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Cada revista ou jornal tem seu próprio sistema de avaliação, que será adaptado ao sistema AdoroCinema, de 0.5 a 5 estrelas.
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Chronic'art.com
"Mia Madre" não é um filme sobre o luto [...], mas sobre a aposentadoria, a delicada passagem dos seres rumo à sua própria ausência [...]. Todo o filme parece tomar discretamente a forma de uma errância contemplativa em busca de uma experiência autêntica do mundo.
Cinema em Cena
Mia Madre é, talvez, o filme mais ambicioso da carreira de seu experiente diretor. [...] pelo constante contraste de tons da narrativa empregado pelo cineasta justamente para ressaltar um dos pontos mais intrigantes deste seu trabalho: a artificialidade própria do Cinema.
Critikat.com
Margherita não é apenas a filha da sua mãe, ela também é cineasta, divorciada, mãe, em plena ruptura amorosa. Esta difração se aplica ao filme inteiro, que não é apenas um retrato do luto, mas também uma comédia, um filme sobre a sociedade, sobre o cinema.
Folha de São Paulo
No centro de tudo está o luto. Margherita enfrenta a perda da mãe, mas também o luto de si mesma, sentimento moral relacionado com a frustração, a solidão e a lassitude que a rodeiam.
Télérama
Moretti acertou em não se colocar num papel central. Focando-se em Margherita Buy (sempre precisa) e Guilia Lazzarini (uma grande dama do teatro italiano), ele consegue testemunhar coisas muito pessoais, com a preocupação constante de revesti-las de universalidade.
CineClick
É na inclusão do onírico que "Mia Madre" brilha. Em alguns momentos, o espectador é enganado pelo filme e acredita que o sonho é real. Em outros momentos, pensamos adentrar o mundo da fantasia, mas trata-se de um acontecimento esdrúxulo na vida da cineasta.
Cineweb
Boa parte desta liga deve-se à extraordinária sutileza da atriz Margherita Buy, que soma todos esses conflitos dentro e fora do set do filme, vivendo uma mulher em busca de ordem e controle – e nunca os encontra, empurrada pelos turbilhões da vida real.
Cinética
A maneira como Moretti soluciona [...] tons tão distintos é fascinante, porque passa por uma constante troca de registros entre o real dos personagens, seus sonhos[...] É como se o filme fosse tomado por essa sensação de “prestação de contas” frente ao final anunciado de uma vida.
Gazeta do Povo
Quando está prestes a carregar no drama, [Nanni Moretti] faz rir. Quando as coisas estão ficando leves, vem um novo tranco. Passado e presente, realidade e devaneio se revezam ao natural, como uma mente confusa tal qual a de Margherita.
Papo de Cinema
Neste filme, Nanni Moretti abdica do humor, componente tão presente em algumas de suas realizações, estreitando o foco numa personagem atingida em cheio pela gradativa consciência da própria fragilidade.
Screen International
A superfície relativamente tranquila de "Mia Madre", seus pequenos momentos divertidos, os instantes tocantes [...], a habilidade de tocar em temas importantes através de cenas e diálogos de maneira aparentemente não-intencional fazem com que Mia Madre seja um filme melhor do que a soma de suas partes.
The Guardian
"Mia Madre" é mais do que um filme sobre fazer um filme; é sobre entender que - independente do quão caótico e pressionante é este trabalho - fazer filmes é uma forma de escapar da realidade exterior, a realidade "real", que pressiona por todos os lados [...] é um ótimo e muito inteligente filme.
The Playlist
Moretti cria um mundo rico e incrivelmente detalhado, onde cada personagem possui uma vida que vai muito além de suas presenças na tela. O aspecto meio vago, devido à fantasia e cenas de sonho com flashbacks, é ilusoriamente rigoroso em sua construção.
Cinepop
O longa-metragem, sensação nos festivais onde passou, é um pouco mais que um retrato do esgotamento emocional em que se encontra a protagonista, muito bem retratado pelo ótimo diretor Nanni Moretti.
O Globo
A ideia é expor o velho confronto entre ficção e realidade — algo que tem sido feito direta ou indiretamente desde os primórdios do cinema e que hoje dificilmente consegue oferecer novos pontos de vista.
Revista Interlúdio
[...] as sequências finais alcançam um poder de síntese arrasador, nos levando a considerar e repensar tudo que fora visto antes, deixando a evidência incontestável que o diretor Nanni Moretti segue sendo um cineasta que, mesmo quando não atinge sua plenitude, ainda possui o dom de nos tirar do chão.
The Hollywood Reporter
[...] este não é esse tipo de drama comum e linear, e os personagens não são explorados com profundidade. Simplicidade e uma visão madura são as virtudes do longa. Boas qualidades, mas talvez um pouco discreto demais para conseguir maior atenção.
Variety
Visualmente, o filme faz distinções sutis entre os planos na filmagem, tanto atrás como na frente das câmeras, com uma abordagem mais íntima, subjetiva para o mundo pessoal de Margherita, investindo nas sequências de pesadelo com um hiper-realismo onírico.
Collider
Moretti se perde nas histórias secundárias, plantando uma ideia sem desenvolvê-la depois, chegando a um trabalho mal construído que chega a ser incoerente em alguns momentos.
Rubens Ewald
O grande problema, para mim, é que se torna difícil para o espectador se identificar ou mesmo gostar da diretora, que esta sempre chorando, com cara de entediada. [...] Não é uma figura admirável, mas uma chata, que acarinhada por todos não sabe corresponder.