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Critikat.com
"O Ciúme" parece nunca realmente começar, nem terminar, e sim colher a evolução de um sentimento, enquanto se adequa ao ritmo da existência, dividido entre o balanço do cotidiano e as mudanças súbitas que o atravessam.
Críticos.Com.Br
Sem uma ponta de cinismo, conseguindo extrair lágrimas espontâneas com sua inesperada docilidade, trabalhando com objetividade uma trama que tinha tudo para ser amarga, Garrel consegue criar um retrato apaixonado sobre os fascinantes atalhos da vida.
Chronic'art.com
Pela falta de um tema único e pela profusão de personagens e de redes de afetos, "O Ciúme", dominado por um branco aéreo, torna-se leve como uma pluma. A história de amor é tratada pelas bordas e pelas digressões...
Cinema com Rapadura
“O Ciúme”, novo filme do diretor francês Philippe Garrel, não poderia ser um programa mais familiar, embora o que vemos na tela seja justamente o desmantelamento dessa instituição social.
Estado de São Paulo
Garrel é autor atento às relações humanas, interessado no relacionamento complexo de casais, mas não barateia jamais o sentimento humano, como costuma fazer o cinema, digamos, mais comercial.
New York Times
[Não há nada] genérico ou impreciso no filme. Pelo contrário, é um estudo rigoroso, aprofundado, quase dolorosamente específico, sobre as nuances de sentimento que ligam e separam Louis e as mulheres de sua vida.
O Globo
Em pouco mais de 70 minutos e num preto-e-branco belo e sóbrio, o filme é um pequeno ensaio sobre romantismo desesperado no mundo efêmero de hoje (não à toa, um dos atores colegas do protagonista chama-o de “jovem Werther”, como o personagem de Goethe).
Omelete
Garrel filma os personagens de "O Ciúme" sempre em trânsito. [...] Nesse sentido, a capacidade de ver, ter o domínio de uma imagem, à qual Louis obsessivamente se apega, é também ter o domínio sobre a vida, por fugaz que seja.
The Hollywood Reporter
Nunca um completo estudo de personagem pedaço, ou mesmo uma exploração do sentimento verdadeiro, "O CIúme" oferece momentos de tragédia velada em momentos aparentemente inocentes e descartáveis.
Télérama
Há muito tempo [o diretor] não tinha concentrado as coisas essenciais da existência com tamanha simplicidade, de maneira direta e límpida ao mesmo tempo. Como uma sequência de fragmentos rigorosos, as imagens compõem uma pureza emocionante...
Zero Hora
Parece simples, mas é absolutamente sofisticada a construção narrativa de "O Ciúme". É o melhor do filme, que com sua fotografia em preto e branco traz ecos da produção francesa dos anos 1960...
Papo de Cinema
A passionalidade e melancolia do cineasta ao explorar um assunto que lhe é tão íntimo também está impressa em sua obra. Ainda assim, o que resulta é uma história sem muito rumo, que se arrasta em algumas sequências desconexas...
Variety
Embora "O Ciúme" de Philippe Garrel não expanda muito os temas comuns do diretor [...], existem aqui alguns elementos novos que iluminam este pequeno, mas muito assistível filme em preto e branco.
Chicago Sun-Times
Estaria [o diretor] pronto para, enfim, ter um grande avanço nos EUA, como seu círculo de admiradores norte-americanos espera? É difícil imaginar que sim, uma vez que "O Ciúme" é o tipo de exercício trivial, acadêmico e pomposo que prega apenas aos convertidos.
Cineweb
Se tudo é legítimo, nesta ciranda de amores frustrados, também é justo apontar uma insistência excessiva do diretor neste tema, que percorreu trabalhos anteriores [...] Seria saudável o clã Garrel renovar seu repertório e partir para outra.
Almanaque Virtual
[...] Philippe Garrel dirige um romance frio, disfarçado sob o tom contemplativo auxiliado pela fotografia em preto e branco para tentar fisgar os mais reflexivos espectadores. Seu verdadeiro interesse, antes mesmo de contar uma história, parece resumir-se à filmagem do próprio filho.