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    O Caso Richard Jewell
    Média
    3,6
    19 notas e 8 críticas
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    8 críticas do leitor

    Marcelo S
    Marcelo S

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    4,0
    Enviada em 4 de janeiro de 2020
    Em 1996 houve um atentado com bomba possivelmente caseira em um show no Centtennial Park durante as Olimpíadas de Atlanta, onde algumas pessoas morreram e várias ficaram feridas, e na época mesmo tendo acompanhado as Olimpíadas um pouco por cima, pois estava na escola, não consigo lembrar se ouvi falar sobre este incidente e sua repercussão. Roteirizado por Billy Ray e dirigido pelo gênio Clint Eastwood, 'O Caso de Richard Jewell' trata exatamente deste tema, como se deu os bastidores do atentado que foi alertado por Jewell e que alguns dias depois o mesmo estava na mira do FBI como o principal suspeito de plantar a bomba no local. O roteiro de Ray é bem coeso, explica bem tudo o que se sucedeu após a bomba explodir, o que se passava com Richard antes mais cedo naquele dia e também volta um pouco no tempo há 10 anos atrás, quando ainda um almoxarife, Richard conheceu seu futuro advogado interpretado por Sam Rockwell. Não há muitos detalhes dentro do roteiro de Ray sobre acontecimentos paralelos, os agentes do FBI interpretados por Jon Hamn (eterno Don Draper) e Ian Gomez, encarregados do caso de Jewell, são rasamente explorados, Gomez sequer é solicitado e Jon Hamn têm uma participação menos elaborada... apenas sabemos que ele tem contato com uma jornalista chamada Kathy Scruggs (Olivia Wilde diretora de Fora de Série) tanto na hora do atentado como depois onde ele passa informação sigilosa a ela. Fora isso ele pouco recebe atenção e fica meio que um desperdício de talento de Jon que é um ator tão versátil num papel que é muito pouco elaborado, a preocupação em focar em Jewell foi tão grande, que os demais coadjuvantes mal foram aproveitados. Billy Ray também não se preocupou em nos passar qual era a visão e opinião do público com relação a Richard Jewell se tornar o principal suspeito do atentado depois de ser chamado de herói local pelas TV's de Atlanta, seria uma boa ideia pegar algumas imagens de arquivo para colocar no longa e termos uma dimensão mais completa do que foi esse episódio naquele ano, ou então, uma conversa com pessoas que vivenciaram aquela época para formar um bom material e escolher alguns figurantes para interpretar cidadãos comuns dando sua opinião do que achavam sobre Richard Jewell. Nesta questão, o roteiro é bem focado em Jewell se muitas margens para o cenário completo e isso acaba sendo um ponto negativo, mesmo que não estrague a experiência da história que é contada. Clint Eastwood filmou o longa da maneira que já conhecemos que ele faz em histórias que focam em determinada pessoa à qual a história está sendo contada, como em 'Sniper Americano' por exemplo... Eastwood cria um cenário onde o principal personagem rege os acontecimentos e é o centro de toda a atenção do filme, e como havia falado, os coadjuvantes, que poderiam agregar mais, e ajudar a enriquecer todo o acontecimento ficam em 'terceiro' plano se assim podemos dizer. Não há nada para negativar na direção de Eastwood, o filme é bem redondinho com cenas emocionantes, como com Kathy Bates, ou mais hostis com Jon Hamn tomando as rédeas num tom muito parecido com Don Draper de Mad Men quando estava estressado. As cenas da explosão, dos shows e a da coletiva de imprensa são as mais impactantes. O protagonista é Paul Walter Hauser (Late Night, Infiltrado na Klan) que faz Jewell, um ator que não é acostumado a ser protagonista de filme nenhum, sempre sendo um personagem coadjuvante em grandes filmes, que ganhou a grande chance de protagonizar um filme de Clint Eastwood, e sua atuação é ótima, nada que chegue a ganhar indicações, mas é de se aplaudir o trabalho de Paul em cena, fazendo uma bela leitura de Jewell, e até arrisco a dizer sem ter total conhecimento sobre o trabalho do ator que é seu melhor trabalho da carreira. Sam Rockwell (Homem de Ferro 2, Vice) faz seu advogado de defesa e é uma performance competente do oscarizado ator, claro que num filme como este, onde o que importa é mostrar o episódio em si, sem criar um grande drama com infinitos caminhos, as interpretações serão mais presas, menos soltas, serão na medida da veracidade que se necessita para contar o episódio... por isso que a atuação de Rockwell é competente e sem mais, ele faz o que faz de melhor, do jeito já conhecido de Sam atuar. Kathy Bates faz a mãe de Jewell e ela ganhou uma indicação (a única do filme) ao Globo de Ouro como Atriz Coadjuvante, acredito que muito pelas cenas onde ela discute com o filho ao assistirem um filme de bombardeio e na coletiva de imprensa ao fim do filme. Nestas duas cenas Kathy Bates deu show de dramaticidade e elevou também a participação de sua personagem no longa, e muito por isto acredito que sua indicação é super justa, e fica uma briga boa entre ela e Laura Dern (História de um Casamento) de início pelo prêmio. Ainda temos Olivia Wilde no elenco com uma atuação também bem bacana, acho que ela foi muito bem no filme e com um pouco mais de destaque no roteiro, quem sabe poderia arrancar uma indicação a Coadjuvante se fosse um pouco mais exigida, me deu a impressão que ela poderia ter mostrado mais se tivesse mais espaço. Em termos técnicos gostei bastante da cenografia do filme, muito bem construído para remeter a área do Centtennial Park que recebia shows durante as Olimpíadas, assim como gostei muito da iluminação do filme e em algumas cenas a fotografia se mostra mais competente. A trilha sonora é competente e complementa o filme, mas não é algo para se elogiar ao máximo. Fora tudo isso o longa teve envolvimento na produção de Leonardo DiCaprio e Jonah Hill, ambos contracenaram em 'O Lobo de Wall Street', e no cargo de produtores captaram os recursos necessários como mão de obra e outros afins para que o longa saísse do papel e ganhasse vida. 'O Caso de Richard Jewell' é um filme competente, mais um de Clint Eastwood, mas que não se esforça demais, o foco foi em contar aquele episódio e a impressão é que 2h10 foi demais para o que foi mostrado... Eastwood tem deixado as grandiosidades de 'Cartas para Iwo Jima' e 'Flags For Our Fathers' de lado nos últimos 10, 12 anos para trazer filmes que focam num determinado personagem e como os acontecimentos que vêm em seu caminho o transformam, para o bem ou para o mal, como neste filme e em seus últimos filmes como 'A Mula' e 'Gran Torino'. 02/01/20
    Rogerio V.
    Rogerio V.

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    4,5
    Enviada em 3 de janeiro de 2020
    Esse filme mostra de uma vez por todas o quão podre é a mídia, que transformam um herói em vilão por míseros trocados, e hoje em dia ... fazem muito pior, por bem menos.
    Nelson J
    Nelson J

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    4,0
    Enviada em 12 de janeiro de 2020
    Grande filme e Sam Rockwell em mais um show. Filme sobre o atentado de Atlanta durante as Olimpiadas e a precipitada ação do FBI para culpar um sujeito estranho, mas nada parecido com um terrorista.
    Sidney  M.
    Sidney M.

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    3,5
    Enviada em 8 de janeiro de 2020
    Mais um bom filme dessa lenda que se chama Clint Eastwood. Um drama bem amarrado, com boas atuações principalmente de Sam Rockwell.
    Anderson  G.
    Anderson G.

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    4,0
    Enviada em 18 de janeiro de 2020
    "O caso de Richard" é uma boa e competente bibliografia, seguindo a linha que Clint vem seguindo em seus filmes a algum tempo, retratar pequenos heróis americanos com assertividade e bons elementos técnicos e artísticos.   O roteiro conta a história de Richard, um segurança que aspira ser policial que encontra uma bomba durante as olimpíadas de 96, mesmo com a explosão o segurança acaba por salvar muitas vidas e depois se vê como principal suspeito de sua implementação, seguindo uma linha cronológica e sem abrir espaços para interpretações ou contemplações o roteiro se concentra em três núcleos que se entrelaçam e conversam entre si, dois desses núcleos representam o governo e a mídia, e o longa expõe a malícia e maldade dos mesmos que buscam um agoz para condenar junto a opinião pública. A direção de Clint entrelaça alguns arcos e conduz a narrativa de um jeito preciso, sem criar cenas desnecessárias, sua edição ajuda a um constante ritmo que faz com que o filme de duas horas parecer ter tido apenas uma, apesar de uma direção um pouco fria e não autoral, Clint é preciso em todas as cenas, com câmeras simples, fotografia clara e confiando muito em seus atores. E falando no seu cast de atores falamos em mais um acerto de Clint e sua produção, todos os atores estão ótimos em seus papéis, mas vale um destaque maior para a escolha do protagonista, o ator Paul Walter, que entrega uma performance surpreendente e sua mãe, a já carimbada Kathy Bates está maravilhosa e faz jus a sua indicação, Sam Rockwell também entrega uma performance ótima. 8/10
    Alan David
    Alan David

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    3,0
    Enviada em 2 de janeiro de 2020
    O Caso Richard Jewell em pouco mais de duas horas nos mostra o retrato de um sistema falho. Conta uma história que realmente mostrou uma sucessão de erros contra um inocente de forma interessante, mas no exagero de dramatizar, poderia ter ampliado todos os lados e explorado melhor os acontecidos e consequências, mesmo assim, tem mais virtudes do que defeitos e na boa direção de Clint Eastwood que deixaram o longa bom de assistir. Para ler a crítica completa, link a seguir: http://www.parsageeks.com.br/2020/01/critica-cinema-o-caso-de-richard-jewell.html
    Mauro A
    Mauro A

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    2,5
    Enviada em 7 de janeiro de 2020
    O tema é interessante pois mostra o quanto a mídia é capaz de distorcer a realidade para vender. Quanto ao filme, ao saber que se tratava de mais um daqueles erros judiciários, fui assisti-lo, porém esperava mais ação. Há momentos em que fica muito monótono, se podassem trinta minutos ali, acho que ficaria de bom tamanho.
    Angelo J.
    Angelo J.

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    3,5
    Enviada em 8 de janeiro de 2020
    MINHA CRÍTICA É EM CIMA DO CRÍTICO, NÃO ENTENDO PORQUE DÃO UMA NOTA TÃO BAIXA PRA DETERMINADOS FILMES, SÃO ENIGMÁTICOS!
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