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Almanaque Virtual
O discurso feminista da diretora, relevante por si só, é enriquecido por escolhas estéticas deslumbrantes, que fazem da obra uma feliz e equilibrada combinação entre o dito cinema “de arte” e entretenimento puro...
The Playlist
O filme mantém uma atmosfera magnífica com planos longos, sombras marcadas, e temas musicais ironicamente colocados diante da história cerebral, atingindo uma vitalidade que ameaça explodir neste universo letárgico a qualquer momento.
Boston Globe
Comparações foram feitas entre este filme e os filmes de Jim Jarmusch e de David Lynch, merecidamente. A diretora Ana Lily Amirpour utiliza suas influências com orgulho e honra; no entanto, ela faz surgir uma sensibilidade cinematográfica própria, muito mais feminina e certamente mais sensual.
Chicago Sun-Times
(o filme) é menos um longa de terror, mas sim uma história de amor que se desenrola depois que a menina e Arash se encontram enquanto ele está vestido como Dracula [...]
Cineweb
"Garota Sombria Caminha Pela Noite" deverá, em primeiro lugar, chamar atenção pelo lado inusitado: uma comédia dramática iraniana pop em preto-e-branco sobre uma jovem vampira. [...] Ana Lily Amirpour não é ingênua, usando ferramentas tipicamente hollywoodianas para falar do seu próprio país.
O Globo
Um libelo feminista, que usa a figura do vampiro em busca de uma reflexão sobre a discriminação e a violência contra a mulher, com uma ligeira e especial espetada a respeito do papel feminino nas sociedades muçulmanas.
The Guardian
Dentro do gênero cinematográfico dos vampiros "hipsters" de Jim Jarmusch e Abel Ferrara, a diretora Ana Lily Amirpour encontra sua própria forma divertida e inteligente de transmitir a solidão e o romance da juventude e da adolescência e uma espécie de exílio emocional perpétuo.
The Hollywood Reporter
O diretor e editor Alex O'Flinn investe seu tempo - eventualmente, muito tempo - para observar os personagens, e o clima introspectivo é reforçado pelas imagens produzidas com efeitos monocromáticos (...)
Variety
Narrativamente, o filme leva algum tempo antes que mostre a que veio, por assim dizer[...] As performances do elenco são uniformes, mantendo a estilização do conjunto da obra [...]
Papo de Cinema
Amirpour constrói um enredo de profundidade e silêncios constantes que dão espaço ao espectador. Existe tensão e também romance de forma muito bem elaborada, acompanhados pelo olhar impressionante de Vand como a Garota.
Folha de São Paulo
O preto e branco altamente estilizado ajuda tanto nas afetações (pontos baixos do filme) quanto na criação dessa atmosfera sufocante, meio lúgubre em que os personagens estão inseridos.
New York Times
Este é um filme que, afinal, convida-o a jogar um jogo [...] e se você não se importar com a repetição narrativa e passagens em que nada acontece, além de gente bonita olhando para outras pessoas bonitas [...]
Quarto Ato
Sem apelo emocional forte o bastante para qualquer envolvimento, “Garota Sombria Caminha Pela Noite” assegura-se em seu visual estético-sonoro impecável e na irreverência de seu tema – que envolve por uma simples questão de curiosidade. Ainda que instigante e agradável, perde bastante peso com o tempo.
Télérama
Gráfico e coreográfico, de uma lentidão constante, o filme brinca com vários códigos (do faroeste ao cinema independente), assumindo-se como exercício de estilo. Mesmo que o roteiro seja um pouco superficial, a atmosfera é cativante...
Washington Post
Poucas palavras são ditas no filme, no entanto, ele é tão eloquente quanto os contos de amor e desejo que estamos acostumados a ver. É uma assombrosa história de amor entre duas pessoas peculiares que não deveriam estar juntas.
Rubens Ewald
Somente para o público de arte é este bizarro e indigesto drama americano feito por emigrantes persas (do Irã) que estão vivendo nos EUA [...]. O filme estranho e vazio deve muito aos trabalhos iniciais de Jim Jarmush, principalmente pelos enquadramentos e o uso do preto e branco.
Chronic'art.com
Não é exatamente um filme de fim de estudos, e sim um capricho de uma trintona californiana que voltou à adolescência [...] Um bibelô barulhento e apátrido, infelizmente muito comum em festivais.