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Cineplayers
Num jogo cênico que surpreende pelo realismo ao mesmo tempo que explode tudo em hiper-realismo, com sons, cores, objetos e linguagem maximizando uma proposta tão micro quanto macro, o mestre [Polanski] atira em uns 18 lugares diferentes e acerta todos.
Instituto Moreira Salles
O fato de se passar todo num teatro e ser baseado numa peça teatral não faz de "A Pele de Vênus", de modo algum, “teatro filmado”. Na verdade, poucos filmes recentes são tão cinematográficos, no que diz respeito à manipulação do ponto de vista, à transformação virtual do espaço e à construção do ritmo...
ScreenCrush
"A Pele de Vênus" tem uma narrativa incrivelmente metalinguística e maliciosamente condensada, que funciona graças às discussões incessantes entre Thomas e Vanda sobre seus motivos, explícitos ou insinuados, disfarçados pela evocação sedutora das falas da peça de Thomas.
The Hollywood Reporter
É puro e exuberante o virtuosismo que Seigner e Amalric levam ao material. Ele é uma das mais confiáveis - e também das menos previsíveis - concretizações do intelectualismo gaulês sob pressão. Ela é algo completamente diferente: um turbilhão de inteligência feroz e instinto astuto, esquiva e magnética.
CineClick
Com tom sarcástico até o fim, o longa brilha, principalmente, graças a Emmanuelle Seigner, esposa do diretor, que domina a tela com desempenho cômico e sensual que faz plena justiça ao exigente papel principal.
Cineweb
"A Pele de Vênus" parece apontar exatamente para isso: é preciso esconder a essência para se encaixar nos papeis definidos dos gêneros masculino e feminino. A política de gêneros precisa de representação.
Papo de Cinema
Não estaria Polanski com "A Pele de Vênus" expondo um conceito de viés filosófico, segundo o qual, no final das contas, tudo é encenação? [...] Ali, no palco teatral apropriado pelo cinema, Roman Polanski discute a complexidade das relações e do desejo, fazendo assim outro grande filme.
Rolling Stone
O filme é um fascinante estudo sobre até onde vão o jogo da vida e o jogo do palco, e [Roman] Polanski maquiavelicamente mescla ao bel-prazer a verdade presumida dos sentimentos com o artifício do espetáculo. Faz isso em um cenário mínimo, o palco, e com apenas dois atores em cena. Mas brinca com as armadilhas do cenário e dos objetos com tal maestria que nunca reduz o filme a um único lugar.
Boston Globe
Grandes artistas têm o dom de transformar qualquer material de origem, não importa o quão diverso, numa enciclopédia de suas próprias obsessões. Quer você goste ou não, Roman Polanski é um grande artista. [...] Isso significa dizer que "A Pele de Vênus" [...] foi completa e maliciosamente Romanizado.
Críticos.Com.Br
[...] um filme que, embora esteja longe de ser um dos melhores de sua carreira, é, sem dúvidas, o mais pessoal e mais autoral dos últimos anos. Um pequeno filme inteligente e mordaz no melhor estilo de seu diretor.
Omelete
O que toma forma em "A Pele de Vênus", então, são menos as cruzes que Polanski carrega consigo (embora elas estejam sempre presentes) e mais uma representação incontestável dessas relações de sexo e culpa que o cineasta exorciza em vários de seus filmes.
Rubens Ewald
O que eu admirei mais no filme foi a fluência da narrativa e a surpresa de ver a mulher de Polanski, a francesa Emmanuelle Seigner, [...] na melhor interpretação de sua carreira. [...] Seria basicamente um exercício de estilo, mas demonstra que o veterano realizador ainda sabe cativar e nos envolver.
Screen International
A fotografia elegante e a iluminação atmosférica, além da decoração econômica [...], fazem deste um número minimalista hiper-elegante, e uma das reflexões mais vigorosas do cinema recente sobre as conexões entre cinema e teatro e as relações de poder entre ator e diretor.
The Guardian
No futuro, quando escreverem dissertações sobre a dinâmica perversa entre cineastas do sexo masculino e suas musas, "A Pele de Vênus" terá certamente um lugar de destaque, bem acima de qualquer coisa que Josef von Sternberg e Marlene Dietrich tenham criado juntos.
The Hollywood Reporter
A inclinação de Roman Polanski a jogos mentais psicossexuais realizados em espaços claustrofóbicos é deliciosamente revisitada em "A Pele de Vênus"[...] Uma provocante dialética de subjugação e poder, da objetificação do sexo feminino e da repreensão castradora.
Variety
Esta contemplação brincalhona e literata na linha tênue entre paixão e perversidade, prazer e dor, a vida e a arte devem chamar a atenção do público mais erudito e exigente, embora provavelmente não vá fazer sucesso.
Veja
[...] o longa narra a relação de dominação entre um homem e uma mulher e, em vez de perseguir um final feliz para o casal, se dedica a lançar com espirituosidade uma série de questões sobre gênero, sexo e poder.
Washington Post
Do momento que "A Pele de Vênus" começa com uma longa sequência, cruzando uma avenida arborizada num dia chuvoso em Paris, até um ato final sombriamente cômico, fica claro que estamos em boas mãos. Pode não ser o melhor filme de Roman Polanski [...]. Mas é feito com tal maestria que faz jus ao material de origem.
Gazeta do Povo
O esquema pode funcionar mais ou menos assim: Thomas não dá nada por Vanda no começo da história e, poucos minutos depois, não consegue tirar os olhos dela. Você pode achar que o filme é pequeno demais, “teatral” demais, e não dar nada por ele, mas vai acabar seduzido.
O Globo
Fetichismo, travestimento, avatares da sexualidade: tais elementos marcam a filmografia de Polanski desde o ritual simbólico da posse da faca em seu longa de estreia. Quem reverencia sua carreira talvez assimile o teatralismo de “A Pele de Vênus”.
The Playlist
As reviravoltas exageradas e as inversões previsíveis na segunda metade, ressaltadas pelo espaço único, além da impressão de que o filme se considera profundamente transgressor quando na verdade é apenas fácil, retiraram nosso prazer.
Zero Hora
O mestre filma sua estrela com devoção, mas mantém um distanciamento de alguns diálogos que o permite, ao mesmo tempo, explorar suas várias camadas de significação e brincar usando um humor ora inocente, ora sarcástico...
Chicago Sun-Times
A gente teria que ser duramente pressionado para encontrar uma combinação mais perfeita que o diretor Roman Polanski e "A Pele de Vênus". Pena que não o filme não seja mais perverso, sutil e imaginativo.