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Jesus de Nazaré
Média
3,9
36 notas e 6 críticas
83% (5 críticas)
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6 críticas do leitor

Andre R. C.
Andre R. C.

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4,0
Enviada em 03/04/15
Quem não conhece esse filme/minissérie de 1977 sempre exibido na TV em épocas de Páscoa e Natal? Dirigido pelo italiano Franco Zeffirelli, Jesus de Nazaré conta com um extenso tempo de duração. No decorrer de 6h11min, Zefirelli nos entrega uma das obras mais completas sobre a vida e a obra de Jesus, desde seu nascimento em Belém até a crucificação e ressurreição, conforme está escrito na Bíblia. Bem fundamentado na doutrina do cristianismo, o filme passa por cenários que revivem a historia de um dos maiores mestres do mundo, interpretado majestosamente pelo ator Robert Powell. Pra época, Jesus de Nazaré foi uma produção e tanta com direito a indicações em diversos prêmios. Vale lembrar a presença de atores consagrados como Ian McShane (o Barba Negra de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas) e Ian Holm (o Bilbo Bolseiro da trilogia O Senhor dos Anéis). É claro que atualmente o filme pode ser enfadonho para quem não está acostumado com o formato mais antigo das obras cinematográficas, mas é importante considerarmos o valor que possuía na época e ainda hoje para uma geração de pessoas que tomam esse extenso longa como a principal referencia live action sobre Jesus Cristo. Porém, por mais completo que pareça ser sempre alguns detalhes são deixados de lado. Existem muitas outras importantes adaptações sobre a biografia de Jesus, mas até hoje nenhuma superou essa obra de Zeffirelli, que promete sobreviver por mais tempo ainda do que se imagina.
Fernando M.
Fernando M.

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5,0
Enviada em 12/06/16
Assistir ao clássico Jesus de Nazaré numa época eivada de novelas bíblicas e fenômenos religiosos “fabricados” pode ser considerado como um verdadeiro gesto de resistência. O épico bíblico envelheceu bem e, quase quarenta anos depois, nestes nossos tempos confusos e difíceis, ele permanece como uma obra de grande estatura e beleza. Registre-se, o cinema mundial sempre foi pródigo em levar Jesus Cristo para a tela grande. No entanto, a mais popular – e feliz – versão dos Evangelhos foi feita para a televisão. Originalmente concebido em seis episódios – com um total de mais de seis horas de duração –, Jesus de Nazaré é muito conhecido aqui no Brasil por ser transmitido há anos na TV, nos feriados religiosos. Talvez por conta de tamanha popularidade, o “seriado” é constantemente editado e dilapidado, o que dificulta assisti-lo na versão integral. Vencido esse obstáculo, vemos que o diretor florentino Franco Zeffirelli (1923-) – de Romeu e Julieta (1968) – retrata a vida de Jesus (Robert Powell) com megalomania, mas com devoção. Aliás, a devoção do diretor é tamanha, que ele até opta em mostrar as intervenções divinas com o olhar oblíquo da sutileza. Para ele, pelo menos como cineasta, a história de Cristo é praticamente tão grande quanto seus ensinamentos e sermões. A biografia de Jesus é, por si só, uma belíssima história com alto potencial dramático, e é essa convicção que Zeffirelli deixa transparecer em cada fala, em cada cena, em cada enquadramento. Ele trabalha com sensibilidade e sobriedade. Ele evita armadilhas comuns de se ver em qualquer filme religioso já feito. Zeffirelli evita o melodrama, evita os pretensos “revisionismos históricos” que denunciam a intrusão do ego do artista – versões pessoais, provocações polêmicas, desconstruções, acréscimos duvidosos, etc. –, e evita também a panfletagem religiosa. Em outras palavras, Zeffirelli abdica da “autoralidade”, ou deixa-a pouco evidente, nas entrelinhas. E esse é um gesto interessante, visto que os anos 1970 estavam obstinados em reinventar a fé, a religião, o Cristo. Com essa perspectiva, Jesus de Nazaré ergue-se como uma obra ecumênica – e por que não dizer demagógica? Há a nítida preocupação em agradar todo mundo, principalmente a massa heterogênea e difusa dos religiosos cristãos, de não ferir a fé de ninguém. Ainda que os traços de Jesus tivessem escancarada inspiração nas iconografias católicas – o que era de se esperar de um filme italiano. Zeffirelli quer apenas contar a história, com lirismo, plasticidade e grandiosidade. Eu gosto quando ele dá importância devida ao período histórico que foi a Palestina no início da Era Cristã, sob o domínio do todo-poderoso Império Romano. Eu gosto quando ele dá luz à humanidade e à plausibilidade dos sentimentos das personagens. E Zeffirelli é realmente obcecado com os detalhes. Jesus de Nazaré é filmado em cidades históricas de Marrocos, Tunísia e Turquia. O que torna cada cena uma verdadeira exuberância visual particular. E é interessante constatar que há pouquíssimos “artifícios” narrativos, de câmera e de edição, no filme, o que reforça a “teatralidade”, reforça a mise-en-scène. A narrativa é convencional, a câmera também. Há quase um “apagamento” do diretor, sua preocupação é uma apenas: que o espectador – religioso ou não – tenha a ilusão de que tudo realmente está se desenrolando diante dos seus olhos. Para ele, a força do filme está, não só no protagonista retratado, mas na construção do roteiro e na expressividade dos atores. Por essa razão, a superprodução traz os maiores atores e atrizes do seu tempo, em desempenhos espetaculares. Nós temos Anthony Quinn (1915-2001), Laurence Olivier (1907-1989), Christopher Plummer (1929-), Ernest Borgnine (1917-2012), Anne Bancroft (1931-2005), Claudia Cardinale (1938-), dentre tantos outros. Curiosamente, o papel de Jesus é dado a um quase desconhecido à época, o experiente ator de teatro Robert Powell (1944-), que no filme está brilhante. Para elaborar o roteiro, Zeffirelli pediu ajuda ao famoso romancista britânico Anthony Burgess (1917-1993, estudioso de Joyce e autor de Laranja Mecânica) e à roteirista italiana Suso Cecchi D’Amico (1914-2010, colaboradora de Monicelli, Visconti, Sica, Antonioni e do próprio Zeffirelli). Mas o Jesus interpretado por Powell tem fortes contornos humanos. Ele não é retratado com a insegurança cândida do Cristo de Jesus Cristo Superstar (1973) nem com a rudeza “política” de O Evangelho Segundo São Mateus (1964). Em Jesus de Nazaré ele é retratado em “camadas”, ora como um místico, ora como um revolucionário; ora como uma figura passiva e calma, ora como alguém irascível e enérgico. Talvez comparado com a “pornográfica” versão de Mel Gibson em A Paixão de Cristo (2004), a crucificação em Jesus de Nazaré pareça demasiadamente suave, asséptica, de contornos ingênuos, românticos. E é verdade. Zeffirelli aprendeu com o mestre Cecil B. DeMille (1881-1959), em suavizar e edulcorar cenas de violência, coisa que Gibson retrataria com morbidez e sensacionalismo. De novo voltamos à reverência de Zeffirelli: ela o faz cometer alguns pecadilhos de verossimilhança e realismo, que na conjuntura geral da obra, são passáveis e perdoáveis. Até porque Jesus de Nazaré é uma obra sincera. Poucas vezes vemos – em cinema ou televisão – um Jesus retratado com tanta paixão, devoção e arte. Neste filme, arte, religião e a preocupação “comercial” de fazer público são variáveis perfeitamente casadas e equacionadas por um cineasta que ainda acredita no artesanato da narrativa para atingir os seus intentos. E assisti-lo hoje, uma época em que a bancada evangélica na Câmara tem influência para votar em projetos de lei que representam o retrocesso, apenas constata que Jesus de Zeffirelli continua uma figura retumbante – e suave – de libertação, de transcendência, mas, sobretudo, de amor. E que a fé, quando ela quer, é ainda capaz de produzir verdadeiros clássicos!
Ricardo C.
Ricardo C.

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5,0
Enviada em 02/05/18
Esse é um grande clássico, um filme muito bem feito que poderia até msm ter como estrela Robert De Niro na personagem de Jesus. Elenco magnifico, sou fã demais.
Nivaldo O.
Nivaldo O.

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5,0
Enviada em 12/09/15
Não tenho o que comentar simplesmente o melhor filme de todos os tempos
Dorival B.
Dorival B.

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5,0
Enviada em 25/12/14
Como muitos filmes sobre a vida de Jesus, esse Jesus de Nazaré é um dos melhores, uma bela história que nos faz refletir e nos contagia com seus ensinamentos. spoiler:
Aline K.
Aline K.

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5,0
Enviada em 12/01/19
Filme lindo e completo, o ator que faz o papel de Jesus de Nazaré (Robert Powell) foi perfeito! Pra mim é o melhor Filme de Jesus que foi feito até hoje.
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