Meu AdoroCinema
    Ida
    Média
    3,8
    185 notas e 28 críticas
    14% (4 críticas)
    39% (11 críticas)
    36% (10 críticas)
    4% (1 crítica)
    7% (2 críticas)
    0% (0 crítica)
    Você assistiu Ida ?

    28 críticas do leitor

    Nestor K.
    Nestor K.

    Segui-los 3 seguidores Ler a crítica deles

    4,0
    Enviada em 23 de janeiro de 2015
    Assisti hoje a outro filme que concorre ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira: o super premiado drama polonês "Ida". Filme impressionante, de uma beleza fotográfica deslumbrante, filmado em preto-e-branco, realmente não pode deixar de ser visto para quem é cinéfilo e aprecia filmes de ritmo lento e grande densidade cênica. É um retrato pungente e intimista da Polônia pós-guerra, a que ninguém ficará indiferente. Mas, cuidado! Não é filme para todos os paladares, e será especialmente indigesto para os apreciadores do cinemão americano, com suas grandes correrias, discussões verborrágicas, palavrões, e efeitos especiais. A música de "Ida", tal como o filme, é precisa, elegante e econômica, basicamente pianística. Uma trilha sonora tocante, e usada com grande sabedoria pelo diretor.
    José Guilherme R.
    José Guilherme R.

    Segui-los 8 seguidores Ler as 2 críticas deles

    3,0
    Enviada em 25 de janeiro de 2015
    O filme possui uma linda fotografia, mas peca no envolvimento. Tem um ritmo lento e poucos diálogos, o que tornou o curto filme numa longa jornada. Poderia ter um roteiro mais destrinchado
    Érika B.
    Érika B.

    Segui-los 9 seguidores Ler as 2 críticas deles

    4,0
    Enviada em 19 de janeiro de 2015
    Quando a tia disse "você é judia" logo pensei: putz! Mais um filme sobre o holocausto! Mas logo logo o filme nos convence com toda sua vagareza, todo seu silêncio, o clima e a melancolia de que essa uma ferida prestes a se abrir e apesar do plano de fundo, não é mais um filme sobre o terrível episódio histórico do holocausto. É um filme sobre uma noviça que não apenas não conhece nada sobre as dores e delícias do mundo mas também não conhece nada sobre sua origem e toda dor de sua história. Sobre a possibilidade que lhe foi permitida de conhecer e sobre o que ela escolheria pra si antes de confirmar os votos para se tornar uma freira. O roteiro amarrou muito bem a história, pois ela em seu conhecimento ínfimo sobre fazer escolhas não poderia despertar repentinamente o desejo de viver além do convento, já que ali vivia bem. Eu sempre disse isso sobre minha hamster chines que só conhecia sua gaiolinha e o que dávamos a ela para comer. A ignorância é chave da felicidade. Então já que Ida não poderia ter esse desejo repentino, deram lhe essa orientação e sem muita empolgação ela o fez. Descobriu com sua tia uma pequena amostra sobre a vida fora do convento, tia essa cuja personalidade se opõe claramente à da Ida: regada à álcool, sexo, cigarros e música. Era uma mulher realmente inteligente (juíza), bonita e com ideais de luta. Mas que se sentia vazia e em conflito interno permanente, nunca se perdoou pelo futuro de seu filho. É a tia quem nos convida para as reflexões mais intensas do filme: "como você pode considerar os votos sendo sacrifícios se você nunca experimentou o pecado e portanto abdicá-los não pode ser um sacrifício", "você não tem medo de que conhecendo aquele lugar pode perceber que Deus lá não existe?" A fotografia em preto e branco é sem dúvida o grande destaque do filme, deixando-o bonito e real. E despertando a atenção até de leigas como eu. Provoca sentimentos inexplicáveis, tal como me tocou duas cenas em especial: a casa dos pais de Ida e a imagem dos três andando sentido à floresta e a Ida para esperando a tia. É um pouco incômodo acompanhar essa melancólica noviça, mas é um personagem fiel e surpreendentemente interessante.
    Marcio S.
    Marcio S.

    Segui-los 4 seguidores Ler as 17 críticas deles

    4,5
    Enviada em 15 de maio de 2015
    Este filme é um road movie, extremamente intimista, onde a fotografia que ao mesmo tempo é impecável ajuda a narrativa a ser conduzida e algumas vezes parece até falar mais do que qualquer diálogo. O diretor Pawel Pawlikowski realiza uma obra que iremos conhecendo aos poucos assim como a protagonista vai conhecendo os acontecimentos referentes a sua família. Ida (Agata Trzebuchowska) vive em um convento e está prestes a fazer seus votos e se tornar freira. Antes disso acontecer a freira superior (Halina Skoczynska) diz que ela antes deve ir encontrar sua tia Wanda (Agata Kulesza), sua única parente viva, e após retornar poderá realizar seus votos. O filme é realizado em uma razão de aspecto 4:3 o que torna esse road movie com uma atmosfera mais intimista e junto com sua fotografia em preto e branco só ratificam a natureza da narrativa que estamos assistindo à medida que iremos descobrindo acontecimentos do passado de nossa protagonista. Porém há momentos que a fotografia do filme começa a se impor em relação a narrativa através de planos extremamente bem criados, que apesar de serem muito bonitos são extremamente melancólicos, lúgubre e tristes condizendo com a narrativa. Isso faz com que não haja um contraste em relação a narrativa e acaba ajudando a compor esteticamente o filme. Assim como o filme é uma breve jornada de conhecimento de nossa protagonista, há cenas construídas que evocam sentimentos ou metaforicamente tendem a nos falar algo. No início o diretor parece que assim como dar um retoque na imagem de Jesus, daremos o início para alguns retoques na vida de Ida. Esse retoque será muito mais metafórico por uma busca que parecia adormecida em seu interior. Assim percebemos sua admiração e observação pela vida fora daquele mundo dela e para isso o diretor a coloca separada por um vidro de ônibus ou ao chegar na casa da tia entra por algo semelhante a um corredor fechado que a levará (logo em seguida irá subir as escadas para uma porta que irá se abrir para ela) para seu interior. Outro plano interessante é quando mostra Ida conversando com um músico em uma grade anterior a eles. Algo nessas grades parecem formar uma figura simples que indica algo entre eles. Um dos pontos mais interessantes são as dúvidas referentes a vida de nossa protagonista. Como todos nós seu desejo por experimentar será crescente para assim determinar a decisão de sua vida. Seu questionamento sobre o depois, o depois e o depois parece passar uma insatisfação crônica sobre qualquer possibilidade de uma vida que a satisfaça. Quando consegue suprir sua necessidade em descobrir sensações percorrerá (mais uma vez um plano que pode dizer algo sutil) uma estrada de volta principalmente ao seu verdadeiro eu e assim tomar sua decisão. Realizando algo que busque uma sutileza na forma de compor seus planos, Pawel Pawlikowski realiza um filme que é conduzido bem lentamente, o que para muitos pode ser algo desinteressante, mas que apresenta uma força real em relação a sua narrativa.
    Emanuel S.
    Emanuel S.

    Segui-los 6 seguidores Ler as 9 críticas deles

    5,0
    Enviada em 18 de janeiro de 2015
    Simplesmente Perfeito. Comentei que para mim foi como ter visto um grande recorte fotográfico sendo exibido como película. A fotografia do filme chama atenção desde a primeira cena até a ultima, denotando o enquadramento contraposto a realidade vivida pelas "Agatas", que por sinal possuem uma beleza ímpar demonstrada com a maior perfeição que uma película pode revelar, não só através da fotografia, mas como pela sensibilidade artística. Não obstante a trilha sonora é de uma grandiosidade tremenda pelas excelentes escolhas que trouxe ao drama o requinte que se merece. Algumas cenas são tão marcantes que é impossível não comentar sobre elas quando se termina a sessão, mas não deixarei o Spoiler.... Recomendo muito. *****
    Ana Luiza A.
    Ana Luiza A.

    Segui-los 23 seguidores Ler as 5 críticas deles

    4,0
    Enviada em 29 de dezembro de 2014
    Não´é filme para "qualquer dia" - em preto e branco, dá uma certa densidade mais profunda ao tema não tão digesto assim. Um filme reflexivo que fala de escolhas, renúncias, religião.. relações humanas. Recomendo que assistam. Vale a experiência e o silêncio com que sua alma saí do cinema!
    anônimo
    Um visitante
    3,5
    Enviada em 8 de outubro de 2015
    O universo em torno de Ida torna a vida tão depressiva que até passar o resto dos dias em um convento não parece uma ideia tão ruim. Filmado em preto e branco, com uma tela praticamente quadrada e uma câmera que fica praticamente parada, a atmosfera é bela, lúdica e realista. Anna (Agata Trzebuchowska), a noviça, e Wanda (Agata Kulesza), a tia, fazem parte de um conjunto de planos-detalhes (quando a tela mostra apenas um close mais intimista) que capturam a essência do que está sendo mostrado. Interessante do começo ao fim. A história gira em torno da busca do paradeiro dos corpos dos pais de Anna, que eram judeus e foram mortos durante a guerra na Polônia. Wanda, sua tia, uma juíza alcoólatra que vive um pesadelo comuno-socialista que remói seus remorsos por abandonar sua irmã, possui a maior parte das falas, mas é de Anna que capturamos a mensagem final de cada passagem. A menina está naquele dilema clichê de não querer sair do convento, mas é obrigada por sua superiora e agora começa a plantar dúvidas em sua cabeça (além, é claro, de ser linda). Ou seria clichê, já que este não é o caso. A maior parte do filme é mais sobre uma reflexão histórica e intimista do peso das decisões em nossas vidas. Ou deveria ser. A maior falha em “Ida” é nunca contar o suficiente para estabelecer seus parâmetros. Mas quem se importa? A história flui que é uma beleza, e diante de tantos cenários filmados belissimamente por dois diretores de fotografia faz o “road movie” valer toda a pena. Se desdobrando de maneira fascinante com uma série de acontecimentos nos últimos minutos do segundo tempo da prorrogação, “Ida” vira uma reflexão poderosa sobre a vida e suas rimas, mas como está com o tempo escasso de maneira superficial. Pelo menos faz o gancho com tudo o que foi visto, e de forma alguma é uma conclusão jogada. Com roteiro de menos, mas direção e fotografia de mais, o saldo é mais que positivo.
    Bruno Maschi
    Bruno Maschi

    Segui-los 30 seguidores Ler as 215 críticas deles

    1,0
    Enviada em 8 de maio de 2015
    Um filme que certamente um jovem não vai gostar. Cansativo, ritmo lento demais, história sem graça, atuações fracas. Um filme literalmente horrível para nova geração, talvez bem melhor apreciado por idosos.
    Rodrigo C.
    Rodrigo C.

    Segui-los 6 seguidores Ler a crítica deles

    2,0
    Enviada em 1 de março de 2015
    Cara , se a idéia era fazer um filme ruim , estão de parabéns .A história é pobre , fria e não tem emociona .Esperei 1h20min p o filme começar e não começou .
    Lucas Augusto Campos
    Lucas Augusto Campos

    Segui-los 1 seguidor Ler as 38 críticas deles

    5,0
    Enviada em 3 de abril de 2015
    Ao assistir Ida, assisto a uma obra-prima singular do cinema contemporâneo. Não por apenas ser um retrato épico e raramente visto nos últimos tempos, mas por abordar de maneira tão realista e marcante a vida e o cotidiano de uma adolescente de 18 anos, vivendo num convento, e prestes a se tornar uma freira. A madre a obriga a visitar sua única familiar, a tia Wanda. E assim, nossa protagonista inicia uma jornada longa e intensa ao lado da tia, uma juíza temperamental e de meia-idade, que apenas quer viver a vida. O encontro de Ida e sua tia Wanda é algo bem diferente de tudo já visto. Ambas, vivendo em diferentes mundo, tomam a difícil iniciativa de se adaptarem ás condições necessárias para ter uma boa relação. Filmado em plenos anos 60, Ida é uma história pouco usual, para ser sincero. O drama polonês é exigente, mas ao mesmo tempo, suave. Performances arrebatadoras, e revelações extraordinárias, assim como a jovem interprete de Ida, Agata Trzebuchowska, que também é o grande destaque do filme. Wanda começa a procurar pelo passado de Ida, cuja se atendia por Anna, começando pela morte de seus pais durante a Segunda Guerra Mundial, e no decorrer dessa viagem, as duas percebem que têm algo em comum. Algo a mais do que simplesmente os laços familiares e todas as diferenças que tanto as separam. Há uma conexão especial entre Ida e Wanda. Um selo. Algo que o filme exibe perfeitamente. A trama cuida afavelmente dessa relação humana tão própria entre essas duas mulheres, algo que particularmente, me emocionou em demasia. Ao longo de tal sentimento, me recordei desconhecidamente do clássico polonês, Faca na Água, de Polanski, mesmo sem ter nenhuma possível coincidência em relação á Ida. Percebendo isso, me senti mais confortável e seguro ao ter associado os dois filmes. Porém, esta grande película, narrada em tão curtos 78 minutos, não se desenvolve apenas em sua história. Seu objetivo é bem maior e mais ambicioso. Por ser uma obra tão independente de efeitos artificiais, Ida consegue convencer o público utilizando pequenos recursos. Recursos que não são tão caros, mas são recursos á altura deste filme. A fotografia preto-e-branco a torna mais viva, e acho que isso foi o que mais me fascinou. Pelo menos, é o que eu realmente acho do filme. Foi uma das obras que mais me agradaram esse ano. Nem mesmo Garota Exemplar, Interstellar ou outros filmes grandiosos tiveram o mesmo impacto deste. Um filme sentimental, lento, que busca refletir nas cenas minuciosas do trabalho impecável e árduo que foi fazê-lo, com tanto carinho e esmero. Um retrato absoluto dos limites entre a religião e a sociedade, e as divergências entre estes dois mundos tão próximos, com as mesmas necessidades e as mesmas intenções. Há certos momentos em que nossa protagonista silenciosa reflete sobre essa divergência, e então, percebe sua necessidade de observar o mundo ao redor. Ao final de Ida, a personagem principal, num devaneio surpreendente, se rende aos luxos abstratos que a rodeiam no presente, enquanto ainda tem dúvidas sobre sua religião e seu futuro dentro dela, como freira. Todos nós temos algum tipo de dúvida. Independente das mais diferentes precisões, a dúvida é existente, e persistente. Acredito que esse seja a principal mensagem do filme. Ida realmente me impressionou. Uma obra-prima inteligente, filosófica e belíssima, que busca analisar a vida dos mais diferentes ângulos, das mais diversas posições, dentro desta jornada tão universal, tão viva, tão plausível. Mostra que é preciso aceitar as diferenças para aceitar a vida, dentro das nossas duas protagonistas: Ida e Wanda. Sem medo, afirmo: um dos melhores filmes produzidos este ano. Pawel Pawlikowski filma uma grandiosa película, e que consagra sua talentosa maturidade cinematográfica. E declaro: a obra mais profunda feita esse ano. Não necessita de tantos artifícios para provocar a solene poesia visual que é.
    Quer ver mais críticas?
    • As últimas críticas do AdoroCinema
    Back to Top