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Almanaque Virtual
O “grande filme” aqui deve ser entendido não apenas por conta das questões existenciais operacionalizadas por Eastwood mas também pelo vigor formal da narrativa. É a câmera de Eastwood que justifica a excelência deste épico bélico sobre um Moisés de farda.
Folha de São Paulo
Eastwood nos projeta no terrível pantanal em que os norte-americanos se afundam no Oriente Médio, um Vietnã urbano, onde nem ao menos se distingue o amigo do inimigo. Na terrível aridez de "Sniper Americano", aos gritos de "herói, herói" responde a frase [...] na guerra, o único heroísmo é sobreviver.
The Hollywood Reporter
Um tenso, vívido e triste conto da vida breve do atirador mais realizado nos anais militares dos EUA, "Sniper Americano" é uma obra muito equivalente – em tema, trama e qualidade – a "Guerra ao Terror".
Cineplayers
Eastwood modela representações norte americanas num contexto norte americano pois é a respeito da própria identidade que um artista pode, com verdadeira consciência, dissertar. Enquadrar uma história em um terreno específico não significa, nem de longe, dar as mãos a um suposto imperialismo.
A Tarde
[...] "Sniper Americano" cumpre o papel de uma cinebiografia e, apesar de carregar nas tintas a favor de Kyle, se destaca como um dos melhores filmes de guerra recente.
Chicago Sun-Times
"Sniper Americano" comprova o ditado "nunca subestime um autor" [...] Abrindo com um momento de suspense brutal e decisivo para o seu personagem-título, Chris Kyle, o filme estabelece sobre o que será – e o que não será – de forma simples, mas quase de tirar o fôlego.
Cinema com Rapadura
Em alguns momentos, a fita lembra “Tropa de Elite”, não apenas nas sequências de treinamento para os SEALs, que remetem às do BOPE, mas especialmente ao mostrar a incapacidade Chris em desapegar da guerra e voltar de fato para casa...
Cinema em Cena
Ao personalizar a luta de Kyle, criando vilões bem identificados (como o sniper que persegue o “herói”), o longa tem mais facilidade para envolver os espectadores que certamente protestariam contra a ideologia do atirador...
Instituto Moreira Salles
[Clint Eastwood] vem problematizando certos valores centrais da cultura americana e, em particular, a figura do herói justiceiro. Seu novo filme é um passo adiante nesse processo.
O Globo
A tempestade que envolve o confronto em cena reafirma como nebulosas as razões de Kyle, explicitadas em valores simplórios (Deus, pátria e família). É cinema feito nos detalhes, e sobre um assunto espinhoso, o que torna necessário abandonar visões simplistas como a de Kyle.
Omelete
[Eastwood] constrói o filme como um estudo psicológico do personagem-título. Desfaz o mito para entender não o guerreiro, mas o homem disposto a sacrificar tudo pelo seu país. Troca a grandiloquência da guerra pelas observações intimistas. Ao mesmo tempo, não abandona os elementos de entretenimento.
Variety
Uma performance soberba de Bradley Cooper é a âncora da dramatização pungente e reflexiva da vida do oficial da Marinha dos Estados Unidos Chris Kyle dirigida por Clint Eastwood.
Zero Hora
O mestre da narrativa fílmica dosa ação e reflexão com sabedoria, fazendo com que "Sniper Americano" transcenda o mero filme de guerra patriótico — apesar do debate suscitado nos EUA a respeito da maneira como contrapõe americanos e iraquianos.
Cineweb
Clint Eastwood exerce suas melhores virtudes – e, para seus críticos, alguns de seus piores defeitos. Nada que diga respeito à técnica, porém. Até detratores do filme [...] reconhecem que, em fotografia, montagem, som e tudo o mais, o filme é impecável. A divergência está na política.
Rolling Stone
[Bradley] Cooper, que dá tudo o que tem e um pouco mais, é puro músculo em sua imersão na pele de Kyle, um rapaz do Texas como qualquer outro, mas que enxerga o mal que há no mundo e decide fazer algo a respeito. Toda a dor é visível nos olhos do militar...
CineClick
[...] as cenas de combate são interessantes e o roteiro bem amarrado, mas o filme funciona melhor quando Clint Eastwood acompanha de perto os conflitos internos do protagonista. A sequência inicial, na qual Kyle decide ou não se deve derrubar um menino iraquiano, é pesada, intensa e traz todo o horror da guerra...
Cinepop
"Sniper Americano" é o tipo de filme que os americanos adoram, [...] mas que sempre deixa a desejar aos olhos atentos de muitos cinéfilos. [...] Um fato que devemos louvar é o desejo e empenho de Clint [...] A cena da tempestade de areia é brilhantemente bem conduzida, impressiona.
Estado de Minas
As cenas dos tiros abusam dos closes e das balas em câmera lenta. O rígido treinamento para entrar para os Seals, descrito com riqueza de detalhes no livro, é apresentado em cenas descuidadas.
The Guardian
Poderia ser Clean Harry o título alternativo para a sem graça, nada sutil e preocupantemente estúpida celebração de Clint Eastwood a Chris Kyle, um verdadeiro Seal da Marinha dos EUA e atirador destemido, famoso por 160 mortes confirmadas no Iraque. [...] Aqui, porém, não há nada da subversão ou sagacidade de Harry.
Críticos.Com.Br
No Iraque de “Sniper Americano” não há espaço para iraquianos inocentes. Civis ou militares, todos eles são maus como o diabo, como a cartilha maniqueísta de Hollywood nos ensinou em seus piores filmes.