa uma das mais interessantes do filme, mas que não é 100% aproveitada quando analisamos a grandeza de cada uma.



Como o esperado, os humanos ficam em segundo plano; mas não é como se existisse um desenvolvimento precário dos personagens. Vera FarmigaKen Watanabe e Kyle Chandler, junto com a jovem Millie Bobby Brown (que certamente será mais aproveitada no próximo filme) e uma pequena participação de Charles Dance, sustentam o arco que aborda o peso das escolhas em reviver os kaijus diante dos desastres que vêm assolando a Terra - por mais que não seja possível ver algo especial na maioria das atuações, com exceção de Farmiga e Watanabe. A seriedade destes personagens para com suas missões se reflete no filme como um todo, que é ainda mais sombrio que o filme de 2014 e cuja uma atmosfera é totalmente discrepante de Kong: Ilha da Caveira.

Tal sobriedade - não só nas tramas paralelas à de Godzilla como também em suas cores, pois o filme é escuro na maioria do tempo - não é completamente desagradável, mas traz uma irregularidade que, no fim das contas, tira parte da emoção dos grandes e aguardados duelos. À parte do ressurgimento de Ghidorah, o grande inimigo deste capítulo, e a passagem em que Godzilla precisa recompor suas forças (com a ajuda do personagem de Watanabe, que divide um dos melhores momentos do longa), não há cenas o suficiente para transformar Godzilla II: Rei dos Monstros em um filme verdadeiramente épico. O visual e a presença diferenciada de todos os titãs são excelentes, mas ainda falta mais substância. Sobra objetividade nos combates pois os monstros automaticamente já sabem quem atacar, mas a emoção é insuficiente.



Devido a sua longa duração, o ritmo da história também sai prejudicado. O foco entre a introdução de cada kaiju e a resolução dos problemas daqueles que trabalham juntamente da empresa Monarch se perde bastante, ora durante as longas explicações para contextualizar todas as escolhas feitas até ali, ora com a sub-trama da família envolvida pessoalmente e profissionalmente na questão. Com uma montagem apegada ao padrão de filmes do gênero (ainda com a adição de um estilo de filmagem que dificulta a visão mais clara do que está acontecendo), tais cenários não se conectam tão bem quando as lutas ganham mais destaque.

Porém, apesar de algumas inconveniências, Godzilla II: Rei dos Monstros possui um desfecho que faz jus à grandiosidade da criatura principal e ainda consegue manter viva a chama da expectativa para o próximo duelo, desta vez com um titã que se encontra na mesma altura e é tão famoso quanto: Kong. É a boa e velha nostalgia ditando Hollywood.
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