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3,3
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Cinema em Cena
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Cinema em Cena
[...] "Blind" é uma obra fabulosa que usa o potencial da montagem para mergulhar o espectador em uma narrativa ao mesmo tempo coesa e profundamente experimental.
Variety
É tanto um filme sobre a escrita e a solidão quanto sobre a cegueira. Este excelente filme de estreia do roteirista Eskil Vogt contém todos os toques literários e autorreflexivos de seu trabalho com o cineasta com Joachim Trier, enquanto ele busca seu próprio ritmo divertido, sexy e de tirar o fôlego.
A Tarde
Um filme que é exceção do início ao fim. Começa como uma espécie de ensaio experimental sobre a solidão de uma cega, é tomado por uma aura de inquietação em torno da perspectiva que a personagem assume diante da vida e termina como um exercício de estimulo sensorial sobre a dúvida.
CineClick
"Blind" é um daqueles filmes que aparecem de vez em quando e te fazem mudar sua percepção sobre a vida. Com sua narrativa agridoce, Vogt nos mostra que na ânsia de voltar nossos olhos ao mundo, esquecemos de volta-los a nós mesmos.
O Globo
Personagens escritores que embaralham a narrativa inserindo uma ficção dentro da realidade ficcional do filme não são novidade no cinema. Mas poucas vezes tal recurso foi utilizado tendo um cego como protagonista. Esse é um dos motivos que torna a produção norueguesa “Blind” tão especial.
Papo de Cinema
Essa fusão entre realidade e imaginação se dá com extrema perfeição graças à condução sensível e segura de Eskil Vogt, que sabe muito bem o que dizer e não tem pressa em chegar ao seu destino.
The Hollywood Reporter
Uma mulher norueguesa que perdeu a visão prefere ficar dentro dos limites de sua própria casa, memórias e pensamentos em Blind, a habilidosa, ainda que um pouco fria estreia na direção do roteirista Eskil Vogt. [...] As acrobacias do cerebral roteiro vão empolgar muitos e desagradar a outros.
Cineweb
É uma cegueira artificial criada pela autora para punir a personagem, que, ao mesmo tempo reflete a cegueira europeia para a ascensão de uma extrema direita perigosa.
Télérama
Durante mais de meia hora, ["Blind"] transita habilmente entre o fetiche e a realidade. Mas a acumulação de cenas voyeuristas e uma direção glacial demais acabam bloqueando toda a emoção.
Rubens Ewald
É bom ficar avisado de qualquer forma que, no começo do filme para descrever a tara de um dos personagens, mostra-se pelo menos uns cinco minutos de detalhadas cenas de sexo explícito, que pode ofender alguma senhora desavisada. Depois que não é um filme muito fácil de seguir.
Chronic'art.com
Apesar de um tom ainda mais arrogante do que nos filmes de Michael Haneke ou Lars Von Trier, "Blind" bebe das mesmas fontes: a humilhação (para o personagem) e a má consciência (para o espectador).
Critikat.com
Uma representação do mundo tão estreita que flerta perigosamente com o ponto de vista reacionário. "Blind" é dotado de um conceito interessante (a cegueira, sua premissa narrativa), mas abordado por um ângulo miserabilista, e portanto muito antipático.