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    Made in China
    Críticas AdoroCinema
    2,5
    Regular
    Made in China

    Afinal, o que é que os chineses têm?

    por Renato Hermsdorff
    Em sua primeira incursão pelo formato longa-metragem de ficção, o diretor Estevao Ciavatta – diretor de programas de TV como “Brasil Legal”, “Central da Periferia”, “Esquenta”, todos da TV Globo – optou por circular por um terreno conhecido: o do popular comércio de rua da Saara (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega), no Rio de Janeiro.

    Made in China - FotoPara isso, escalou a mulher, a atriz e apresentadora Regina Casé, conhecida como comunicadora de grande público, como protagonista da história de Made in China, o que se mostra uma opção, ao mesmo tempo, segura e acertada.

    Apoiado em situações até engraçadas, o filme conta a história de Francis (Casé) e como a vendedora da Casa São Jorge consegue reerguer o comércio de Seu Nazir (Otávio Augusto), depois que a concorrência com os produtos baratos vindos do outro lado do mundo põem o negócio do árabe em cheque. Francis é um tipo diferente de mulher. Independente, nem de longe ela representa o ideal romântico da mulher que vive para o marido/ namorado.

    Made in China - FotoO papel cabe ao cantor Xande de Pilares, em sua estreia no cinema. Ele encarna bem o arquétipo do malandro, terreno que também domina, uma vez que, antes da fama, trabalhou no próprio Saara. Em dado momento, Francis resolve infiltrá-lo na loja da concorrência a fim de descobrir o que é que os chineses têm.

    O que deveria ser o ponto de virada motor da história, no entanto, não se concretiza. Surgido há mais de dez anos, o projeto do filme contou com um roteiro que passou pelas mãos de diversos autores, cada um redirecionando a história de acordo com o momento. Esse retalho fica claro no resultado final, quando a principal questão é abandonada: afinal, o que é que os chineses têm?

    Made in China - Vignette (magazine)Se Francis e Seu Nazir (Otávio Augusto sem sotaque árabe, graças a Alá!), fogem da armadilha do lugar comum, o filme não escapa de tropeçar em determinados clichês, o principal deles na abordagem preconceituosa (ou seria “pleconceituosa”?) dos chineses.

    Em um jogo nonsense – e criativo –, as falas dos orientais são legendadas em mandarim, mesmo quando eles conversam seu idioma de origem. Quem nunca passou pela situação de cara de paisagem ao ser atendido por dois chineses dialogando em seu idioma de origem? Não é para entender mesmo o conteúdo. Mas e o segredo? Esse era fundamental para a história andar. Afinal, o que é que os chineses têm?
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